Dados do FGVAgro mostram avanço de 0,5% em janeiro, com recuo em insumos, florestais e têxteis limitando o crescimento
O início de 2026 trouxe um sinal misto para a agroindústria brasileira. Embora tenha registrado crescimento, o avanço modesto indica um cenário de cautela, com parte relevante dos setores ainda em retração.
De acordo com o Índice de Produção Agroindustrial (PIMAgro), do FGVAgro, o setor avançou 0,5% em janeiro na comparação com o mesmo período do ano anterior. O resultado foi sustentado principalmente pelo segmento de alimentos e bebidas, que cresceu 1,9% e puxou o desempenho geral.
Por outro lado, a produção de itens não alimentícios apresentou queda de 1,5%, refletindo dificuldades em áreas importantes da cadeia. Entre os destaques negativos estão os produtos têxteis (-7,6%), que acumulam quatro quedas consecutivas, além dos produtos florestais (-2,3%) e dos insumos agropecuários (-0,5%).
A retração nesses segmentos está associada à menor produção de itens como papel, celulose, fertilizantes e máquinas agrícolas, evidenciando um ambiente ainda pressionado para parte da indústria ligada ao campo. O cenário ganha contornos ainda mais incertos diante de fatores externos recentes, que ainda não estão refletidos nos dados.
Assim, embora o ano comece com resultado positivo, a sustentação do crescimento da agroindústria dependerá da recuperação de segmentos estratégicos e da evolução do ambiente econômico e internacional ao longo de 2026.
Números-chave
- +0,5% crescimento geral
- +1,9% alimentos e bebidas
- -1,5% não alimentícios
- -7,6% têxteis
- -2,3% florestais
- -0,5% insumos
O que puxou para baixo
- Queda em fertilizantes
- Menor produção de máquinas
- Recuo em papel e celulose




