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Agro puxa crescimento do superávit comercial em janeiro, de US$ 4,3 bi

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Queda das importações também influencia saldo. Vendas externas encolhem para EUA e EU, China e América do Sul sustentam resultado

 

O início de 2026 trouxe um superávit comercial mais robusto, mas apoiado menos no dinamismo das exportações e mais na retração das importações. Em janeiro, o saldo da balança brasileira alcançou US$ 4,3 bilhões, US$ 2 bilhões acima do registrado no mesmo mês de 2025, segundo o Indicador de Comércio Exterior (Icomex), da FGV IBRE.

A principal virada veio da relação com a China. O país asiático passou de déficit de US$ 536,6 milhões em janeiro de 2025 para superávit de US$ 717,7 milhões em igual mês deste ano. A União Europeia também ampliou o saldo positivo, enquanto os Estados Unidos aprofundaram o déficit, que subiu de US$ 221,6 milhões para US$ 668,4 milhões.

O desempenho agregado reflete a queda das importações, que recuaram 9,8% em valor na comparação anual. Em volume, a retração foi ainda maior, de 12%. Já as exportações ficaram praticamente estáveis em quantidade (-0,7%), com leve recuo nos preços médios. O movimento é compatível com um início de ano mais fraco na atividade e expectativas de crescimento menor em 2026.

No recorte por destinos, apenas China e demais países da América do Sul — excluída a Argentina — ampliaram compras do Brasil, tanto em volume quanto em valor. Para os Estados Unidos, a queda das exportações atingiu 22,4% em volume e 25,5% em valor. União Europeia e demais mercados asiáticos também registraram retração.

Por tipo de produto, as commodities tiveram estagnação em volume e queda de 4,2% em valor, pressionadas por preços menores. As não commodities, embora tenham recuado em quantidade, avançaram 5,6% em valor, influenciadas por alta de preços, com destaque para ouro não monetário e aeronaves.

Setorialmente, a agropecuária liderou o crescimento em valor (9,8%), impulsionada por preços mais altos e aumento de volume. Já a indústria extrativa e a de transformação apresentaram recuo no valor exportado.

O Icomex ressalta que, além dos fundamentos tradicionais — renda, demanda externa e câ Claro! Segue o box com os principais dados do Icomex – Janeiro/2026, divulgado pela FGV Ibre:

 

Balança Comercial Brasileira – Janeiro de 2026

Superávit comercial

  • US$ 4,3 bilhões
    • US$ 2 bilhões vs. jan/2025

Exportações

  • Volume: -0,7%
  • Valor: leve recuo
  • Commodities:
    • Volume: estagnado
    • Valor: -4,2%
  • Não commodities:
    • Volume: queda
    • Valor: +5,6%

Destaques positivos em valor:

  • Agropecuária: +9,8%
  • Ouro não monetário
  • Aeronaves

Importações

  • Valor: -9,8%
  • Volume: -12%

Principais parceiros

China

  • De déficit de US$ 536,6 mi (2025)
  • Para superávit de US$ 717,7 mi (2026)

Estados Unidos

  • Déficit ampliado para US$ 668,4 mi
  • Exportações ao país:
    • Volume: -22,4%
    • Valor: -25,5%

União Europeia

  • Superávit ampliado

Cenário

  • Agropecuária lidera crescimento
  • Indústria extrativa e de transformação recuam
  • Incertezas geopolíticas pressionam perspectivas para 2026

 

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