Sistema OCB leva à Comissão de Desenvolvimento Social da ONU dados sobre crédito, impacto local e fortalecimento das comunidades
O cooperativismo brasileiro ocupou espaço de protagonismo nas discussões internacionais sobre desenvolvimento social nesta semana, em Nova York, nos Estados Unidos. Durante a 64ª sessão da Comissão para o Desenvolvimento Social da Organização das Nações Unidas (ONU), a superintendente do Sistema OCB, Fabíola Nader Motta, defendeu o modelo cooperativo como peça central na arquitetura de financiamento voltada à inclusão e à redução das desigualdades.
No Fórum Multistakeholder da Comissão, que reuniu lideranças globais para debater combate à pobreza e geração de empregos, Fabíola destacou que ampliar soluções locais exige instrumentos financeiros alinhados às realidades das comunidades. “Elas são parceiras com raízes profundas nas comunidades e capacidade comprovada de gerar empregos, inclusão e resiliência onde isso mais importa”, afirmou.
Ao apresentar a experiência brasileira, a dirigente ressaltou o alcance do sistema de crédito cooperativo no país. “Hoje, as cooperativas de crédito brasileiras atendem mais de 20 milhões de pessoas, somam cerca de R$ 885 bilhões em ativos e estão presentes como única instituição financeira em 469 municípios”, declarou.

Segundo ela, o fortalecimento do modelo depende de reconhecimento institucional e ambiente regulatório favorável. “No Brasil, aprendemos algo simples: quando governos tratam o financiamento cooperativo como parte de sua estratégia nacional, mais recursos chegam ao nível local e o impacto social se amplia”, afirmou.
Em evento paralelo promovido pelo Comitê para a Promoção e o Avanço das Cooperativas (Copac), a superintendente reforçou a contribuição das cooperativas para a implementação dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). “Quando falamos dos desafios globais, é fácil permanecer no nível dos grandes conceitos. Mas é nas cooperativas que esses objetivos se tornam reais”, destacou.
Ao final, Fabíola convocou os Estados-membros a reconhecerem o cooperativismo como parceiro estruturante do desenvolvimento. “Precisamos tratar as cooperativas não como exceções, mas como aliadas da inclusão social, da sustentabilidade e do crescimento econômico”, concluiu.




