Acordo começa com produtos fabricados pela Coopavel e comercializados com a marca Coagro; bioinsumos devem integrar uma segunda etapa
Duas cooperativas podem ampliar a oferta aos seus associados sem necessariamente duplicar estruturas industriais. É essa lógica que Coopavel e Coagro começam a colocar em prática no Paraná. Um acordo de intercooperação permitirá que fertilizantes produzidos pela Coopavel sejam comercializados com a marca Coagro aos produtores atendidos pela cooperativa no Sudoeste do Estado.
A parceria foi formalizada por dirigentes das duas organizações em agosto e envolve inicialmente a área de fertilizantes. A perspectiva, entretanto, é ampliar gradualmente a atuação conjunta para bioinsumos e outras soluções destinadas à produção agrícola.
Segundo Hélio Sebold, gerente de Fertilizantes da Coopavel, os produtos fabricados pela cooperativa de Cascavel serão disponibilizados em toda a área de atuação da Coagro, sediada em Capanema. Os cooperados também terão acesso a fertilizantes foliares produzidos pela Nutriagro, uma das 18 agroindústrias da Coopavel. O acordo prevê que, à medida que a parceria avance, o portfólio seja ampliado com produtos desenvolvidos pela Biocoop, unidade de biológicos da Coopavel.
Para o presidente da Coagro, Sebaldo Waclawovsky, a união permite à cooperativa incorporar tecnologias ao portfólio destinado aos associados. “Percebemos que essa junção de forças será benéfica à nossa cooperativa e aos nossos cooperados”, afirma.
A cooperação aproxima duas organizações com trajetórias semelhantes. Ambas foram fundadas em 1970 por grupos de agricultores: a Coopavel nasceu com 42 produtores e a Coagro, com 67.
Hoje, porém, possuem estruturas diferentes. A Coopavel reúne 8,4 mil cooperados e oito mil funcionários, está presente em 21 municípios e industrializa mais de 95% dos grãos que recebe. A Coagro conta com 6,4 mil cooperados, 350 colaboradores e 14 unidades em oito municípios, atuando em recebimento e beneficiamento de grãos, insumos, rações, supermercados e nutrição animal.
Ao aproveitar uma estrutura industrial já existente para abastecer outra organização, a parceria mostra uma possibilidade prática da intercooperação: compartilhar competências entre cooperativas para ampliar serviços e produtos disponíveis aos associados sem que cada uma precise desenvolver isoladamente toda a cadeia de produção.



