Receita líquida da Zilor avança 4%; moagem de cana teve recuo de 7,4%

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A Zilor Energia e Alimentos, multinacional brasileira com posição de referência nos setores sucroenergético e de biotecnologia, divulgou os resultados do terceiro trimestre (3T25) e dos nove meses (9M25) da Safra 24/25, encerrados em 31 de dezembro de 2024. A empresa apresentou consistência e solidez financeira e operacional em período marcado pelo clima mais seco e aderência das entregas operacionais ao planejado para o período, integração da Unidade Salto Botelho (USB) e crescimento na exportação de bioenergia na Unidade Barra Grande (UBG) devido o início da operação do novo projeto de cogeração.

Diante de um cenário climático desafiador, a moagem totalizou 10,6 milhões de toneladas no acumulado (-7,4% vs. 9M24), reflexo das condições adversas de menor volume pluviométrico. Apesar da queda na moagem, o cenário projetado pelas séries históricas foi aderente e a qualidade da matéria-prima apresentou evolução, com Açúcar Total Recuperável (ATR) de 141,0 kg/ton nos nove meses (+2,1% vs. 9M24), compensando parte do impacto na produtividade. O contínuo tratamento adequado das lavouras, melhorias nos processos e uso de tecnologias permitiram a redução dos impactos climáticos.

A produção de açúcar totalizou 686,9 mil toneladas (-7,4%), refletindo o direcionamento estratégico da empresa para maximização do mix de açúcar. Já a produção de etanol registrou 473,2 mil m³ nos nove meses (-4,6% vs. 9M24), com destaque para o crescimento na produção de etanol hidratado (+40,4% nos 9M25).

A exportação de bioenergia foi impulsionada pelo início da operação do novo projeto de cogeração de energia na Unidade Barra Grande, registrando um incremento de 15,6% nos 9M25. No trimestre foi registrado um aumento de 27,9%, comparado com o mesmo período do ano anterior, podendo atingir seu potencial máximo na próxima safra.

Além disso, a empresa gerou receitas adicionais com a comercialização de Créditos de Descarbonização (CBIOs), com 464,4 mil CBIOS comercializados, gerando uma receita líquida de R$ 34,5 milhões nos 9M25, o que destaca seu compromisso com as boas práticas socioambientais e de descarbonização.

A integração da Unidade Salto Botelho (USB) avançou conforme previsto, após closing da operação anunciado em 29/11/2024, consolidando as sinergias operacionais e administrativas. A partir de dezembro de 2024, a Zilor passa a incorporar os resultados financeiros da Unidade Salto Botelho, que conta com quatro unidades agroindustriais localizadas no estado de São Paulo, além do processo de integração de equipes para maximizar a eficiência na produção, bem como para que os processos de segurança e industriais sejam padronizados. “Estamos combinando as melhores práticas operacionais da Zilor na USB, otimizando processos industriais e elevando os padrões de segurança e eficiência. Essa aquisição faz parte da estratégia de crescimento da Companhia, a partir de novos investimentos para expansão dos negócios, e trará oportunidades como o aumento do mix de açúcar, bem como sinergia das operações, reforçando nosso foco no investimento contínuo do core business da Zilor”, destacou Inserra.

A companhia registrou um desempenho significativo da unidade Biorigin, que teve crescimento de 11,3 % nos 9M25, alcançando receita líquida de R$ 502,3 milhões, com aumento no volume de vendas e estratégias comerciais focadas na competitividade no mercado de biotecnologia.

Ainda sobre os projetos estratégicos, a empresa segue trabalhando internamente para viabilizar o carve out da unidade de negócios de biotecnologia, a Biorigin, dentro do cronograma planejado. O carve out é uma condição precedente para a conclusão da aquisição do controle da Biorigin pela Lessafre. O modelo de negócios, após o fechamento do acordo, promoverá captura de sinergias importantes e melhoria de capacidade de produção, além de processos mais eficientes e soluções aprimoradas de derivados de levedura e ingredientes.

No acumulado de nove meses (9M25), a receita líquida totalizou R$ 2,7 bilhões (+4,0% vs. 9M24), impulsionada pelo melhor desempenho na comercialização e preços de açúcar e pelo aumento nos volumes comercializados da unidade Biorigin.

A Zilor também registrou um aumento significativo no lucro bruto, de R$ 828,2 milhões, com incremento de 24,9%, e margem bruta de 31,0%, resultado da valorização do ativo biológico com base em projeções para os próximos 12 meses de aumento de produtividade média dos canaviais, refletindo uma melhoria de 5,2 pontos percentuais.

O EBITDA ajustado somou R$ 961,5 milhões nos 9M25, crescimento de 1,3% em relação ao mesmo período da safra passada. O lucro líquido ajustado no acumulado foi de R$ 183,2 milhões, um aumento de 110,9% em relação ao 9M24. No 3T25, a Zilor apresentou o incremento de 16,6% atingindo R$ 282,0 milhões e margem de 29,0%, se comparado ao mesmo período do ano anterior.

“Mantivemos nossa disciplina operacional e avançamos na integração da Unidade Salto Botelho, que já reflete em sinergias e otimização de processos. Além disso, o crescimento expressivo na exportação de bioenergia reforça nossa posição estratégica na diversificação de receitas”, afirmou André Inserra, CEO da Zilor.

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