Unidade pioneira combina indústria 4.0 e pesquisa para garantir vigor e qualidade das sementes até a semeadura
A qualidade da safra começa antes mesmo do plantio — e agora passa por um novo patamar tecnológico. A inauguração da Unidade Refrigerada de Sementes da Copacol, no Oeste do Paraná, reposiciona o armazenamento como etapa estratégica da produtividade agrícola, ao integrar controle climático, automação e rastreabilidade em escala industrial.
Com investimento de R$ 70 milhões e mais de 16 mil metros quadrados de área construída, a estrutura em Cafelândia foi concebida para preservar o máximo potencial fisiológico das sementes. Temperatura e umidade são controladas com precisão — entre 10°C e 15°C e umidade relativa de 40% a 60% — criando um ambiente ideal para manter germinação, vigor e longevidade até o momento da semeadura.

“Tudo começa aqui: na confiança de quem semeia. Na escolha de uma semente que carrega mais do que genética, carrega tecnologia, pesquisa, cuidado e futuro. Esse investimento representa segurança para cada safra e demonstra a visão estratégica da Copacol em oferecer ao cooperado o que existe de mais moderno em qualidade e inovação”, afirma Valter Pitol, diretor-presidente da Copacol.
O projeto vai além da infraestrutura física e se consolida como um ecossistema integrado. “Estamos implantando um conceito pioneiro no Brasil. Todo o ambiente foi planejado para preservar o máximo potencial das sementes, mantendo qualidade, vigor e uniformidade. Isso traz mais previsibilidade para o produtor, reduz perdas e contribui diretamente para melhores resultados na lavoura”, afirma Rubem Marco Sales dos Santos, superintendente Agrícola da Copacol.
A operação incorpora tecnologias da indústria 4.0, como robotização, automação de processos, identificação por radiofrequência (RFID) e rastreabilidade por QR Code. Cada lote de sementes pode ser acompanhado ao longo de toda a jornada — desde os testes laboratoriais até a entrega ao produtor, com acesso a informações detalhadas de sanidade, germinação e histórico de armazenamento.
O sistema industrial também se destaca pela capacidade operacional. São três linhas de tratamento com capacidade de até 70 toneladas por hora e armazenamento anual de até um milhão de sacas. O processamento ocorre de forma contínua, com aplicação precisa de insumos e controle automatizado de embalagem e paletização.
“Todo o processo de tratamento, embalagem e armazenagem passa a ocorrer em apenas um ambiente, proporcionando controle total das sementes. Contamos com um sistema robotizado para o melhor desempenho diário, com contagem de sementes por embalagem e tratamento personalizado de acordo com a área que receberá o produto: tecnologias que representam melhor desempenho a campo”, afirma Fernando Fávero, gerente de Insumos da Copacol.
Integrada ao Centro de Pesquisa Agrícola (CPA), a unidade amplia o rigor técnico no controle de qualidade, incluindo análises fisiológicas, fitopatológicas e validação de tratamentos por cromatografia líquida de alta eficiência.
A unidade em números
- R$ 70 milhões — investimento total
• 16 mil m² — área construída
• 1 milhão de sacas/ano — capacidade de armazenagem
• 70 t/hora — capacidade de processamento
• 10°C a 15°C — temperatura controlada
• 40% a 60% — umidade ideal
O que muda na produção
Diferenciais técnicos
• Controle climático preciso
• Automação e robotização
• Rastreabilidade total
Impactos no campo
• Maior vigor das sementes
• Redução de perdas
• Mais previsibilidade produtiva
Tendência
• Integração entre pesquisa e indústria
• Uso de dados na tomada de decisão
• Sementes como ativo estratégico




