16 de abril de 2012

Mercado de fertilizantes cresce em ritmo acelerado

O Brasil tem registrado nos últimos três anos um crescimento na venda de fertilizantes. Em 2009, o volume alcançado foi de 22,5 milhões de toneladas, em 2010 passou para 24,5 milhões de toneladas e no ano passado os índices alcançaram patamares altos, com 28,4 milhões de toneladas.

A tendência para 2012 e próximos anos é manter essa escalada nas vendas, segundo o engenheiro agrônomo e consultor da MBAgro, Alexandre Mendonça de Barros. Essa demanda crescente se deve ao aumento populacional e a urbanização, acréscimo na renda dos emergentes e na procura por biocombustíveis, além da limitação de terras agricultáveis na maior parte dos países do mundo e o PIB per capita. “Cresce o número de habitantes e com isso a demanda por alimentos. Com a necessidade de produzir mais, investimentos devem ser feitos nas lavouras e, por consequência, no preparo do solo”, enfatizou.

Durante palestra realizada na quinta-feira, 12 de abril, na Tecnoshow Comigo 2012, Alexandre Mendonça de Barros traçou cenários e avaliou que fatores interferem no aumento ou queda das vendas, e consumo de fertilizantes no Brasil e demais países. De acordo com ele, o produtor rural deve ficar sempre atento aos preços das principais commodities agrícolas mundiais, como soja, milho e trigo, porque são essas culturas que determinam as vendas de fertilizantes. “Em 2011, houve um aumento considerável dos preços das commodities, o que elevou também o consumo de fertilizantes. E o Brasil tem papel importante nesse cenário, já que se transformou em grande importador do produto no mercado internacional”, revelou.

Destaques
Segundo Alexandre Mendonça de Barros, cinco mercados respondem por mais de 80% do consumo mundial de fertilizantes. China ocupa a primeira posição, com 28%, seguida pela índia, com 16%, América Latina com 8% (Brasil, principalmente) e América do Norte com 5% (sendo os EUA com quase totalidade desse valor).

Goiás
Segundo dados da Faeg (Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Goiás), o consumo de fertilizantes cresceu em 16% no ano passado, somando 2,4 milhões de toneladas. O Estado é ainda o sexto maior consumidor de fertilizantes como potássio, nitrogênio e fósforo e importa cerca de 60% da matéria-prima que utiliza para correção agrícola.

Fonte: Tecnoshow Comigo

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