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Bayer foca em soluções integradas para o Cerrado

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Portfólio combina sementes, biotecnologia e manejo para enfrentar desafios crescentes da produção

 

A Bayer apresenta, nesta semana, um portfólio integrado de soluções no Show Safra, realizada até sexta-feira, em Lucas do Rio Verde (MT), reunindo tecnologias voltadas às principais culturas do estado: soja, milho e algodão. A estratégia da companhia reforça um movimento cada vez mais evidente no agronegócio brasileiro, que é a busca por sistemas produtivos mais eficientes, previsíveis e adaptados às condições desafiadoras do Cerrado.

Com foco em biotecnologia, sementes de alto desempenho e proteção de cultivos, a empresa aposta na integração de soluções como forma de elevar a performance das lavouras. O contexto regional ajuda a explicar essa abordagem. Mato Grosso segue como líder nacional na produção de algodão, com previsão de responder por cerca de 2,6 milhões de toneladas na safra 2025/26, dentro de um total estimado de 3,8 milhões de toneladas no Brasil, segundo a Conab.

Esse cenário exige decisões cada vez mais estratégicas por parte do produtor, especialmente em sistemas consolidados como a sucessão soja-algodão. A escolha correta de cultivares, o posicionamento técnico e o manejo ao longo do ciclo produtivo tornam-se fatores determinantes para garantir produtividade e rentabilidade.

Biotecnologia e sementes ganham protagonismo

Entre os destaques apresentados pela Bayer está a vitrine com 14 variedades de algodão com tecnologia Bollgard 3 XtendFlex (B3XF), que combina proteção contra lagartas e tolerância a herbicidas, ampliando a flexibilidade no manejo. As cultivares foram desenvolvidas para diferentes ambientes produtivos e ciclos, permitindo maior precisão na tomada de decisão conforme a realidade de cada propriedade.

No milho, a empresa reforça sua presença com novos híbridos e um portfólio que ultrapassa 50 opções comerciais. Entre os materiais apresentados estão híbridos reconhecidos pela estabilidade produtiva e sanidade, além de novos lançamentos voltados ao aumento do teto produtivo. Já na soja, o foco está em cultivares com alto desempenho e ampla adaptação, com destaque para materiais que aliam produtividade, resistência a doenças e tolerância a nematoides.

O evento também marca a aproximação de uma nova geração tecnológica. A Bayer apresentou avanços ligados à biotecnologia Intacta 5+, prevista para chegar ao mercado na safra 2027/28, com maior amplitude no controle de pragas e tolerância a herbicidas, indicando o rumo da próxima fase da agricultura brasileira.

Manejo integrado vira peça central da rentabilidade

Se a genética define o potencial produtivo, o manejo passa a ser o fator decisivo para transformar esse potencial em resultado. Nesse sentido, a Bayer reforça a importância de estratégias integradas para o controle de plantas daninhas, pragas, doenças e nematoides, especialmente em regiões como o Cerrado, onde desafios como buva, caruru e pé-de-galinha impactam diretamente a produtividade.

Entre os destaques está o Xtendimax 2, nova geração de dicamba com maior segurança operacional, além de soluções para pré-emergência com ativos inéditos no país. O portfólio inclui ainda tecnologias voltadas ao tratamento de sementes e ao controle de nematoides e insetos, com foco em proteger a lavoura desde o estabelecimento inicial até as fases mais críticas do ciclo.

No controle de doenças, a evolução das soluções fungicidas amplia a eficiência no combate a problemas relevantes, como a ferrugem asiática e doenças de final de ciclo. A proposta é garantir maior estabilidade produtiva mesmo em condições climáticas adversas, fator cada vez mais determinante no planejamento agrícola.

Com investimentos globais superiores a dois bilhões de euros por ano em pesquisa e desenvolvimento, a Bayer reforça sua aposta em inovação como pilar para enfrentar os desafios da agricultura moderna. No Brasil, a expectativa é lançar mais de 20 novas formulações até 2030, ampliando ainda mais o portfólio disponível aos produtores.

 

O que a Bayer mostra no Show Safra

  • 14 variedades de algodão (B3XF)
  • Mais de 50 híbridos de milho no portfólio
  • Cultivares de soja com tecnologia Intacta 2 Xtend
  • Nova geração Intacta 5+ (prevista para 2027/28)
  • Lançamentos em herbicidas, fungicidas e inseticidas
  • Mais de € 2 bilhões/ano em P&D global

 

Os principais inimigos da lavoura no Cerrado (e como combatê-los)

Produzir no Cerrado brasileiro exige mais do que tecnologia — exige estratégia. Algumas ameaças já são recorrentes e, quando mal manejadas, podem comprometer seriamente a produtividade. Veja os principais riscos e como enfrentá-los:

  1. Buva (resistência crescente)

  • Problema: alta capacidade de adaptação e resistência a herbicidas
  • Impacto: competição direta com a cultura e queda de produtividade
  • Como combater: manejo antecipado, uso de herbicidas com diferentes mecanismos de ação e rotação de tecnologia
  1. Caruru (crescimento agressivo)

  • Problema: desenvolvimento rápido e alta competição por nutrientes
  • Impacto: perdas significativas se não controlado no início
  • Como combater: controle em pré-emergência e uso de soluções seletivas ao longo do ciclo
  1. Pé-de-galinha (dificuldade de controle)

  • Problema: alta infestação e resistência em diversas áreas
  • Impacto: redução do rendimento e aumento do custo operacional
  • Como combater: integração entre herbicidas e práticas culturais
  1. Lagartas (pressão constante)

  • Problema: ataques em diferentes fases da lavoura
  • Impacto: danos diretos à planta e queda de produtividade
  • Como combater: uso de biotecnologias, monitoramento constante e controle químico estratégico
  1. Percevejos e cigarrinhas

  • Problema: sugam seiva e transmitem doenças
  • Impacto: comprometem o desenvolvimento e a qualidade da produção
  • Como combater: tratamento de sementes e aplicações direcionadas no momento correto
  1. Nematoides (inimigo invisível)

  • Problema: ataque silencioso ao sistema radicular
  • Impacto: redução de vigor e produtividade sem sinais claros iniciais
  • Como combater: rotação de culturas, uso de variedades tolerantes e nematicidas
  1. Doenças fúngicas (ex: ferrugem asiática)

  • Problema: rápida disseminação em condições favoráveis
  • Impacto: perdas severas se não controladas rapidamente
  • Como combater: fungicidas eficientes, monitoramento e manejo preventivo

O que mais pesa no bolso do produtor

  • Resistência de plantas daninhas está aumentando
  • Pragas estão mais adaptadas ao sistema produtivo
  • Doenças exigem resposta cada vez mais rápida
  • O erro no manejo custa caro — e rápido

Conclusão direta

No Cerrado, não existe solução única. Quem ganha produtividade é quem combina genética, manejo e tecnologia de forma integrada — e toma decisão antes do problema aparecer.

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