Com exportações para 50 países, cooperativa registra maior resultado da história e investe na expansão e sustentabilidade
Em um ano marcado por volatilidade, clima desafiador e pressão logística, a Cooxupé transformou adversidades em resultados históricos — e ampliou a renda direta ao produtor. A cooperativa anunciou faturamento recorde de R$ 16,99 bilhões em 2025, com distribuição de R$ 185,6 milhões em sobras aos cooperados, o maior valor já registrado.
O desempenho reforça o peso da organização na cafeicultura brasileira. Com recebimento de 6,075 milhões de sacas de café arábica, a Cooxupé representa cerca de 17% da produção nacional e 24% de Minas Gerais, consolidando sua relevância na cadeia global.

As exportações seguiram como motor do crescimento. Foram 6,078 milhões de sacas embarcadas, sendo 4,8 milhões destinadas ao mercado externo, com presença em 50 países. O mês de setembro registrou o maior volume mensal, com mais de 810 mil sacas exportadas.
Mesmo diante de um cenário adverso, com entraves logísticos e oscilações internacionais, o resultado foi sustentado pela valorização do café. “2025 foi um ano marcado pelo tarifaço… ainda enfrentamos desafios com questões portuárias, clima e juros altos. Por outro lado, os preços se mantiveram altos… o que permitiu à Cooxupé um balanço com liquidez e resultado operacional com níveis recordes”, afirma Carlos Augusto Rodrigues de Melo, presidente da cooperativa.
A base produtiva segue concentrada na agricultura familiar: 97,6% dos cooperados são pequenos produtores, o que reforça o papel social da cooperativa no campo. Além dos resultados, a Cooxupé avançou em investimentos, com R$ 105,2 milhões aplicados em infraestrutura e expansão, e ampliou a presença no varejo com sua torrefação, que já alcança mais de 26 mil pontos de venda no Brasil.
No campo ambiental, programas como o “Gerações” e iniciativas de cafeicultura regenerativa reforçam o posicionamento ESG da cooperativa, que também foi reconhecida como destaque em sustentabilidade no agronegócio.




