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É hora de ficar atento com as nove principais pragas da soja

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De acordo com os dados divulgados no 12º levantamento de safra produzido pela Conab, a soja teve produção recorde na safra 2022/23, estimada em 154,6 milhões de toneladas, crescimento de 23,2% na safra 2021/22. Nesta safra, o Brasil semeou 44.075,6 mil hectares, 6,2% superior à safra passada, com uma produtividade média de 3.508 kg/ha, registrando recordes históricos de área de plantio, produtividade e produção. Os números recordes ocorreram devido às excelentes condições climáticas ocorridas na maioria das regiões produtoras, e, também, à alta tecnologia empregada pelos produtores, principalmente quando se fala em produção de cultivos. Até porque o combate a pragas é um dos maiores desafios da agricultura no Brasil, muito por ser um país tropical (quente e úmido) e um dos únicos a ter mais de uma safra anual. Além de interferir na qualidade dos alimentos, uma quebra de safra por ataque de pragas consequentemente leva ao aumento de preços do produto, este cuidado se torna ainda mais importante quando se trata de um grão tão essencial para o consumidor brasileiro.

E já é chegado novamente o momento de iniciar a proteção e cuidados com a safra de soja no país. De acordo com pesquisa de campo do Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para a Defesa Vegetal (SINDIVEG), 67% do volume de produtos aplicados para proteção da soja no país acontece nos meses de outubro, novembro e dezembro. Ainda segundo o SINDIVEG, as tecnologias de proteção de cultivos são fundamentais para que os produtores agrícolas mantenham o alto nível de produtividade, e assim garantindo à sociedade a crescente demanda por alimentos e fibras. O sindicato incentiva a aplicação correta e segura, pois isto significa aumento de produtividade no campo porque os defensivos agrícolas permitem que as plantas cresçam e deem frutos, ao protegê-las do ataque e da proliferação de insetos, doenças e plantas daninhas.

Veja quais são as principais pragas da soja e os prejuízos que elas causam:

Ferrugem Asiática – Doença causada por fungo que ataca as folhas da planta. Nas plantas atingidas, se formam pequenos pontos de coloração escura em sua face superior da folha e, na parte inferior, podem se formar pequenas protuberâncias. A doença é disseminada pelo vento e, ao encontrar condições favoráveis para o seu desenvolvimento – umidade nas folhas e temperaturas amenas – se instala na lavoura. A ferrugem causa desfolhamento precoce, o que impede a formação completa dos grãos e reduz a produtividade.

Percevejo marrom da soja – Inseto de cor marrom que se alimenta do suco de ramos, hastes e vagens da planta. Seu ataque pode causar a má formação dos grãos, tornando-os “chochos”, e diminuir a produtividade. Além disso, a infestação pode gerar a retenção foliar, o que dificulta a colheita, pois as folhas não caem quando deveriam.

Lagarta da soja – Quando pequenas, as lagartas dessa espécie podem ser identificadas por sua coloração verde e, quando maiores, são esverdeadas ou amarronzadas e possuem três linhas brancas longas nas costas. Geralmente essa praga se alimenta das folhas do terço superior da soja. Se não controlada, pode causar 100% de desfolha nas plantas atacadas.

Lagarta-falsa-medideira – Quando nascem, têm coloração verde clara e possuem listras brancas longas e pontos pretos nas costas. Quando adultas, se tornam mariposas com asas de coloração marrom e com duas manchas prateadas no primeiro par de asas. Geralmente, as lagartas falsas-medideiras podem ser localizadas no terço final da soja. Se alimentam das folhas sem atingir as nervuras. Quando pequenas, raspam as folhas causando manchas claras. Conforme crescem, o ataque se intensifica e podem destruir completamente as folhas e danificar até as hastes mais finas da planta.

Capim amargoso – Planta daninha da família das gramíneas. Possui ciclo duradouro e tem grande facilidade de adaptação a diferentes climas e solos. Seus cachos, similares a plumas, produzem mais de 100 mil sementes que são facilmente disseminadas pelo vento. Seus caules têm capacidade de se regenerar mesmo após corte mecânico. Podem causar danos a lavoura por gerarem competição por água e nutrientes com a cultura principal.

Antracnose – É uma das principais doenças da cultura da soja e pode infectar a planta em qualquer estágio do seu desenvolvimento. Quando o fungo é transmitido pelas sementes, é possível observar sinais da doença durante a germinação, causando o tombamento da cultura e lesões necróticas na superfície das folhas, podendo causar a morte da planta. Já quanto a infecção ocorre em estágio mais avançados da lavoura, observa-se coloração castanho-escuro sobre as vagens, que ficam retorcidas. Perdas podem ser de até 100% da produção se não tratada, no caso de variedades de soja mais sensíveis à doença.

Lagarta-do-Cartucho – A lagarta-do-cartucho, Spodoptera frugiperda, também conhecida como lagarta-militar, é um dos principais insetos-praga da cultura da soja no Brasil. Alimenta-se mais ativamente à noite e em dias nublados. Em dias ensolarados, esconde-se no solo, em rachaduras ou sob torrões e restos culturais. Geralmente ocorre em focos, causando danos em áreas restritas mas que tendem a se expandir. A lagarta-do-cartucho pode causar danos em todos os estádios de desenvolvimento da soja. Na fase inicial, ataca a região do colo, cortando as plantas na base, o que provoca morte ou perfilhamento e prejudica o estabelecimento da cultura no campo. Eventualmente, a lagarta se alimenta das estruturas reprodutivas, como flores e vagens.

Percevejo castanho de raiz – Em geral é uma praga de difícil controle devido ao seu hábito subterrâneo. Medidas como preparo de solo atuam como forma de controle local, mas podem apresentar efeito contrário, pois a praga tende a buscar maiores profundidades para adaptação e sobrevivência, a busca por profundidade se dá também em períodos de longa estiagem onde a praga se aprofunda no solo em As plantas atacadas apresentam desenvolvimento inferior ao restante da cultura e alguns sintomas de deficiência nutricional e hídrica. Esses problemas ocorrem em razão da sucção da seiva e da injeção de substâncias tóxicas. As plantas enfraquecidas podem morrer.

Mosca-branca – De importância agrícola secundária por várias décadas, a B. tabaci transformou-se em uma das principais pragas em ecossistemas tropicais e subtropicais, em praticamente todas as regiões do mundo. A mosca-branca é, hoje, considerada a praga de maior importância na agricultura nacional, por causar danos diretos e indiretos às plantas. Em condições de população muito elevada, especialmente as ninfas, excretam substâncias açucaradas em grande quantidade, proporcionando o desenvolvimento da fumagina, um fungo que se desenvolve nas folhas, tornando-as escuras, o que prejudica a realização da fotossíntese. Todo este processo acarreta perdas que, dependendo do nível populacional da mosca e do estádio de ocorrência na cultura, pode chegar até a 100%.

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