27 de março de 2020

Soja tem semana de preços históricos

A semana foi intensa para a soja, como em tantos outros mercados, acompanhando as notícias que chegam minuto a minuto sobre os desdobramentos da pandemia do coronavírus. Apesar de muito agitada, o saldo foi bastante positivo, com preços historicamente altos e bons negócios sendo efetivados pelos produtores brasileiros.

“Até quarta, o mercado andou bem, fez vários negócios, mas reduziu um pouco o ritmo a partir da quinta-feira (26), com a queda do dólar, cedeu um pouco e nesta sexta-feira (27) também se mostrou um pouco mais tranquilo. E deve retomar o fôlego na segunda-feira. Mais do que isso, o produtor já vendeu bastante e observa as condições para voltar a negociar”, explica o consultor de mercado Vlamir Brandalizze, da Brandalizze Consulting.

As referências variaram, nos portos, entre R$ 100,00 no disponível até algo próximo de R$ 106,00 para o agosto. E a China fez boas compras no Brasil para entregas em maio, junho, julho e agosto. “As negociações estão nos melhores momentos da história, e a semana foi muito positiva para o Brasil”, diz.

E além da demanda firme e de prêmios positivos, o dólar que segue muito valorizado frente ao real é o principal motivador de valores tão altos para a soja do Brasil. Esta foi a sexta semana de avanço para a moeda norte-americana e registra um ganho acumulado de 18%, valendo quase R$ 5,13.

De acordo com os números da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) divulgados na última segunda-feira (23), o Brasil já embarcou impressionantes 13.791,7 milhões de toneladas, superando largamente o recorde obtido no ano passado, nesse mesmo período, de 12,5 milhões. Somente no mês de março, o volume embarcado passa de 7 milhões de toneladas. Em todo o complexo soja, o acumulado dos embarques é de 16,8 milhões de toneladas, com um faturamento de US$ 2,9 bilhões.

“Ainda tem aquele produtor que quer vender agora porque precisa de dinheiro agora. Mas a maior parte já está bem vendido e agora prefere esperar. Há insegurança por conta da economia, do coronavírus, e há pouco para negociar (da safra  2019/20) e é normal que ele guarde um pouco para negociar no segundo semestre”, afirma o consultor.

São quase 75% da safra 2019/20 já comercializada e este, para o período, é um percentual recorde.

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