1 de agosto de 2020

Soja tem julho de novos recordes de preço

Junto com a semana, termina também o mês de julho para o mercado da soja com o produto cada vez mais escasso no mercado brasileiro. Assim, os períodos vão se encerrando com os preços historicamente altos no mercado brasileiro, principalmente no interior do país, renovando seus recordes. Esta última semana, todavia, foi de negócios bastante pontuais. Em todos os estados produtores, as referências subiram de R$ 2,00 a R$ 3,00 por saca, se valendo, essencialmente, da relação ajustada entre oferta e demanda. “E ainda veremos muitas empresas precisando de mais soja entre outubro e novembro”, explica o consulto de mercado Fernando Pimentel, da Agrosecurity, em entrevista ao Notícias Agrícolas nesta sexta-feira (31).

Ainda segundo Pimentel, o Brasil poderia registrar, inclusive, o encerramento de operações de algumas fábricas este ano acontecendo mais cedo, em setembro, dada a falta de matéria-prima. E motivado por este quadro, os prêmios para a soja brasileira, que tem se mostrado como o principal destaque do mercado nacional nas últimas semanas, têm espaço para alcançar novas e renovar, novamente, os patamares recordes para a oleaginosa brasileira. Algumas praças marcaram altas de até 5,66% somente nesta sexta-feira, como foi o caso de Maracaju, no Mato Grosso do Sul, onde o preço ficou em R$ 112,00, ou Ponta Grossa, no Paraná, onde a referência foi a R$ 119,00, com avanço de 3,48%. Os preços só reforçam como o interior vem pagando muito melhor do que os portos, com a indústria buscando garantir o produto no Brasil.

Um levantamento feito pela Brandalizze Consulting mostra que os vendedores já pedem prêmios de 200 a 230 cents de dólar para as principais posições de entrega, para a soja da safra 2019/20, nos meses de julho a dezembro. Entre os compradores, os valores têm variado entre 140 e 170 cents por bushel sobre as cotações praticadas na Bolsa de Chicago. Os prêmios para a soja continuam subindo no Brasil e as altas não se restringem somente ao pouco produto da safra nova, mas chegam também à safra nova dada a demanda da China mais atuante no mercado nacional dos últimos dias. Como explicou o analista da Agrinvest Commodities, Eduardo Vanin, as margens de esmagamento crescendo na nação asiática são um dos principais combustíveis para este movimento.

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