19 de maio de 2020

Mercado de defensivos para milho tem alta de 8%

A consultoria Spark Inteligência Estratégica acaba de divulgar seu estudo anual BIP Milho – Business Inteligence Panel. O estudo avaliou o comportamento do mercado de defensivos agrícolas para a cultura na safra de verão 2019/20. Conforme a empresa, o tratamento com agroquímicos movimentou US$ 312 milhões no período, uma alta de 8% ante a safra anterior. De acordo com o sócio diretor da Spark, André Dias, esse crescimento veio ancorado no aumento de 10% da taxa de adesão de produtores ao controle de pragas, doenças e invasoras. Conforme Dias, a média de tratamentos apurada pelo BIP na safra foi de 11,2 por área plantada. O executivo também considera relevante a elevação de 4% medida no plantio de sementes com a tecnologia Bt+RR. Tais cultivares, informa ele, preencheram 78% das áreas de milho, equivalentes a 2,647 milhões de hectares.

O coordenador de projetos da Spark, Lucas Alves, acrescenta que as sementes Bt+RR absorveram 74% das vendas de defensivos para a cultura, correspondentes a US$ 232 milhões. Na safra 2018-19, compara o executivo, as mesmas cultivares ocuparam, proporcionalmente à área então plantada, 71% das lavouras, movimentando US$ 191 milhões. De acordo com o levamento da Spark, os herbicidas seguem na dianteira entre os agroquímicos do milho. Os produtos tiveram participação de 38%, com vendas de US$ 118 milhões. O glifosato permanece o principal ingrediente ativo, com 44% do segmento (US$ 52 milhões). A atrazina deteve 1/4 da categoria (US$ 25 milhões) e os ativos tembotrione, atrazina + simazina, clethodim e mesotrione, entre outros, totalizaram US$ 41 milhões.

Quarta categoria em vendas, com 17% de participação, os fungicidas para milho movimentaram US$ 53 milhões. Produtos do grupo estrobilurina + triazol atingiram US$ 29 milhões, seguidos dos ‘premium’ (US$ 10 milhões) e protetores (US$ 10 milhões). Os produtos adjuvantes, segmento com menor participação na agricultura em geral, fecharam a safra com 3% das vendas (US$ 9 milhões). Entre os estados produtores, o BIP Milho da Spark traz o Rio Grande do Sul na liderança em área cultivada, com 28% do total (939 mil hectares). Minas Gerais é vice-líder com 23% (774 mil ha). Na terceira e quarta posições aparecem Santa Catarina e Paraná, que plantaram 548 mil ha (16%) e 462 mil ha (14%), respectivamente. Quinto maior produtor, São Paulo concentrou 8% (273 mil ha) das lavouras. Goiás e Bahia fecham o ranking, com 233 mil ha (7%) e 166 mil ha (5%).

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