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Absolar alerta que Plano Safra reduz recursos para energia solar

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Ronaldo Koloszusk, presidente do Conselho de Administração da Absolar

Diante do recorrente aumento da taxa Selic, a nova edição do Plano Safra 2025-26, divulgado recentemente pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), que prevê um montante recorde de R$ 516,2 bilhões para investimentos em projetos no agronegócio, traz um encarecimento no crédito para a sustentabilidade na produção agropecuária, com maiores taxas de financiamento, mesmo com ampliação de recursos em algumas opções de linhas.

Nesta edição, as taxas de juros variam de 8,5% a 14%, a depender da linha de crédito selecionada, enquanto, no exercício anterior, a variação era entre 7% e 12%. A avaliação é da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar). Segundo a entidade, o ponto de atenção do novo plano está na redução em 5,4% nos recursos que poderiam ser utilizados em projetos com energia solar e sistemas de armazenamento.

A linha de crédito do RenovAgro também foi impactada pela alta de Selic com aumento de 1,5 ponto percentual na taxa de juros, passando para 10% nesta edição. Este cenário encarece os custos para a realização da transição energética no campo e a obtenção de produtos agrícolas brasileiros mais baratos.

Atualmente, os sistemas fotovoltaicos no agronegócio possuem 5,4 gigawatts de potência instalada, que representam mais de 13% de toda a capacidade utilizada na geração própria solar pelos consumidores residenciais, rurais, comerciais, industriais e públicos, segundo mapeamento da Absolar. Hoje, são mais de 305 mil propriedades rurais abastecidas pela tecnologia fotovoltaica no Brasil.

“O Plano Safra é cada vez mais estratégico para financiar a transição energética do agronegócio. Por isso, nos preocupa o encarecimento do crédito para uso da energia solar e armazenamento energético, ainda mais em ano de COP30 em nosso país,”, diz o presidente do Conselho de Administração da Absolar, Ronaldo Koloszuk.

“A sinergia entre o agro, a energia solar fotovoltaica e os sistemas de armazenamento é imensa, com diversas aplicações na produção rural. As tecnologias são extremamente versáteis e podem ser utilizadas, por exemplo, no bombeamento e na irrigação de água, na refrigeração de carnes, leite e outros produtos, na regulação de temperatura para a produção de aves, na iluminação, em cercas elétricas, em sistemas de telecomunicação, no monitoramento da propriedade rural, entre muitas outras funcionalidades”, explica Koloszuk.

Rodrigo Sauaia, CEO da Absolar

Para Rodrigo Sauaia, CEO da Absolar, a tecnologia fotovoltaica reduz os custos com eletricidade, aumenta a segurança elétrica, protege o consumidor contra os aumentos das tarifas de eletricidade e aumenta a oferta de energia elétrica na propriedade rural. “Além da energia solar, outras tecnologias sustentáveis como o armazenamento por baterias se tornam cada vez mais relevantes para produtores rurais de todos o portes e perfis. Por isso, é importante que o plano safra abarque essa tecnologia em suas linhas de crédito”, conclui.

Sobre a Absolar – Fundada em 2013, a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar) é a entidade do Brasil que reúne todos os elos da cadeia de valor da fonte solar fotovoltaica e demais tecnologias limpas, incluindo armazenamento de energia elétrica e hidrogênio verde. Com associados nacionais e internacionais, de todos os portes, a entidade é fonte de informação e articulação em prol da transição energética sustentável do Brasil.

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