Nariz eletrônico detecta feromônios em insetos e ajuda controle de pragas

Compartilhe:

victoria-kurcheva-xXRXWRCTo7s-unsplash (1)

A inovação foi desenvolvida por pesquisadores que integram o INCT Nano Agro com foco em atribuir mais sustentabilidade e economia à produção agrícola.

 

De acordo com estudos recentes de pesquisadores da Universidade de Stanford, os insetos são responsáveis pela predação de 5% a 20% das principais culturas de grãos no panorama global. Em lavouras de trigo, arroz e milho, a situação deve se agravar ainda mais devido à crise climática, tendo em vista que o metabolismo dos insetos acelera em climas mais quentes, aumentando seu apetite e suas taxas de reprodução. Segundo os pesquisadores estadunidenses, a produção perdida para esse tipo de praga aumentará de 10% a 25% a cada grau Celsius somado à temperatura média global — em um cenário no qual, até 2030, o aumento deve ser de 1,5ºC em relação à era pré-industrial.

Atentos à essa situação, cientistas brasileiros da Universidade Regional Integrada do Alto Uruguai e das Missões (URI), que integram o Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Nanotecnologia para Agricultura Sustentável (INCT Nano Agro), desenvolveram nanosensores e tecnologias de nariz eletrônico para detecção de substâncias químicas que as pragas utilizam para se comunicar entre si. A inovação permite, com destaque, a identificação dos feromônios de acasalamento, o que possibilita um controle mais sustentável, eficiente e localizado.O nariz eletrônico desenvolvido pelos pesquisadores do INCT Nano Agro — liderados pelas docentes da URI Prof. Dra. Juliana Steffens e da Prof. Dra. Clarice Steffens — consiste em um dispositivo portátil composto por sensores de gás baseados em nanocompósitos de Óxidos de Grafeno (GO) e PANI (polianilina), capazes de detectar feromônios de percevejos e mariposas.

A Prof. Dra. Juliana Steffens ressalta que a inovação pode ser associada ao uso de inteligência artificial para monitoramento preciso de pragas no campo e aplicação de soluções de controle mais eficazes, evitando desperdícios e contribuindo para uma redução de gastos por parte dos produtores. “Recentes avanços em miniaturização e análise de dados, aliados a sensores funcionais, oferecem promissoras soluções para uma agricultura mais sustentável. Serão conduzidos estudos com feromônios padrão, insetos in vivo e amostras complexas, com validação em unidade experimental e no campo”, pontua a pesquisadora.

Mais informações sobre a inovação e outras iniciativas do INCT Nano Agro, acesse: https://inctnanoagro.com.br/nanossensores-e-tecnologias-de-nariz-eletronico-para-deteccao-de-feromonios-em-insetos/.

Sobre o INCT NanoAgro – Criado com o objetivo de qualificar e congregar recursos humanos de alto nível de diferentes áreas para promover avanços na fronteira do conhecimento em nanotecnologia para Agricultura Sustentável, o Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Nanotecnologia para Agricultura Sustentável (INCT NanoAgro) faz uso de componentes da biodiversidade brasileira e de suas interações ecológicas para desenvolver sistemas integrados para o controle de pragas e doenças, nutrição e estímulo de crescimento vegetal, de forma a aumentar a produtividade agrícola sem desconsiderar a segurança ambiental e da saúde humana, criando um protagonismo do país no cenário mundial. Para saber mais sobre o Instituto, acesse: https://inctnanoagro.com.br/.

Obrigado!

Seu e-mail foi cadastrado com sucesso.

Agora você saberá nossas novidades em primeira mão.