Evento em Cascavel reúne quase 100 mil visitantes em um único dia e mantém projeção de R$ 6 bilhões em negócios nesta edição
O Show Rural Coopavel confirmou, nesta terça-feira (10/02), sua capacidade de mobilização ao registrar o maior público já observado em uma terça-feira ao longo de suas 38 edições. Foram 98.336 visitantes somente no segundo dia do evento, número que supera o recorde anterior, de 84.086 pessoas, alcançado em 2025.
Com o resultado, o público acumulado dos dois primeiros dias chegou a 159.426 visitantes, vindos de diferentes regiões do Brasil e do exterior, interessados nas inovações apresentadas em uma das maiores vitrines tecnológicas da agropecuária mundial. A feira segue até sexta-feira (13), em Cascavel, no Oeste do Paraná.
Entre os destaques da programação desta quarta-feira estiveram o Iguassu Valley Show, realizado no espaço Show Rural Digital, além de palestras voltadas ao mercado de proteínas e encontros ligados ao associativismo, com reuniões de empresários e representantes de entidades como Acic e Fiep.
Com o tema “A força de quem é do campo”, o Show Rural mantém entrada e estacionamento gratuitos, estratégia que contribui para ampliar o acesso de produtores, técnicos e estudantes. Nesta edição, o parque reúne 600 expositores, com estimativa de R$ 6 bilhões em negócios e expectativa de receber entre 360 mil e 400 mil visitantes ao longo da semana.
Produtores de leite criam associação durante o Show Rural
Produtores de leite de diversas regiões do Paraná oficializaram, nesta terça-feira, durante o Show Rural Coopavel, a criação da União Paranaense de Produtores de Leite. A entidade nasce com o objetivo de defender os interesses do setor diante de uma crise que se arrasta há três anos.
O movimento contou com a presença do presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária no Congresso, Pedro Lupion, além de lideranças do setor. Segundo Meysson Vetorello, um dos articuladores da iniciativa, a organização é essencial para enfrentar custos elevados, importações e a falta de fiscalização. “Estamos pagando para trabalhar. Nosso custo é elevado e o que recebemos é insuficiente para seguir adiante”, afirmou. “Recebemos R$ 2 e gastamos R$ 2,40 para produzir um litro.”




