9 de julho de 2020

Gado de reposição some e preços disparam em SP

Em entrevista ao Notícias Agrícolas, o Vice-Presidente do Sindicato Rural da Alta Noroeste (Siran), Francisco Brandão, destacou que as indústrias frigoríficas testaram na semana passada pressionar os preços ofertados na arroba do boi gordo. “Um dos fatores se deve pela as precauções dos chineses contra a disseminação do coronavírus no país e também que um dos grandes frigoríficos colocaram muita carne no atacado de São Paulo”, comentou.

Os pecuaristas estão bem cautelosos antes de negociar um animal já que a reposição está elevada. “Os produtores estão buscando por animais mais jovens e isso tem travado um pouco novos negócios. Além disso, está muito difícil de encontrar animais com 270 kg para confinar”, relata.

Brandão aponta que um animal de 425 kg estava cotado no inicio de junho a R$ 2.900,00. “Há 15 dias, eu comprei um animal com baixa qualidade e paguei R$ 3.100,00. Hoje com esse valor você compra um boi magro com menos de 13 arrobas e animais zerados estão na faixa de R$ 3.500,00”, alerta.

Atualmente, as referências para a arroba do boi futuro estão próximas de R$ 213,00/@ para o contrato outubro. “Esses atuais patamares não estão nem próximos do que o mercado físico precifica. Com o contrato outubro mais barato do que no mercado físico não é possível fechar animais no confinamento e esse risco o pecuarista não gosta de correr”, explica.

Canal AgroRevenda

 

Papo de Prateleira

 

Newsletter

Receba nossa newsletter semanalmente. Cadastre-se gratuitamente.