Uma Aliança vitoriosa no Vale do Itajaí

A aposta segura da ‘Aliança Agropecuária’ em atender produtores de arroz, leite e peixes de Santa Catarina.

A geografia imponente de montanhas, rios, matas e pequenas propriedades dos vales catarinenses é uma marca da força produtiva do Agro brasileiro há mais de setenta anos. Espaço cultivado pelo pioneirismo cooperativo e pela energia dos imigrantes europeus. Gente que traz no sangue o amor pelo trabalho e a rotina de tirar o máximo que a natureza propicia, com respeito sem fim pelo meio ambiente. Lições transmitidas de pai para filho em lugares como o Vale do Itajaí e propriedades como da família  ‘Stefen’, alemães que chegaram ao Brasil para plantar fumo e tirar leite do gado, no Sul do país. Foi assim que o guri Marcos, bisneto de germânicos, cresceu, respirando roça por todos os poros. A carreira não deixava dúvida alguma. Fez o curso de Técnico Agrícola e, com 18 anos, entrou na Souza Cruz, empresa fabricante de cigarros. Três anos depois, em 2007, debutou em uma revenda, como vendedor externo. Gostou da experiência e foi se aprimorar, cursando faculdade de Gestão Comercial. Pois os dois anos de varejo foram suficientes para juntar-se a dois sócios, colegas de trabalho, e erguer a Aliança Agropecuária no município de Pouso Redondo, de olho nas compras necessárias aos agricultores que plantavam arroz na região.

“Os produtores precisavam de uma atenção mais técnica, assistência mesmo. E, é claro, eu também queria realizar o sonho de ser o meu próprio patrão. E a coisa deu certo. Completamos nove anos em setembro passado”, lembra com bom humor Marcos Steffen. Tempo necessário para a saída de um dos sócios e a abertura de uma filial em Gaspar.

As duas unidades têm concorrência das boas. Pelo menos quinze revendas atuando diretamente no varejo agropecuário, além dos vendedores eventuais. Mas a Aliança não brinca em serviço. Atende com 31 colaboradores diretos e outros vinte indiretos, entre médicos-veterinários, vendedores externos, entregadores, funcionários da área administrativa, transportes e balconistas. Alcança todo o Vale do Itajaí, perto de 25 municípios, com um portfólio de cinco mil ítens cadastrados. “Começamos com a rizicultura e, hoje, atuamos forte com o piscicultor e o pecuarista de gado de leite. Já são quatro mil clientes fixos cadastrados”, acrescenta Marcos.

As vendas principais concentram-se na ração para bovinos de leite e peixes. A revenda trabalha com vinte fortes indústrias fornecedoras, sendo as principais a Coasul (cooperativa paranaense, tradicional em lácteos), Trouw Nutrition e Kowalski (peixes), Bellman (sal mineral), Nortox e UPL (defensivos). E, ainda, oferecem as soluções pelo site WWW.aliançaagropecuaria.com.

No portfólio, há uma infinidade de opções para os consumidores. Fertilizantes especiais, orgânicos e químicos, medicamentos (antibióticos, reprodutivos, vacinas, antiparasitários), rações pet, selas, pelegos, ferraduras, ferramentas para casqueamento, calçados, botas de borracha, artigos de pesca, linha de camping, pulverizadores, roçadeiras, aerador para piscicultura, churrasqueira, plantadeiras manuais, ferramentas, furadeiras, parafusadeiras e carrinho de mão, entre outras.

E o esforço de sinergia é efetuado em projetos com empresas do porte da Ourofino, Syngenta e Corteva. São, no mínimo, dez ações por ano, como treinamentos, dias de campo, café da manhã, promoções e lançamentos. “O resultado é excelente. Ficamos mais próximos dos produtores, fortalecemos as ligações com a indústria e fidelizamos o cliente”, reforça.

E o futuro? “Acredito fortemente no crescimento contínuo do Agro Brasil em todos os segmentos. Aposto demais na evolução da criação de peixes em cativeiro. A necessidade de tecnificação e produtividade neste setor é um grande desafio. Podemos melhorar bastante. Hoje, no estado, atuamos com um ou dois peixes por metro quadrado, enquanto a região norte do Paraná já trabalha com 17 peixes por metro quadrado”, aposta Steffen. Ele está bem sintonizado com a realidade. O brasileiro mal come 10kg por habitante ao ano.

Temos clima favorável e água em abundância nos vales e nas serras catarinenses. “Além de tudo, é uma criação com manejo simples. Se você utiliza um alimentador automático, então… E é uma proteína associada com boa alimentação e saúde, além de não despertar o estigma da produção intensiva em espaços pequenos que tanto persegue a Avicultura, Suinocultura e Pecuária de Corte e Leite. Assim como o abate”, reforça. Marcos também permanece acreditando no crescimento das lavouras de arroz. “É um alimento muito tradicional, ligado à vida e à história do brasileiro”, conclui com otimismo.

 

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