Abiove projeta esmagamento de 62,2 milhões de toneladas em 2026, impulsionado por safra robusta e demanda por derivados
O complexo soja brasileiro segue ampliando sua relevância não apenas no campo, mas também dentro da indústria. As novas projeções da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) indicam que o país deve alcançar, em 2026, um volume recorde de processamento, consolidando um movimento de maior agregação de valor à produção agrícola.
A estimativa atual aponta para um esmagamento de 62,2 milhões de toneladas, avanço de 1,1% em relação ao levantamento anterior. O crescimento reflete tanto o tamanho da safra quanto a demanda crescente por derivados, que ganham espaço no abastecimento interno e no mercado internacional.
Com o avanço da atividade industrial, a produção de farelo de soja deve atingir 47,9 milhões de toneladas, enquanto o óleo de soja é projetado em 12,5 milhões de toneladas. O movimento reforça a estratégia de transformar matéria-prima em produtos com maior valor agregado, ampliando a competitividade do setor.
Para o diretor de Economia e Assuntos Regulatórios da Abiove, Daniel Furlan Amaral, o cenário demonstra a força da indústria nacional. “O ajuste positivo nas expectativas de processamento evidencia a resiliência do setor. A conversão da matéria-prima em produtos de maior valor agregado fortalece os pilares da matriz energética e do suprimento alimentar brasileiro”, afirma.
No comércio exterior, o Brasil mantém posição de liderança. A exportação de soja em grão deve alcançar 113,6 milhões de toneladas, enquanto o farelo deve somar 24,6 milhões de toneladas. Já o óleo de soja apresenta crescimento de 3,3%, com projeção de 1,5 milhão de toneladas embarcadas.
Os dados mais recentes reforçam essa trajetória. Em fevereiro de 2026, o processamento atingiu 3,546 milhões de toneladas, alta de 8,5% em relação ao mesmo mês do ano anterior. No acumulado do ano, o volume chegou a 7,421 milhões de toneladas, crescimento de 6,4%. O avanço da indústria de esmagamento indica uma mudança estrutural no setor, com maior foco em eficiência, agregação de valor e diversificação de produtos, fortalecendo o papel do Brasil como protagonista global no complexo soja.
Números do setor em 2026
- Esmagamento: 62,2 milhões t
- Farelo: 47,9 milhões t
- Óleo: 12,5 milhões t
- Exportação de soja: 113,6 milhões t
O que impulsiona o crescimento
- Safra robusta
- Demanda por derivados
- Maior agregação de valor
- Expansão da indústria nacional




