A ministra afirmou que infelizmente este é um tema frequente nas reuniões e que é importante um trabalho conjunto entre setor público e privado. Apesar do ministério já vir realizando algumas ações, a ministra diz que ainda são pequenas perto do que o país deve fazer. “É importante sermos informados de vocês o que estão dizendo, nós já temos algumas respostas para serem enviadas a nossa embaixada, para quando sair alguma notícia infundada, contraporem com a verdade”, afirmou a ministra. Abertura de novos mercados também foi pautado na reunião. Segundo a associação, cerca de 80% das exportações de frutas do país vão para a Europa e a abertura de novos mercados se tornou um fator de grande importância para o setor.

De acordo com o Embaixador Orlando, atualmente existe 59 Análise de Riscos de Pragas (ARPs) em curso, o que envolve negociações com 34 países. A maça, segundo ele, é a fruta com mais países em negociações, ao todo são 19, seguida do melão com 9, abacate 7, limão taiti 6 e uva 4. Orlando disse ainda aos produtores que essas possibilidades de abertura de novos mercados vêm acontecendo por uma mudança de pensamento, no sentindo que para abrir um mercado externo é preciso também abrir o próprio mercado. “Temos dado prioridades aos países que também tem nos priorizado, com isso conseguimos avançar em novas aberturas”, disse o embaixador.

Como as questões fitossanitárias atrasam muito as negociações, tanto a ministra, quanto o embaixador propôs de os produtores pensarem em exportarem também um volume maior de frutas processadas. A reunião que durou cerca de uma hora e meia abordou também outros assuntos como acordo Mercosul e União Europeia, Minor Crops, defensivos agrícolas e internet no campo. Atenta as demandas, a ministra Tereza Cristina solicitou uma outra reunião com técnicos do Mapa e Abrafrutas nas próximas semanas.