Genes que tornam plantas tolerantes à falta de oxigênio são identificados

Descoberta pode ser fundamental para o desenvolvimento de variedades que suportem inundações.

Cientistas da Unversidade de Estocolmo (Suécia) identificaram quais são os genes que conferem às plantas tolerância à falta de oxigênio. A descoberta, feita em colaboração com a Universidade Sueca de Ciências Agrárias e com a Universidade de Copenhague (Dinamarca), foi publicada na revista Physiologia Plantarum e abre caminho para o desenvolvimento de plantas que, mesmo mergulhadas em água, não morreriam.

Segundo o material, quando as plantas estudadas (da espécie Arabdopsis thaliana) não têm oxigênio, genes especiais sinalizam perigo e fazem com que elas ativem outros genes que possam “resolver o problema”. Um desses trechos de DNA, conhecido como PLD, expressa uma enzima chamada fosfolipase D, que permite à planta sobreviver algum tempo submersa. Até então, o papel desse gene nos sistemas de sinalização de deficiência de oxigênio nas plantas era desconhecido.
Para testar o efeito do gene, a equipe de pesquisa submeteu plantas com e sem o gene potencialmente protetor a uma inundação simulada. Ao verificar o comportamento dos vegetais, as folhas daquelas que não tinham o gene ficaram amarelas e morreram. Por outro lado, os vegetais com o PLD em seu DNA sobreviveram. Isso sugere que esse gene desempenha papel importante na manutenção das plantas em boas condições embaixo d’água.

Segundo os autores do estudo, o próximo passo seria investigar como essas plantas reagem à falta de oxigênio se o gene PLD for superexpressado. Em uma fase ainda mais avançada da pesquisa, esse gene poderia ser transferido para outras plantas para que elas também pudessem suportar alguma falta de oxigênio. “No futuro, por meio de técnicas de biologia molecular, plantas que receberam esse gene apresentarão melhor adaptação ao ambiente sub-aquático, resistindo a inundações e, assim, contribuindo para manter e aumentar a produção de alimentos, mesmo em um cenário de mudanças climáticas”, ressalta Adriana Brondani, diretora-executiva do Conselho de Informações sobre Biotecnologia (CIB).

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Fonte: Assessoria de Imprensa