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Brasil leva maior delegação à Hannover Messe

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Presidente da CNI, Ricardo Alban: momento é de projeção internacional

Missão com mais de 260 representantes busca ampliar negócios, atrair investimentos e reforçar presença industrial no mercado global

 

A indústria brasileira intensifica sua estratégia de inserção global ao mobilizar a maior delegação já enviada à Hannover Messe, principal feira de tecnologia industrial do mundo, realizada de 20 a 24 deste mês, na cidade alemã. Liderada pela CNI em parceria com a ApexBrasil, a missão reúne mais de 260 representantes que embarcam para a Alemanha com foco em negócios, inovação e fortalecimento das relações bilaterais.

A iniciativa ocorre em um momento de avanço no intercâmbio entre os dois países. Em 2025, o comércio bilateral Brasil-Alemanha movimentou US$ 20,9 bilhões, com exportações brasileiras de US$ 6,5 bilhões — crescimento de 11,6%. O país europeu também figura como um dos principais investidores no Brasil, com estoque de US$ 38,5 bilhões.

A programação inclui reuniões de negócios, visitas a indústrias e participação no Encontro Econômico Brasil-Alemanha (EEBA), que deve reunir cerca de 800 participantes. O fórum é considerado um dos principais espaços de diálogo entre os setores produtivos dos dois países e deve discutir temas estratégicos como comércio, investimentos e cooperação industrial.

Para o presidente da CNI, Ricardo Alban, o momento é de projeção internacional. “Esta é uma oportunidade única que permitirá ao Brasil promover sua indústria. O protagonismo brasileiro contribuirá para o fortalecimento de negócios e a ampliação do país no mercado internacional”, afirma.

A edição de 2026 ganha relevância adicional com o Brasil como país parceiro da feira, condição que amplia a visibilidade do setor industrial nacional. No pavilhão brasileiro, iniciativas do SESI e do SENAI devem destacar o papel da educação, da inovação e da tecnologia na competitividade da indústria.

Entre os projetos apresentados estão soluções em inteligência artificial, robótica educacional, descarbonização e produção de materiais estratégicos, evidenciando a capacidade do país em áreas de maior valor agregado. O contexto também favorece a ampliação de negócios diante do avanço do acordo Mercosul-União Europeia, que promete reduzir tarifas, aumentar a previsibilidade regulatória e ampliar a integração produtiva entre os blocos.

Com agenda focada em resultados e parcerias, a participação brasileira reforça o posicionamento do país como um ator relevante na transformação industrial global, combinando tecnologia, sustentabilidade e capital humano qualificado. A inauguração oficial da feira, em 19 de abril, contará com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do chanceler alemão Friedrich Merz e do presidente da CNI, Ricardo Alban. Os dois chefes de Estado também participarão da abertura do EEBA no dia 20.

 

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