A 24ª Feira de Máquinas, Implementos e Insumos Agrícolas (Femagri), realizada pela Cooperativa Regional dos Cafeicultores em Guaxupé (Cooxupé), bateu recorde de público nos dois primeiros dias de evento, confirmando o otimismo dos organizadores em relação ao cenário de investimentos em tecnologias para as lavouras por parte dos cafeicultores do Sul de Minas Gerais e da média mogiana paulista. Nos dias 19 e 20 de março, a feira recebeu 27,7 mil produtores e cooperados, o maior número de todas as edições. A expectativa é, nos três dias eventos, receber mais de 35 mil pessoas.
Para o presidente da Cooxupé, Carlos Augusto Rodrigues de Melo, a parcial dos números registrada até o momento indica que as expectativas da cooperativa devem ser superadas. “A Femagri é um espaço que une negócios e, principalmente, conhecimento para toda a família dos nossos cooperados. Os cafeicultores entenderam a mensagem de aproveitar o bom momento do preço do café para investir nas lavouras, buscando na Femagri soluções para elevar a qualidade na produção e a produtividade dos cafezais diante dos impactos climáticos”, afirmou.
Fazendinha Femagri 2025
Dentro da Fazendinha, uma maquete dinâmica idealizada pelo engenheiro agrônomo e especialista em adequação ambiental em propriedade rural, José Carlos Perdigão, está chamando a atenção dos produtores por transmitir de forma prática e pedagógica a importância da cobertura florestal na infiltração da água do solo e recarga das nascentes na época da seca.
Utilizando uma maquete, que ilustra um cenário de dois morros separados por um rio, José Carlos reproduz a erosão do solo em pequena escala. Ele explica que durante a erosão ou arraste do solo em um morro sem vegetação, os sedimentos descem rapidamente à encosta e “entopem” o rio, que sofre o assoreamento. À medida que a chuva continua, a água se acumula, provoca enchentes, polui o rio e afeta a vida de animais e pessoas.
Por outro lado, no morro coberto por mata, a água precipitada escorre limpa e em quantidade menor para o rio, uma vez que galhos, folhas e ramos ajudam a reter os sedimentos. A presença de vegetação também faz com que a chuva se infiltre com mais facilidade no solo, abastecendo os lençóis freáticos, chamados pelo engenheiro de “caixa d’água da natureza”. “Quanto mais matas preservadas, há mais água disponível nessa região. Então, a gente quer revelar a importância da conservação ambiental e, onde foi destruído, revelar a importância da restauração florestal”, conta Perdigão.
O produtor Leonardo Ferreira, acompanhado da esposa Amanda, o filho Caetano e o sobrinho Felipe, ouviu atentamente sobre as explicações ao conferir a maquete dinâmica. “Eu achei interessante porque conseguimos entender de uma forma bem fácil como manter uma área de maneira sustentável e evitar, por exemplo, o escoamento muito forte de água que pode prejudicar o meio ambiente e a propriedade, bem como pensar de forma correta sobre manter a propriedade e refletir em relação ao reflorestamento e sustentabilidade”, diz Ferreira. A Femagri 2025 termina hoje, sexta-feira, dia 21 de março. E está apresentando aos cafeicultores mais de 12 mil produtos cadastrados.