18 de outubro de 2013

Merial recomenda cuidados com mastite ambiental

A mastite ambiental configura-se em uma das maiores ameaças à lucratividade da atividade leiteira. Diversos patógenos podem causar a doença em vacas, entretanto, os coliformes são os principais agentes causadores da doença. Para Roulber Silva, coordenador de serviços técnicos de ruminantes da Merial Saúde Animal, “a mastite ambiental é uma doença de difícil controle, pois a contaminação ocorre por bactérias que estão no ambiente, ou seja, no esterco, urina, barro e cama do animal. Além disso, a elevada agressividade desses agentes infecciosos podem trazer grandes prejuízos ao produtor”, ressalta.

Roulber explica que as bactérias coliformes, tradicionais agentes causadores de mastite ambiental, podem ser detectadas em cerca de 30% a 40% dos casos de mastite clínica, ou seja, nos casos em que são observados inchaço (edema), dor no úbere e alterações no aspecto do leite. Na mastite por coliformes, a morte pode ocorrer em cerca de 10% a 15% das vacas acometidas e a probabilidade de o animal voltar à sua produtividade normal é inferior a 50% (devido à perda do quarto afetado). “Em casos mais graves, o risco de mortalidade pela liberação de toxinas das bactérias coliformes na corrente sanguínea (endotoxemia) aumenta significativamente”, acrescenta o médico veterinário da Merial.

Ele complementa que “os rebanhos com baixa contagem de células somáticas (CCS), demonstrando bons níveis de controle da mastite contagiosa, podem ser alvo de número elevado de casos de mastite ambiental por coliformes”.

A prevenção da mastite causada por coliformes é baseada em dois princípios básicos: a diminuição da exposição dos tetos às bactérias (manutenção do ambiente limpo e seco, regulagem da ordenhadeira para manutenção da integridade do canal e esfíncter do teto, realização do pré-dipping e evitar que as vacas deitem logo após a ordenha) e aumento da resistência das vacas à infecção intramamária.

A vacinação é o meio mais eficaz de aumento da resistência das vacas e novilhas à infecção intramamária e pode reduzir os prejuízos causados pela mastite ambiental por coliformes.

Entre outros prejuízos, essa enfermidade gera perdas de produção e qualidade do leite, acarretando custos adicionais com tratamentos e sequelas permanentes capazes de inutilizar os quartos mamários afetados e descarte de animais. “Outros pontos importantes para a prevenção da doença incluem a higiene adequada do local de manutenção das vacas entre as ordenhas, cuidados com a regulagem das ordenhadeiras, a nutrição adequada e equilibrada, além da redução das condições de estresse dos animais (calor e sombra, por exemplo)”, informa o coordenador de serviços técnicos da Merial.

O programa de vacinação oferecido pela Merial para o controle da mastite ambiental é feito a partir da vacina J-VAC. O protocolo de vacinação inclui apenas duas doses de vacina. A primeira administração deve ocorrer no momento da secagem e a aplicação da dose de reforço de 1 a 3 semanas antes do parto. Já nas novilhas, a aplicação da primeira dose acontece durante o sétimo mês de gestação (60 dias antes do parto) e o reforço também de 1 a 3 semanas antes do parto.

J-VAC foi desenvolvida nos Estados Unidos a partir da cepa J5 da bactéria Escherichia coli. Seu grande diferencial é o adjuvante Tandem, que estimula o aumento da resposta imune, protegendo o animal por muito mais tempo. A vacina possui tecnologia capaz de proteger os rebanhos contra a mastite ambiental por coliformes sem afetar a produção de leite, a contagem de células somáticas ou a temperatura dos animais vacinados. J-VAC pode ser aplicada nas fêmeas em qualquer fase da lactação ou gestação, facilitando o manejo do produtor.

Fonte: Texto Assessoria

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