Manuseio correto de maquinários reduz o uso de defensivo em 70%

O Dia Mundial do Meio Ambiente foi lembrado em todo o mundo como uma maneira de valorizar e preservar ainda mais os recursos naturais. O tema instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU) para este ano é “Poluição do Ar”, uma questão crítica tanto para o meio ambiente quanto para a saúde humana. E ao falar em poluição do ar é preciso discutir também como e quando o uso de defensivos agrícolas interfere no meio ambiente.

Segundo especialistas, quando ocorre o uso correto de defensivos, e isto significa manuseio de equipamentos e descarte de embalagens, a diminuição no uso em uma mesma área pode ser reduzida em até 70%.

Assim espera os pesquisadores e idealizadores do programa “Aplique Bem”, lançado em 2007 pelo Centro de Engenharia e Automação do Instituto Agronômico (CEA-IAC) com a Arysta Life Sciense, em parceria com a Prefeitura de Jundiaí. O objetivo é levar aos proprietários rurais uma plataforma de treinamento e pesquisa participativa, com ênfase no uso seguro e sustentável de agroquímicos. A Arystia foi adquirida pela UPL, uma das maiores empresas de soluções agrícolas do mundo.

O pesquisador científico Hamilton Ramos explica que ao aplicar corretamente o produto evita-se que o mesmo fique acumulado no solo ou até mesmo no ar e que posteriormente seja levado, por exemplo, pela chuva para algum rio. “Independente do tipo de produto a ser utilizado temos que focar na forma de pulverização, assim como na regulagem dos equipamentos e, claro, no treinamento aos agricultores”, adianta.

Ainda de acordo com o pesquisador, quando um equipamento está mal regulado, o agricultor pode jogar no meio ambiente uma quantidade excessiva e desnecessária de agrotóxicos.

Ramos sabe que muitas pessoas ainda são avessas ao uso de agrotóxico nas lavouras, mas faz questão de enfatizar que utilizando o químico ou o biológico, preservar o meio ambiente é uma das missões do ‘homem do campo’.

Aos 72 anos, o agricultor João Bardi, com seus 50 mil pés de uva, sabe da importância de usar corretamente os produtos em sua lavoura, assim como o uso correto dos defensivos agrícolas. “Aprendemos a não desperdiçar os produtos e utilizar roupas adequados durante o manuseio de agrotóxicos. Temos que estar atentos à saúde de nossos trabalhadores, mas também ao meio ambiente porque é daqui que sai nossos sustento”, afirma.

DESCARTE CORRETO – E se aprender a aplicar corretamente produtos no solo é importante, fazer o descarte correto das embalagens também faz parte das prioridades.

Em Jundiaí existe o Programa Campo Limpo com o objetivo de garantir a preservação do Meio Ambiente, assim como a saúde dos próprios agricultores e da comunidade de um modo geral.

Só em novembro do ano passado, em uma parceria entre a unidade de Gestão de Agronegócio, Abastecimento e Turismo (UGAAT) e a Prefeitura de Louveira foram recolhidas 10.108 embalagens de agrotóxicos dos sítios dos produtores rurais, com a participação total de 122 agricultores.

As embalagens são recolhidas ao Posto de Recebimento da Associação dos Distribuidores de Insumos Agrícolas do Estado de SP (ADIAESP), empresa responsável por dar o destino correto a elas.

De acordo com o gestor da Unidade de Agronegócio, Abastecimento e Turismo, Eduardo José da Silveira Alvarez, ao separar corretamente as embalagens, assim como fazer a lavagem correta e manuseá-la, o agricultor preserva sua saúde e também da terra onde faz sua plantação.

É um processo a médio e longo prazo. “Fizemos um trabalho nos dois municípios e agora os agricultores terão até o final do ano para separá-las. O mais importante é ter consciência de que a embalagem não pode ser descartada em um lixo comum, porque os resíduos podem contaminar o solo”, ressalta o gestor.

Fonte: Assessoria de Imprensa


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