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Tecnoshow Comigo quer zerar emissões de carbono

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Feira tecnológica do agro quer ampliar monitoramento ambiental e compensar todas as emissões geradas durante o evento em Rio Verde (GO)

 

Uma das maiores vitrines de tecnologia rural do Brasil, a Tecnoshow Comigo quer dar um novo passo na agenda de sustentabilidade do agronegócio. A organização da feira trabalha para conquistar o Selo Verde de Carbono Neutro na edição de 2026, que será realizada entre os dias 6 e 10 de abril, em Rio Verde (GO), no Centro Tecnológico Comigo (CTC).

A iniciativa prevê medir e compensar todas as emissões de gases de efeito estufa geradas pelo evento, desde a montagem das estruturas até a desmontagem final da feira. O objetivo é ampliar o monitoramento ambiental da operação e reforçar o compromisso da cooperativa com práticas sustentáveis no agronegócio.

Movimentação de visitantes na Tecnoshow 2025: sustentabilidade

Na edição de 2025, a feira já havia neutralizado 84 toneladas de dióxido de carbono, volume equivalente ao plantio de 492 árvores. O resultado garantiu ao evento o selo Evento Neutro Azul, concedido pela Eccaplan a iniciativas que quantificam e compensam suas emissões de carbono por meio de projetos ambientais certificados.

Para alcançar a certificação de carbono neutro, a organização da feira pretende ampliar o mapeamento das fontes de emissão. Segundo o coordenador de Meio Ambiente da Tecnoshow, Reginaldo Passos, o monitoramento incluirá transporte de visitantes, montagem de estandes, consumo de combustível por máquinas agrícolas e deslocamento da equipe do evento.

“Vamos medir todos os possíveis emissores de gases de efeito estufa, como o transporte de visitantes, das estruturas dos estandes, dos maquinários e do staff”, explica.

Também serão avaliados o consumo de energia elétrica — incluindo a origem da matriz energética — e os resíduos gerados durante a feira, como materiais de estandes, resíduos orgânicos das praças de alimentação e efluentes. Uma novidade desta edição será a medição da quantidade de fertilizantes utilizados nos plots agrícolas demonstrativos.

Visitantes poderão compensar a própria pegada de carbono

Assim como ocorreu na edição anterior, os visitantes terão a opção de calcular e compensar individualmente suas emissões de carbono durante a visita ao evento.

Totens instalados em diferentes pontos da feira permitirão estimar a pegada de carbono gerada no deslocamento até o evento. Após o cálculo, o visitante poderá fazer a compensação por meio de uma contribuição via PIX, com recursos destinados a uma instituição filantrópica local.

Em 2025, mais de 570 pessoas utilizaram a ferramenta, contabilizando cerca de 574 mil quilômetros percorridos e a emissão estimada de 7 toneladas de dióxido de carbono.

Após o encerramento da feira de 2026, as emissões totais serão compensadas por meio da compra de créditos de carbono vinculados ao projeto Terrus Carbon Coffee.

 

Serviço:

  • Tecnoshow Comigo 2026
  • Rio Verde (GO)
  • 6 a 10 de abril
  • 8h às 18h
  • Entrada gratuita

 

Sustentabilidade virou pauta central nas feiras do agro

As grandes feiras do agronegócio brasileiro deixaram de ser apenas vitrines de máquinas e tecnologias. Nos últimos anos, eventos do setor passaram a incorporar também metas e práticas de sustentabilidade ambiental, refletindo a crescente pressão por cadeias produtivas mais eficientes e com menor impacto climático.

Essa mudança acompanha uma tendência global. Produtores, empresas, investidores e consumidores estão cada vez mais atentos a indicadores como emissões de gases de efeito estufa, uso de recursos naturais e rastreabilidade da produção.

No caso das feiras agrícolas, a agenda ambiental inclui ações como:

  • medição e compensação da pegada de carbono dos eventos
  • gestão e reciclagem de resíduos gerados nas exposições
  • monitoramento do consumo de energia e combustíveis
  • incentivo ao uso de fontes renováveis de energia
  • projetos de compensação ambiental, como créditos de carbono e reflorestamento

Além de reduzir impactos ambientais, essas iniciativas ajudam a posicionar o agronegócio brasileiro como um setor cada vez mais comprometido com produtividade, inovação e responsabilidade ambiental — temas que vêm ganhando peso crescente nas discussões sobre o futuro da produção de alimentos no mundo.

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