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	<title>Segurança Ambiental &#8211; AgroRevenda</title>
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		<title>Estudo avalia se bioherbicida põe fauna aquática em risco</title>
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		<dc:creator><![CDATA[roberto]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 29 May 2026 20:49:59 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Trabalho utiliza métodos celulares para analisar impactos ambientais de alternativas biológicas aos herbicidas convencionais &#160; A busca por alternativas mais sustentáveis para o controle de plantas daninhas vem acelerando o desenvolvimento de bioinsumos agrícolas em diversas partes do mundo. Entre as tecnologias que ganham espaço estão os bioherbicidas microbianos, produtos obtidos a partir da fermentação [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><strong>Trabalho utiliza métodos celulares para analisar impactos ambientais de alternativas biológicas aos herbicidas convencionais</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A busca por alternativas mais sustentáveis para o controle de plantas daninhas vem acelerando o desenvolvimento de bioinsumos agrícolas em diversas partes do mundo. Entre as tecnologias que ganham espaço estão os bioherbicidas microbianos, produtos obtidos a partir da fermentação de fungos e compostos por extratos enzimáticos capazes de atuar na degradação da parede celular das plantas invasoras. Apesar do potencial ambientalmente favorável, ainda existem dúvidas sobre seus possíveis impactos em organismos não-alvo, especialmente em ambientes aquáticos.</p>
<figure id="attachment_127613" aria-describedby="caption-attachment-127613" style="width: 335px" class="wp-caption alignleft"><img fetchpriority="high" decoding="async" class=" wp-image-127613" src="https://agrorevenda.com.br/wp-content/uploads/2026/05/instituto-de-pesca-pesquisa-mestrando-300x260.jpg" alt="" width="335" height="291" srcset="https://agrorevenda.com.br/wp-content/uploads/2026/05/instituto-de-pesca-pesquisa-mestrando-300x260.jpg 300w, https://agrorevenda.com.br/wp-content/uploads/2026/05/instituto-de-pesca-pesquisa-mestrando-1024x888.jpg 1024w, https://agrorevenda.com.br/wp-content/uploads/2026/05/instituto-de-pesca-pesquisa-mestrando-768x666.jpg 768w, https://agrorevenda.com.br/wp-content/uploads/2026/05/instituto-de-pesca-pesquisa-mestrando-1536x1331.jpg 1536w, https://agrorevenda.com.br/wp-content/uploads/2026/05/instituto-de-pesca-pesquisa-mestrando.jpg 1742w" sizes="(max-width: 335px) 100vw, 335px" /><figcaption id="caption-attachment-127613" class="wp-caption-text">Biólogo e mestrando Guilherme Felicioni, que conduz  estudo</figcaption></figure>
<p>É justamente essa lacuna que uma pesquisa de mestrado desenvolvida pelo Instituto de Pesca (IP-APTA), vinculado à Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, pretende ajudar a preencher. O trabalho, conduzido pelo biólogo e mestrando Guilherme Felicioni, do Programa de Pós-Graduação em Aquicultura e Pesca (PPGIP), investiga possíveis danos celulares provocados por um bioherbicida microbiano em organismos aquáticos.</p>
<p>O estudo tem como objetivo avaliar os efeitos do bioinsumo em células de tecidos de peixes e anfíbios antes de sua aplicação em campo. As análises são realizadas em fibroblastos de peixe, que representam o tecido conjuntivo, e em hepatócitos de zebrafish, espécie amplamente utilizada em pesquisas biomédicas e toxicológicas. A proposta é compreender como diferentes tipos celulares respondem à exposição ao produto e identificar possíveis riscos ambientais ainda nas etapas iniciais de desenvolvimento.</p>
<p>Segundo Felicioni, a escolha dos tecidos analisados é estratégica para compreender o comportamento do composto no organismo. “O fígado, geralmente, é o que vai processar e detoxificar esse agrotóxico do corpo do animal, e o tecido conjuntivo é onde ele tende a se acumular”, explica Guilherme.</p>
<p><img decoding="async" class=" wp-image-127616 alignright" src="https://agrorevenda.com.br/wp-content/uploads/2026/05/instituto-de-pesca-bioherbicidas-200x300.png" alt="" width="459" height="689" srcset="https://agrorevenda.com.br/wp-content/uploads/2026/05/instituto-de-pesca-bioherbicidas-200x300.png 200w, https://agrorevenda.com.br/wp-content/uploads/2026/05/instituto-de-pesca-bioherbicidas-683x1024.png 683w, https://agrorevenda.com.br/wp-content/uploads/2026/05/instituto-de-pesca-bioherbicidas-768x1152.png 768w, https://agrorevenda.com.br/wp-content/uploads/2026/05/instituto-de-pesca-bioherbicidas.png 1024w" sizes="(max-width: 459px) 100vw, 459px" />No laboratório, os pesquisadores realizam testes de viabilidade celular, metabolismo, aderência, respostas ao estresse celular e avaliação de estruturas responsáveis pela proteção e limpeza das células. Essas análises permitem identificar alterações em diferentes funções biológicas e construir uma avaliação mais abrangente da segurança do bioinsumo.</p>
<p>Os resultados poderão contribuir para o desenvolvimento de tecnologias mais seguras para o manejo de plantas daninhas, conciliando produtividade agrícola, inovação tecnológica e conservação ambiental. Além disso, a pesquisa está alinhada ao conceito dos 3Rs — substituição, redução e refinamento — que busca minimizar o uso de animais em experimentação científica por meio de métodos alternativos.</p>
<p>Para a pesquisadora Cláudia Maris, orientadora do projeto, o trabalho representa também um avanço institucional na construção de novas capacidades científicas. “Esperamos assim nos tornar, em médio prazo, um dos laboratórios aptos a desenvolver e implementar métodos alternativos ao uso de animais aquáticos em experimentação no Brasil. Este primeiro passo irá auxiliar e maximizar as pesquisas feitas em campo”, afirma Cláudia Maris.</p>
<p>Mais do que avaliar um único produto, a pesquisa sinaliza uma tendência crescente dentro da agricultura moderna: a necessidade de combinar inovação biológica, validação científica e segurança ambiental para garantir que novas tecnologias cheguem ao campo de forma sustentável e responsável.</p>
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