Uma empresa do GRUPO PUBLIQUE

Agronegócio bate recorde histórico e emprega 28,6 milhões no 3º tri de 2025

Compartilhe:

Setor responde por 26,35% dos ocupados do País, amplia formalização e registra crescimento em todos os segmentos da cadeia

 

O mercado de trabalho do agronegócio brasileiro alcançou um novo patamar no terceiro trimestre de 2025. A população ocupada no setor chegou a 28,58 milhões de pessoas, o maior número desde o início da série histórica, em 2012. Com isso, o agro passou a representar 26,35% do total de trabalhadores do país, ampliando sua participação na economia nacional.

Na comparação com o trimestre anterior, houve alta de 1,3%, o equivalente a 367,5 mil novas ocupações — desempenho superior ao do mercado de trabalho brasileiro como um todo, que avançou 0,1% no período. Todos os segmentos da cadeia registraram crescimento, com destaque para o primário e a agroindústria.

Dentro da porteira, o número de ocupados cresceu 3,4%, impulsionado por culturas como soja, cana-de-açúcar e cacau, além da expansão na suinocultura, avicultura e pesca. Já a agroindústria avançou 1,2% frente ao trimestre anterior e 1,0% na comparação anual, aproximando-se do segundo maior nível histórico de empregos no segmento.

O principal vetor de expansão anual foi o segmento de agrosserviços, que registrou alta de 4,5% em relação ao 3º trimestre de 2024, com acréscimo de 459 mil trabalhadores. O resultado reflete a retomada das atividades agroindustriais e a demanda crescente por transporte, armazenagem, comercialização e serviços administrativos ligados ao setor.

No perfil da mão de obra, o contingente com carteira assinada atingiu 9,67 milhões de pessoas, renovando recorde e representando 34,7% dos ocupados no agronegócio. Também houve aumento expressivo de trabalhadores por conta própria.

A qualificação segue em alta. Na comparação anual, o número de trabalhadores com ensino médio cresceu 4,1%, enquanto aqueles com ensino superior aumentaram 6,4%. O movimento acompanha a modernização do setor, marcada por mecanização, digitalização e maior demanda por competências técnicas.

Em termos de renda, o rendimento médio dos empregados no agro foi de R$ 2.760 no trimestre, com variação positiva em praticamente todos os segmentos frente a 2024. Empregadores registraram rendimento médio de R$ 7.959, enquanto trabalhadores por conta própria receberam, em média, R$ 2.325.

O boletim reforça que o avanço tecnológico tem deslocado parte da mão de obra da produção primária para agroindústria e serviços, mantendo o crescimento do emprego no conjunto do agronegócio mesmo diante de transformações estruturais.

Encontre na AgroRevenda