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Avanço de insumos falsificados eleva riscos no campo e acende alerta

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CropLife Brasil aponta sinais de irregularidade, impactos econômicos e cuidados essenciais na compra de defensivos e sementes

 

A etapa de compra de insumos agrícolas exige cuidado redobrado diante do avanço da falsificação no campo. Produtos ilegais, vendidos fora dos canais autorizados, vêm ampliando riscos à produtividade, ao meio ambiente e à saúde humana, além de gerar perdas econômicas expressivas. Atenta a esse cenário, a CropLife Brasil intensificou o alerta aos produtores sobre sinais de irregularidade, riscos associados e medidas de prevenção.

Entre os principais indícios de falsificação estão a origem desconhecida, a oferta por canais não permitidos, como a internet, preços incompatíveis com o mercado e embalagens violadas ou reutilizadas. A entidade reforça que defensivos agrícolas devem ser adquiridos exclusivamente em cooperativas e distribuidores credenciados, com nota fiscal e receita agronômica, e que a produção legal ocorre apenas em estabelecimentos registrados nos órgãos competentes.

“A verificação da autenticidade pode ser feita de várias maneiras, como: uso aplicativos disponibilizados pelos fabricantes; consulta ao Sistema AGROFIT no site do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA); contato com o Serviço de Atendimento ao Cliente (SAC) das empresas fabricantes”, orienta o gerente de Combate a Produtos Ilegais da CropLife Brasil, Nilto Mendes.

Os impactos do mercado ilegal são significativos. Dados citados pela entidade indicam que cerca de 30% do mercado de sementes no país é de origem desconhecida, enquanto 25% dos defensivos agrícolas podem ser ilegais. “Quando olhamos para os dados, o principal impacto para o campo está na insegurança produtiva”, analisa o diretor de Químicos da entidade, Arthur Gomes, ao destacar o comprometimento do controle de pragas, doenças e plantas daninhas.

Estudos apontam que a pirataria de sementes de soja gera perdas de R$ 10 bilhões por ano, enquanto o contrabando e a falsificação de defensivos causaram prejuízos de R$ 21 milhões em 2022. Em cenários regionais marcados por pressão climática ou surtos de doenças, como a ferrugem asiática no Sul, o risco se intensifica.

Como resposta, a CropLife Brasil reforça a adoção de boas práticas agrícolas, mantém canal de denúncias e apoia ações de fiscalização, destacando que o descumprimento da legislação expõe o produtor a riscos agronômicos, ambientais e legais, incluindo responsabilização criminal.

 

Como identificar insumos agrícolas falsificados

Desconfie da origem

  • Produtos vendidos fora de cooperativas e distribuidores credenciados
  • Ofertas feitas por internet, redes sociais ou vendedores informais

Preço muito abaixo do mercado

  • Valores muito inferiores aos praticados normalmente são forte indício de irregularidade

Embalagem irregular

  • Lacres rompidos ou reutilizados
  • Rótulos com falhas de impressão, informações incompletas ou erros de grafia
  • Ausência de número de lote ou data de fabricação

Documentação ausente

  • Falta de nota fiscal
  • Ausência de receituário agronômico, obrigatório para defensivos

Verificação de autenticidade

  • Conferir registros no Sistema AGROFIT (MAPA)
  • Utilizar aplicativos oficiais dos fabricantes
  • Consultar o SAC das empresas para confirmar lote e procedência

Riscos ao produtor

  • Ineficiência no controle de pragas e doenças
  • Perdas de produtividade
  • Danos ambientais e à saúde
  • Possibilidade de sanções legais e criminais

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