Pesquisa da Fiesp e do Cepea revela aumento de empregos formais e avanço da escolaridade no setor
O mercado de trabalho do agronegócio paulista segue em transformação, com avanço da formalização e aumento consistente do nível de escolaridade dos trabalhadores. Em 2024, o setor empregou 4,34 milhões de pessoas, o equivalente a 17,2% da população ocupada do estado, reforçando seu peso na economia regional.
O levantamento da Fiesp e do Cepea mostra que o crescimento foi puxado pela agroindústria, único segmento com saldo positivo de empregos, ampliando o contingente em mais de 90 mil vagas. “Esse montante foi capaz de mais do que compensar as perdas ocorridas nos demais segmentos e gerar um saldo positivo”, afirma Roberto Betancourt, diretor do Departamento do Agronegócio da Fiesp.
Apesar do avanço, atividades como agrosserviços, insumos e produção primária registraram retração no período, evidenciando mudanças estruturais na composição do emprego no setor, com maior concentração fora da porteira.
Outro destaque é o grau de formalização: trabalhadores com carteira assinada representam 55% do total, mantendo o índice geral acima de 80% quando considerados outros vínculos formais.
A qualificação também avança. O número de profissionais com ensino superior cresceu e já representa 27% da força de trabalho, enquanto aqueles com ensino médio somam quase metade dos ocupados. “Essa redução das categorias de menores níveis de instrução está associada ao aumento do número de pessoas com maiores graus de escolaridade”, explica Betancourt.
A presença feminina segue em expansão, com crescimento superior ao da população masculina, impulsionada principalmente por funções ligadas à agroindústria e aos serviços. O cenário reforça a transição do agro paulista para um modelo mais tecnológico, diversificado e intensivo em conhecimento.
Números do agro paulista
- 4,34 milhões de trabalhadores
- 17,2% da população ocupada do estado
- 55% com carteira assinada
- 27% com ensino superior
Onde estão os empregos
- Agrosserviços: 51%
- Agroindústria: 25%
- Produção primária: 15%
- Insumos: 3%




