O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou na tarde desta quarta-feira a taxação para produtos brasileiros exportados para o país. O índice definido pela equipe de Trump foi de 10%, equivalente ao que o governo americano identificou como a taxação cobrada pelo Brasil sobre as exportações dos EUA para o mercado brasileiro. O anúncio foi feito pelo republicano durante uma longa e detalhada entrevista coletiva no chamado “Dia da Libertação” da economia americana diante das políticas de taxas cobradas por dezenas de países para produtos exportados pelos Estados Unidos.
Trump definiu o dia como um dos mais importantes da história americana. A revelação da política de taxas de Trump foi acompanhada atentamente pelo mundo inteiro, além dos próprios americanos. O presidente apresentou uma tabela mostrando alguns exemplos do quanto os países cobram dos americanos e quanto os Estados Unidos vão cobrar em contrapartida.
Havia a expectativa, como base na ideia de reciprocidade, de que haveria uma taxação equivalente ao que é cobrado sobre os produtos americanos. Mas, de forma geral, o índice aplicado ficou em torno de 50% das taxas impostas aos produtos dos EUA. Os índices começam com os 10%, como no caso do Brasil e outros, e chegam a 49% (Camboja), 46% (Vietnã) e 34%, taxa imposta aos produtos chineses – considerando os principais parceiros comerciais.
Os efeitos dessas medidas nas economias dos países afetados ainda serão estimados por cada um individualmente. A apresentação feita por Trump listou 185 países que serão atingidos pelas medidas.
No caso do Brasil, a aplicação dos 10% sobre o produtos nacionais terá desdobramentos importantes. Por ser uma taxa global, que abrange todas as exportações para o mercado norte-americano, as consequências deverão ser amplas e sentidas por vários setores, incluindo o agronegócio, um dos principais pilares da balança comercial brasileira.