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Cooperativas ampliam debate sobre atuação conjunta

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Lideranças do cooperativismo paranaense defendem alianças econômicas entre cooperativas para acelerar o desenvolvimento do setor

 

A ampliação das alianças entre cooperativas de diferentes ramos foi apontada como um dos principais caminhos para fortalecer o cooperativismo paranaense durante o encerramento do Fórum dos Presidentes das Cooperativas Paranaenses, realizado em Castro (PR). O tema foi debatido no painel dedicado ao projeto “Aliança entre Cooperativas”, uma das iniciativas previstas no planejamento estratégico PRC300, conduzido pelo Sistema Ocepar para orientar o futuro do setor no Estado.

Ao apresentar as diretrizes do projeto, o presidente-executivo do Sistema Ocepar, José Roberto Ricken, ressaltou que a cooperação entre organizações precisa estar apoiada em fundamentos econômicos sólidos para gerar resultados consistentes aos produtores. Segundo ele, o cooperativismo tem como missão organizar economicamente os associados, criando condições para ampliar renda, competitividade e qualidade de vida no meio rural.

“O nosso negócio é econômico e, com o resultado econômico, nós vamos avançar socialmente”, afirmou Ricken. Na avaliação do dirigente, inovação e educação são fatores indispensáveis para consolidar esse processo. “Nós fomos educados para competir e não para cooperar. A lógica normal não é cooperar, é competir”, observou.

Entre os exemplos apresentados durante o painel, Ricken citou a Maltaria Campos Gerais como um modelo de intercooperação capaz de gerar ganhos para diferentes organizações. O dirigente defendeu que iniciativas semelhantes sejam ampliadas para integrar cooperativas de segmentos distintos, como agropecuária e crédito. “Se não fizermos isso, temos poucas possibilidades de avanços significativos”, alertou.

Ao abordar o impacto econômico e social do cooperativismo, Ricken destacou que os municípios com presença cooperativista apresentam melhores indicadores de desenvolvimento. “Isso porque gera oportunidade e renda. Então, não precisamos ter dúvida nenhuma de que nós fazemos parte do desenvolvimento das comunidades”, afirmou, relacionando esse resultado ao sétimo princípio do cooperativismo, voltado ao interesse pela comunidade.

O presidente-executivo da Ocepar também ressaltou o papel das cooperativas em diferentes setores da economia paranaense. “Não tem como fazer uma safra agrícola sem contar com as cooperativas. Não tem como financiar se não contar com as cooperativas de crédito. Não tem como prestar assistência à saúde sem as cooperativas desse ramo”, declarou. Para Ricken, a presença das cooperativas nos sete ramos econômicos demonstra a importância do planejamento de longo prazo e reforça a necessidade de ampliar a intercooperação como instrumento para impulsionar novos negócios, fortalecer a competitividade das organizações e ampliar sua contribuição para o desenvolvimento regional.

PRC300 projeta futuro

O projeto PRC300 reúne as diretrizes estratégicas que orientarão o desenvolvimento do cooperativismo paranaense nos próximos anos. Estruturado em temas prioritários, pilares e alicerces, o planejamento busca fortalecer a competitividade das cooperativas por meio da inovação, da educação, da governança e da ampliação da intercooperação.

Entre as iniciativas consideradas estratégicas está justamente o estímulo às alianças entre cooperativas de diferentes ramos, permitindo que organizações agropecuárias, de crédito, saúde, infraestrutura, consumo e outros segmentos desenvolvam projetos conjuntos e ampliem a oferta de serviços aos cooperados.

Segundo o Sistema Ocepar, experiências já consolidadas demonstram que a atuação integrada pode gerar ganhos de escala, reduzir custos, ampliar o acesso a mercados e fortalecer o desenvolvimento regional. A proposta é transformar a cooperação entre cooperativas em um diferencial competitivo capaz de sustentar o crescimento do setor nas próximas décadas.

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