1 de agosto de 2013

Safra dobrou em 12 anos mas logística ficou para trás

Durante o III Congresso Andav, que terminou nesta quarta, dia 31, Marcos Sawaya Jank, do Agribusiness & Bioenrgy Expert, palestrou para um público de mil distribuidores de todo o país sobre problemas estruturais, que vão além do comprometimento dos corredores logísticos.

Segundo Jank o país apresentou grave déficit de mais de 40 milhões de toneladas em sua capacidade estática de armazenagem no último ano. Atualmente, a capacidade total é de 117 milhões de toneladas, enquanto a última safra no Brasil foi de aproximadamente 160 milhões de toneladas. Nesse cenário serão necessários R$ 20 bilhões em investimentos para se atingir o equilíbrio e posterior manutenção de todo o sistema, segundo suas estimativas.

Atualmente com mais de 70 milhões de hectares agricultáveis no país, o crescimento da última década para os setores de fertilizantes foi de 4%, contra 12% dos defensivos, e 4% em maquinários. E para sustentar o escoamento desse volume, Jank assinala que o futuro do desenvolvimento do único negócio “verdadeiramente” global no Brasil passa pela superação do “caos” que se encontra a logística e armazenagem no Brasil. “A cadeia do agronegócio será tão forte quanto seu elo mais fraco”, sentenciou.

Horizontes: Marcos Sawaya apontou ainda para alguns dos mais aguardados investimentos em infraestrutura com estimativa para os próximos cinco anos, como a ferrovia Norte Sul, Estrada de Marabá, Vila do Conde e Miritituba, além das BRs 163 e 158, e das ferrovias FIOL e FICO, corredores horizontais de escoamento na região centro oeste que estão sendo aguardados há tempos, e segundo Jank, quando se concretizarem já chegarão com quase um século de atrasos, se comparadas as malhas de transportes dos EUA, por exemplo, que tiveram grande salto de desenvolvimento na década de 30.

Fonte: Andav

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