12 de dezembro de 2019

Indústria de ração produz 53 mi de toneladas

O incremento do setor de janeiro a setembro alcançou 3%.

O Sindicato Nacional da Indústria de Alimentação Animal (Sindirações) informou nesta quinta-feira que o segmento teve um aumento de 3% de janeiro a setembro deste ano, emplacando uma produção de 52,8 milhões de toneladas. “Tudo foi motivado pelo varejo, as exportações e a confiança dos consumidores. As cadeias produtivas reagiram vigorosamente. E pelo andar da carruagem do último trimestre, o avanço pode ser ainda maior até o fim de 2019”, analisou Ariovaldo Zani, CEO do Sindirações. Mas ele alerta que há algumas incertezas no cenário, como a guerra comercial EUA – China, a instabilidade política de alguns países da América do Sul e o relativo desinteresse dos investidores estrangeiros pelo Brasil. “Mas estamos fazendo nossa lição de casa. Caso da Reforma da Previdência, Trabalhista e melhora da percepção do risco país, além da boa safra colhida no período e a expectativa da produção de grãos para 2019 / 2020.

Analisando o desempenho do segmento por setores, o destaque ficou com os camarões, que se elevou 7%. Depois, vieram peixes (5%), gado de leite (4,5%), suínos (4,4%), cães e gatos (3%), frangos de corte (2,9%), gado de corte (2,7) e equinos. A única queda foi verificada com a avicultura de postura por causa do alojamento bem ajustado de pintainhas. “No caso de camarões, o número é mais uma recuperação de um ano anterior muito ruim. Nas carnes, sim, o ano foi de evolução concreta”, destacou o CEO do Sindirações. Na área de alimentos para cães e gatos, a indústria produziu mais de dois milhões de toneladas nos nove meses do ano e o ritmo só deve crescer, empurrado pela expansão do crédito, queda nos juros e diminuição do desemprego. O executivo espera que, até o fim do ano, a produção pode ter um incremento de 3,5%, passando de 70 milhões de toneladas.

“Estamos otimistas, mas reforçamos nossa fé na necessidade de adoção de medidas de intervenção mínima do Estado sobre as atividades privadas, a revogação de leis e atos normativos, e o programa de autocontrole nos estabelecimentos de alimentação animal”, completou Ariovaldo Zani. Ele ainda chamou a atenção para o milho, que pode ter o preço mais alavancado ainda, por causa de exportações e alguns tradicionais produtores com problemas. “Precisamos ter cuidado. A indústria pode precisar de 10 milhões de toneladas a mais e a importação  pode ser necessária. Logo, o Ministério da Agricultura precisa ser ágil para comprar e ajustar os protocolos já que muito deste grão é transgênico e há regras para uso na indústria de proteína animal e exigências internacionais”, alertou. Outra questão é o câmbio, pois a indústria brasileira do setor utiliza muitos aditivos que são importados.

 

Canal AgroRevenda

 

Papo de Prateleira

 

Newsletter

Receba nossa newsletter semanalmente. Cadastre-se gratuitamente.