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Sete tendências tecnológicas devem moldar o cooperativismo agropecuário

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Rastreabilidade, IA, bioinsumos e energia limpa despontam como pilares da nova fase do Agro 5.0 nas cooperativas brasileiras

 

A transição do agro para uma era mais digital e sustentável deixa de ser tendência e passa a ser imperativo estratégico em 2026. Levantamento do Sistema OCB/InovaCoop aponta sete movimentos tecnológicos que devem influenciar diretamente a gestão e a competitividade das cooperativas agropecuárias no próximo ciclo. A análise consta do boletim Impulso do Coop, divulgado esta semana pelo InovaCoop.

A rastreabilidade lidera o processo de transformação. Pressionadas por consumidores que exigem transparência, cooperativas têm investido em sistemas que registram dados desde o plantio até o consumidor final. A Coafra, no Amazonas, adotou QR Codes para informar geolocalização, data de colheita e dados institucionais, ampliando acesso a novos mercados.

A Inteligência Artificial também ganha espaço. A Cooxupé utiliza sistemas automatizados para classificar grãos de café, identificando qualidade, sabor e possíveis falhas como fermentação indesejada. A aplicação de IA reduz custos operacionais e aumenta a precisão das análises.

Outro vetor é a tecnologia para aplicação de defensivos. Equipamentos, escolha de pontas de pulverização e análise climática baseada em dados tornam o manejo mais eficiente e seguro. A digitalização reduz desperdícios e riscos ambientais.

No campo ambiental, a agricultura regenerativa orientada por dados avança com iniciativas como o Centro de Pesquisa e Análises da Coopernorte, criado para enfrentar desafios de solo e clima na Amazônia Oriental. Já os bioinsumos inteligentes, adotados pela Cooperativa Pindorama, utilizam bioestações que processam esterco bovino para gerar microrganismos adaptados ao solo local.

A conectividade rural surge como base para todas essas inovações. A Lar Cooperativa implementou amostragem georreferenciada para diagnóstico preciso do solo, permitindo aplicação personalizada de insumos.

Por fim, a busca por energia limpa consolida a economia circular no campo. A Primato transformou dejetos suínos em biometano, energia elétrica e biofertilizantes, abastecendo inclusive sua própria frota.

O levantamento conclui que as cooperativas já se posicionam à frente das tendências, integrando tecnologia, sustentabilidade e princípios cooperativistas na construção do Agro 5.0.

 

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