30 de março de 2020

Coronavírus em suínos é diferente do Covid-19

Em um momento de preocupação mundial com a pandemia do coronavírus (Covid-19) é importante compartilhar com a população informações corretas, de instituições sérias, para combater um outro problema: a disseminação de fakenews. Para contribuir neste sentido, a Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, por meio do Instituto Biológico (IB-APTA) — instituição de pesquisa referência em sanidade animal e vegetal — fará uma série de textos sobre os coronavírus em animais, como suínos, bovinos e aves.
É importante deixar claro: os coronavírus atingem também estes animais de produção, mas são de subgrupos específicos somente para esses animais e diferentes do Covid-19. Não há qualquer tipo de evidência de transmissão da enfermidade desses animais para humanos e vice-versa. Além disso, não há qualquer risco de infecção dos humanos a partir do consumo da carne e produtos obtidos desses animais.
No caso dos suínos, eles podem ser acometidos por cinco tipos de coronavírus, sendo apenas um deles encontrado no território nacional: o TGEV — Transmissible gastroenteritis virus.
De acordo com a pesquisadora do IB, Daniela Pontes Chiebao, o TGEV pode causar anorexia, letargia, diarreia, perda de peso e vômito nos animais. Os mais suscetíveis são os suínos jovens e as fêmeas em lactação. “Este vírus já é bastante conhecido no Brasil e disseminado há muitos anos. Ele causa mais problemas quando ocorre surto em ambientes de confinamento”, explica a pesquisadora.
Nos suínos, a transmissão do vírus ocorre, segundo o assistente técnico do IB, Renato Akio Ogata, principalmente, pela via fecal-oral, contato direto entre os animais, aerossóis ou pela contaminação de fômite, que são vetores mecânicos de transmissão indireta de microrganismos, ou seja, neles não há multiplicação ou transformação do vírus, podendo ser, por exemplo, material cirúrgico ou vestimentas.
“Esse tipo de coronavírus suíno não é o mesmo que o Covid-19. Os suínos não transmitem o TGEV para o homem e não há infecção por meio do consumo da carne desses animais”, explica a pesquisadora do IB.IB faz diagnóstico do TGEV
O Instituto Biológico faz o diagnóstico sorológico do TGEV em seu Laboratório de Doenças de Suínos “Washington Sugay”, atendendo produtores de todo o Brasil. O Laboratório do IB é credenciado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e acreditado pela norma ISO 17025, relacionada à qualidade.

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