31 de julho de 2020

Sindan alerta para falta de medicamentos no 2° semestre

Essa possibilidade foi apontada por 52,2% dos respondentes da pesquisa, que ouviu 23 empresas associadas ao Sindan e tinha como objetivo entender as dificuldades durante a pandemia e as perspectivas do setor para o período pós-crise. “Como boa parte dos insumos utilizados pela nossa indústria são importados, fomos seriamente impactados pela pandemia”, afirma Emilio Salani, vice-presidente executivo do Sindan. “Tivemos problemas na importação de medicamentos como a ivermectina, a abamectina e a doramectina, importantes para a bovinocultura, e de antimicrobianos, utilizados também na suinocultura e avicultura”.

De acordo com o executivo, o desequilíbrio do mercado causado pela crise causou um aumento inesperado nos custos de produção. Além da variação cambial, os gastos operacionais, logísticos e com a compra de insumos no mercado interno também tiveram um crescimento expressivo nos últimos meses. “Este cenário deve forçar um realinhamento dos preços dos medicamentos veterinários no segundo semestre”, diz o executivo, lembrando que o reajuste de preços será uma decisão estratégica de cada empresa. “Os associados já estão fazendo as suas avaliações internas e terão autonomia para repassar ou não os custos ao consumidor final.”

Operando, mas com dificuldades
Mais de 95% dos respondentes afirmaram que as suas fábricas operaram normalmente, seguindo novos protocolos de segurança, durante todo o período da pandemia. No entanto, a quarentena prejudicou as vendas e deve impactar negativamente nos resultados de 2020. Para 78,3% dos executivos ouvidos, as metas do ano não serão atingidas. Outras dificuldades apontadas foram a falta de contato com os clientes (56,5%) e a manutenção da motivação dos colaboradores em um período de grande incerteza (47,8%).

Apesar dos resultados abaixo do esperado, o sentimento do setor ainda é de leve otimismo. Embora 52,2% não se digam nem otimistas nem pessimistas em relação ao cenário atual, 26,1% afirmam estar otimistas, enquanto 21,7% estão pessimistas. Ao olhar para o futuro, 39,1% consideram que sairão mais fortes da crise, ainda que 30,4% dos executivos ouvidos considerem fazer adequações de portfólio e equipes após a pandemia.

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