World Cooperative Monitor 2025 confirma força do modelo cooperativista nacional em um ano simbólico para o movimento global
O cooperativismo brasileiro segue consolidado entre os principais players globais do setor, segundo dados do World Cooperative Monitor (WCM) 2025. O levantamento mostra que o Brasil mantém 21 cooperativas entre as 300 maiores do mundo, desempenho que reforça a relevância econômica e social do modelo cooperativista nacional em um cenário internacional cada vez mais competitivo.
Produzido pela Aliança Cooperativa Internacional (ACI) em parceria com o Instituto Europeu de Pesquisa sobre Empresas Cooperativas e Sociais (Euricse), o estudo analisou o desempenho econômico das maiores cooperativas e mútuas do planeta. O ranking evidencia a concentração regional do setor, com 169 cooperativas na Europa, 86 nas Américas, 44 na Ásia-Pacífico e uma na África.
A edição de 2025 teve caráter especial por coincidir com o Ano Internacional das Cooperativas, instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU). Além dos dados econômicos, o relatório reuniu entrevistas com lideranças cooperativistas globais, destacando iniciativas voltadas ao desenvolvimento regional, à inclusão e à melhoria da qualidade de vida das comunidades onde as cooperativas atuam.
Entre as cooperativas brasileiras listadas estão organizações de diferentes ramos, como Sistema Unimed, Sicredi, Sicoob, Coamo, C. Vale, Aurora Alimentos, Lar, Aurora Alimentos, Copacol, Cocamar, Alfa, Integrada, Agrária Agroindustrial, Castrolanda, Frísia, Frimesa, Coop de Consumo, Copersucar, Cooxupé, Coopavel e Coopercitrus, refletindo a diversidade e a capilaridade do cooperativismo no País.
Para o presidente do Conselho de Administração do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas, os resultados refletem um modelo sólido. “Ficamos extremamente felizes com o reconhecimento do nosso modelo de negócios que tem todos os requisitos para ser ainda maior e mais presente nos próximos anos”, afirmou.
O WCM 2025 também apontou a expansão contínua do cooperativismo em escala global. O faturamento agregado das 300 maiores cooperativas passou de US$ 1,9 trilhão em 2017 para US$ 2,78 trilhões em 2023, crescimento que, segundo a presidente executiva do Sistema OCB, Tania Zanella, demonstra a resiliência do setor. “O crescimento contínuo das maiores cooperativas globais demonstra que o movimento é capaz de crescer de forma constante e consistente, mesmo em cenários desafiadores”, destacou.
Presença brasileira no World Cooperative Monitor:
2012
🔹 O World Cooperative Monitor é lançado pela Aliança Cooperativa Internacional (ICA), em parceria com o instituto europeu Euricse, com o objetivo de mapear as maiores cooperativas do mundo por faturamento.
2014–2016
🔹 Cooperativas brasileiras passam a aparecer com maior regularidade no ranking, sobretudo nos ramos de saúde suplementar e agroindustrial.
2018
🔹 O cooperativismo de crédito do Brasil ganha protagonismo internacional, com a entrada e ascensão de sistemas como Sicredi e Sicoob entre as maiores cooperativas globais.
2020
🔹 Mesmo diante da pandemia, cooperativas brasileiras mantêm posição no ranking, reforçando o modelo como alternativa resiliente em momentos de crise econômica.
2022
🔹 O número de cooperativas brasileiras listadas cresce, refletindo a expansão do agro, do crédito cooperativo e da integração de cadeias produtivas.
2024
🔹 O Brasil consolida sua presença entre os países com maior número de cooperativas no ranking, com destaque para organizações ligadas ao agronegócio e à saúde.
2025
🔹 O World Cooperative Monitor 2025 confirma o Brasil como uma das principais potências do cooperativismo mundial, reunindo cooperativas dos ramos agropecuário, crédito e saúde entre as 300 maiores do planeta.




