Produção sustentável é o maior desafio da cadeia de alimentos

Pecuaristas, produtores de leite, avicultores, suinocultores, piscicultores e agricultores têm um grande desafio pela frente. Além de ter de praticamente dobrar a oferta de alimentos até 2050 para atender à crescente população global, eles precisam colocar à disposição do mercado produtos que satisfaçam necessidades específicas dos consumidores. “Não basta apenas produzir mais; é preciso produzir melhor, com sustentabilidade e de olho em atributos cada vez mais exigidos pelas pessoas”, destacou Stefan Mihailov, presidente da Trouw Nutrition na América Latina, no evento Horizons, que discutiu a cadeia da produção de alimentos no Brasil e no mundo.

Os hábitos e as exigências dos consumidores estão mudando rapidamente. O novo consumidor é mais urbano, sofisticado, conectado e imediatista. “Porém, também é mais transparente e direto. Em outras palavras, fala o que quer e toma suas decisões baseadas em conceitos de vida ligados à produção com responsabilidade”, diz Mihailov.

Nesse cenário desafiador, a produção sustentável, com respeito ao meio ambiente, aos animais e às pessoas, assume o protagonismo. Um dos mais prementes aspectos é a redução do uso dos antibióticos na produção. Segundo dados da FAO/ONU, até 2050 cerca de 10 milhões de vidas serão perdidas se os níveis de antibióticos atuais forem mantidos na produção de alimentos de origem animal.

“Os consumidores desejam que os animais sejam criados sem antibióticos. Atualmente, a legislação proíbe o uso de antimicrobianos como promotores de crescimento, permitindo usá-los para cura e controle de enfermidades. Mesmo esse cenário deve mudar”, explica o presidente da Trouw Nutrition.

Stefan Mihailov reforça que os desafios são grandes. “O consumo de carnes deve crescer 75% até 2050. E a demanda por leite e derivados aumentará em cerca de 50%. A produção está crescendo, mas não no ritmo necessário. Mesmo tendo produzido nos últimos 35 anos a mesma quantidade de alimentos dos últimos 8 mil anos, é preciso ir além para cumprir o papel que se espera do setor produtivo. Afinal, são 2,5 novas bocas por segundo para alimentar”.

Fonte: Assessoria de Imprensa

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