13 de junho de 2022

Plataforma da Gavea supera US$2 bi em commodities

Com pouco mais de um ano de operação, a startup Gavea anuncia que sua plataforma de comercialização de commodities alcançou a marca de US$2,3 bilhões em ordens de compra e venda, envolvendo aproximadamente 6 milhões de toneladas de produtos. Entre os clientes da startup destacam-se grandes players do setor agro, como Amaggi, Agro Amazônia, FS Bioenergia, Inpasa, Gavilon, Lavoro, Cofco, entre outros.

Desenvolvida com tecnologia blockchain, a plataforma funciona como uma bolsa de balcão (OTC), que permite aos compradores e vendedores saberem com quem estão negociando na outra ponta, com transparência e sem intermediários, gerando total rastreabilidade na origem dos produtos e promovendo um trading sustentável, com validações ESG em toda a cadeia de suprimentos (supply chain). As negociações na bolsa podem ser feitas à vista ou a prazo, com pagamento em reais ou em dólares e geração de contratos 100% digitais sob medida, assinados com certificado ICP-Brasil — o que resulta em menores custos transacionais e operacionais e em maior margem de lucro aos participantes.

Fundada por Vítor Uchôa Nunes, ex-diretor executivo do BTG Pactual, a Gavea ainda conta com outros dois sócios: Diogo Iafelice, diretor comercial, e Bruno Holtz, que comanda a área de tecnologia. “Estamos contentes com o rápido crescimento da nossa plataforma de negociação, mas acreditamos que ainda temos muito espaço no mercado”, comenta Nunes. “Atualmente, trabalhamos com soja e milho. E, neste ano, devemos expandir para novos produtos e subprodutos. Também estudamos entrar em algodão e trigo até 2023”, diz.

Programa ESG
Neste ano, a companhia anunciou o lançamento do programa de sustentabilidade “GaveaESG”, que visa assegurar a procedência legal dos produtos comercializados e a rastreabilidade das transações. A iniciativa busca promover o controle socioambiental das commodities negociadas, no Brasil e no exterior. Com uma aplicação pioneira do blockchain no agronegócio, a Gavea foi a primeira empresa no mundo a “produtificar” commodities em uma plataforma de comercialização, com o uso de “tokens” no blockchain, trazendo maior transparência e rastreabilidade ao processo.

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