Setor deve crescer acima de 10% em 2011, com faturamento superior a R$ 3,3 bi/ano, estima Abisolo


O segmento de nutrição vegetal para a agricultura, negócio que movimenta mais de R$ 3 bilhões por ano, deve crescer acima de 10% em 2011, mantendo a média histórica de evolução na última década. A previsão é da Abisolo (Associação das Indústrias de Fertilizantes Orgânicos, Organominerais, Biofertilizantes, Adubos Foliares, Substratos e Condicionadores de Solos), entidade de âmbito nacional que reúne atualmente 71 empresas ligadas à nutrição vegetal, que juntas realizaram negócios de R$ 1,7 bilhão no ano passado.

“Essa projeção é respaldada por uma série de fatores internos e externos”, explica Guilherme Romanini, presidente da Abisolo. “Internamente, acompanhamos a evolução das pesquisas com a nutrição vegetal, processo essencial para a produção de alimentos. Além disso, intensifica-se a busca por insumos mais eficientes que não agridem o meio ambiente”, ressalta Romanini. Em termos externos e com repercussão direta no mercado brasileiro, destacam-se a elevação dos preços das commodities e dos fertilizantes minerais.

Rodrigo Rehder, diretor técnico de Substratos da Abisolo, destaca também que há maior disponibilidade de matérias-primas – especialmente de substratos – como a casca de pínus, o que permite esperar consistente crescimento do segmento no ano. “O mercado busca novas tecnologias para maior produtividade, menores custos e mais qualidade”, ressalta Rehder.

Kátia Beltrame, diretora técnica de Fertilizantes Orgânicos da entidade, lembra que a lei que regulamenta a adubação orgânica é muito recente (2004), o que atrasou o uso de tais insumos na produção de alimentos. “Esse processo está em rápida expansão agora”, diz.

Gilberto Possan, conselheiro da Abisolo, concorda. Para ele, o mercado está reagindo e crescendo acima de 10% ao ano pela evolução da disponibilidade e da qualidade dos nutrientes além das práticas de manejo mais eficientes.

“Indiscutivelmente, o preço elevado dos fertilizantes minerais joga os holofotes para a nutrição vegetal e isso favorece o nosso segmento”, concorda Roberto Levrero, diretor técnico de Fertilizantes Orgânicos da Abisolo.

Fonte: Texto Assessoria de Comunicações