Paclobutrazol muda cenário da manga no Nordeste

Região representa 60% da produção de manga no Brasil. Nova opção de Paclobutrazol vai reduzir custos, possibilitando produzir a fruta o ano todo.

Após sete anos da solicitação do registro do PACLO BR no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), o regulador de crescimento para manga, produzido e envasado na Europa pela ASCENZA, é lançado no país e já tem seu primeiro lote comercializado, todo destinado aos produtores da região do submédio São Francisco, em Pernambuco, aguardando apenas os trâmites aduaneiros para a entrada no país.

O gerente executivo da Valexport, Tássio Lustoza, explica que a chegada do produto à base de Paclobutrazol é uma reivindicação antiga, dos próprios produtores de manga, que necessitavam de novos produtos para que a livre concorrência de mercado trouxesse redução nos custos de produção.

“A Valexport, a CNA e a Abrafrutas estiveram envolvidas no processo, com o objetivo de agilizar o registro junto ao Mapa, Anvisa, Ibama, entre outros órgãos oficiais. A chegada é comemorada por todos, uma vez que deve reduzir custos de produção em pelo menos R$ 500 por hectare, além de facilitar a poda, a colheita e a florada”, explica.

O diretor técnico da Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frutas e Derivados (Abrafrutas), Jorge Souza, lembra que a manga brasileira precisa reavaliar custos de produção para ser mais competitiva no mercado internacional e a nova opção do Paclobutrazol faz parte e é encarada como uma grande conquista, que viabiliza os aspectos necessários para a produção da fruta durante todo o ano. “Nosso trabalho consistiu em mostrar ao poder público a necessidade de agilizar essa aprovação do produto. Conseguimos acelerar o registro principalmente na etapa final”, comemora.

Renato Francischelli, diretor comercial da ASCENZA no Brasil, lembra que em 2012 um grupo de produtores conheceram o PACLO BR na Europa e, dessa forma, identificaram a empresa que já produzia com total segurança e qualidade o Paclobutrazol. “O relacionamento evoluiu e celebramos, no dia 14 de março, em Petrolina-PE, a nossa chegada para um público de 100 produtores, composto essencialmente por engenheiros técnicos e agrônomos ligados ao negócio da manga”, diz.

Já Manuel Coelho, diretor geral da ASCENZA no Brasil, explica que houveram ensaios com o produto na região de Petrolina e que a ação trouxe resultados promissores. Os dados foram apresentados no evento pelo conselheiro de manga do Vale do São Francisco, o engenheiro-agrônomo Eduardo Ferraz. “O PACLO BR é eficiente no solo, consiste numa rápida absorção das raízes, transportando pelo xilema até os pontos de crescimento vegetativo da planta. A escolha de lançar em Petrolina impacta diretamente um dos principais mercados produtores no país”, analisa.

Ainda segundo o diretor, a atuação do PACLO BR inibe a síntese de giberelinas, produzindo uma diminuição do crescimento vegetativo. O benefício manifesta-se numa folhagem mais equilibrada, promovendo diminuição de podas. Ele diz que efeitos na qualidade de frutos (cores, tamanhos, maturação e produção) também são observados. “No cultivo da mangueira, juntamente com boas práticas culturais, pode-se estimular e adiantar a floração”, acrescenta.

Segundo a Valexport, o país exporta 86% da manga produzida. Deste total, 67% está no Nordeste. A região do submédio São Francisco é responsável por 80% desse montante. São 35 mil hectares que plantam uma das frutas mais consumidas em praticamente todos os continentes. Cerca de 70% da manga é exportada para países europeus e 30% para os Estados Unidos, América do Sul e Ásia.

Dados da Abrafrutas mostram que o país produz um milhão de toneladas de manga por ano. Só nas plantações do Vale do São Francisco trabalham 60 mil pessoas. O faturamento dessas fazendas chega a R$ 900 milhões por ano. A variedade de manga mais comercializada é a tommy, preferida de 85% dos consumidores europeus. A segunda é a palmer, mais procurada entre os asiáticos.

Sobre a ASCENZA no Brasil – Desde novembro de 2018, a SAPEC AGRO oficializou a marca ASCENZA, surgindo no mercado com um novo posicionamento e imagem renovados. O nome ASCENZA deriva da palavra de origem latina ascendere que significa ascender, crescer, elevar-se. Este é o ponto de partida: a nova marca espelha evolução, amadurecimento do negócio e projeto de expansão. Presente em Portugal há cerca de 90 anos, a SAPEC AGRO, agora ASCENZA, destaca-se desde os anos 1965 na área da proteção de culturas, sendo líder ibérico no segmento dos genéricos diferenciados com presença crescente nos mercados do sul da Europa, registrando um forte crescimento de volume de negócios nos últimos anos, hoje em dia, mais de 75% do que é produzido na unidade fabril de Setúbal, Portugal, destina-se à exportação. Conta com 580 trabalhadores, dos quais 35% são altamente qualificados. A empresa foi adquirida pela BRIDGEPOINT CAPITAL S.A., em 2017.

No Brasil, a ASCENZA inicia a sua chegada ao mesmo tempo em que lança os seus primeiros produtos no país, incluindo o Palco BR, um regulador de crescimento de alta performance para a cultura de manga e, em breve, deve anunciar mais lançamentos.

Fonte: Assessoria de Imprensa