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IAC-Quepia ajuda nas mudanças de normas da ISO! Riba Ulisses

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Reunido no Japão no mês passado, O Comitê da International Standartization Organization (ISO) é responsável pela gestão das normas  sobre vestimentas protetivas agrícolas (ISO 27065) e testes de vestimentas em cabines (ISO 17491-4).

O grupo reuniu-se no Japão, no mês passado, e aprovou alterações para os dois conteúdos.
Parte dessas alterações foi proposta pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) e surgiram de pesquisas desenvolvidos pelo programa IAC de Qualidade de Vestimentas Protetivas Agrícolas, o IAC-Quepia.

O programa é fruto de parceria entre o Centro de Engenharia e Automação do Instituto Agronômico (IAC), órgão da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo e o setor privado.
O IAC-Quepia tem 16 anos de atividades, sempre de olho no aprimoramento da qualidade industrial de equipamentos de proteção individual empregados em aplicações de agroquímicos, protegendo o trabalho rural.

Algumas das novas diretrizes das normas ISO 27065 e ISO 17491-4 resultaram de ensaios empreendidos no laboratório do programa, que fica em Jundiaí (SP) e custaram R$ 1,2 milhão.

Na ISO 27065, o IAC-Quepia contribuiu na simplificação do ‘ensaio de permeação’, aplicável a materiais impermeáveis.
A medida permite economia significativa do líquido teste necessário ao ensaio, que custa perto de quatro mil euros o litro, sem contar taxas de importação.
Com a simplificação proposta pelo IAC, o valor deve cair até 80%.

Já na norma ISO 17491-4, que avalia a possibilidade de penetração de agrotóxico na vestimenta protetiva, as mudanças foram sobre os testes realizados em laboratórios.
Diminuindo a padronização de movimentos realizados pela pessoa que simula ser um usuário de EPI agrícola em atividade no campo.
Será adotado, ainda, um novo padrão de cronometragem durante a simulação, a contar do momento da exposição ao produto até a análise de resultados e a composição do líquido teste.

O pesquisador científico Hamilton Ramos, do IAC, diz que a reunião da ISO acatou também recomendações do Brasil no tocante às especificações ‘barra de pulverização’ empregada nos testes.
Eram usados quatro bicos, espaçados com 45 cm de distância.
Agora, o primeiro bico deve estar a 60 centímetros da plataforma e os outros a 45 centímetros, para melhorar a distribuição do líquido-teste sobre o corpo da pessoa que representa o trabalhador na cabine.

Mais.
A ISO acatou uma sugestão para padronizar globalmente o tamanho da cabine-base de testes.
A nova dimensão é semelhante aquela mantida no laboratório do Quepia há vários anos.

E foi incluído na ISO 17491-4 um anexo que padroniza o tamanho da vestimenta a ser incorporada aos testes.
A norma prevê novas diretrizes para vestir peças acessórias aos EPI nas simulações, como o macacão absorvente utilizado sob a vestimenta protetiva exposta na cabine.
Assim, os resultados dos testes serão mais uniformes e confiáveis, com mais segurança ao trabalhador.

É isso aí, Brasil!

Coluna Radar Agro

por Riba Ulisses

Jornalista há 38 anos. Formado na Universidade Estadual de Londrina e com especialização em Marketing na Cásper Líbero, em São Paulo. As principais experiências foram no jornalismo de televisão, e em revistas, sites e eventos ligados ao Agronegócio. Tem passagens por empresas como TV Globo, SBT, Safeway,  Jornal da Tarde, Folha de Londrina, Revista Placar e Rede Paranaense de Comunicação. Reportagem, com produção de matérias, programas e telejornais, e coordenação de equipes de trabalho em informação e entretenimento.
Desde 2017, AgroDiretor de Conteúdo no Grupo Publique.

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