Final do Ideas for Milk terá sete agtechs

O evento ocorre nesta sexta-feira, dia 30, em São Paulo.

Sete startups se preparam para a final da terceira edição do Ideas for Milk, nesta sexta-feira (30), no Cubo, localizado na Vila Olímpia, em São Paulo. De um lado, os empreendedores conseguem, por meio da oportunidade propiciada pela Embrapa, que seus projetos sejam conhecidos nacionalmente. E, de outro, as novas tecnologias apresentadas – todas elas aplicadas na cadeia do leite – podem oferecer ao setor ganhos de produtividade e inovação.

“Acreditamos que o Ideas for Milk vai ser um grande evento, que vai lançar nosso projeto e nossa startup nacionalmente. Será um momento de muito networking: vamos conhecer outros empreendedores que estão trabalhando no setor. Estamos muito felizes e motivados para apresentar nossa startup” diz Eduardo Frota, responsável pela área de operações da Milkchain, uma das finalistas.

A seleção de seus das sete startups foi feita por executivos, produtores, pesquisadores da Embrapa e professores das principais universidades do Brasil. Os temas de 2018 envolvem controle da mastite, conforto animal, monitoramento do rebanho, higienização automática de equipamentos, plataforma de monitoramento da cadeia de valor e detecção de fraude no leite.

A última startup foi selecionada em um evento regional, no Rio Grande do Norte, onde concorreram propostas do Nordeste. Quem garantiu a vaga na final foi a Agromarra, que apresentou um aplicativo que auxilia na gestão da fazenda leiteira, com objetivo de aumentar a rentabilidade para o fazendeiro. Por meio da aplicação, relatórios sobre produção de leite, ração, ganho de peso dos animais, entre outros tipos de manejo são criados para o gerenciamento individual dos animais em tempo real.

A startup vai participar da final em São Paulo com: Agroconforto (sensores para monitorar o ambiente das vacas em confinamento, visando o bem-estar animal), OnFarm (identificação das principais causas de mastite na própria fazenda em 24 horas), Cowmed (pecuária de precisão capaz de monitorar o comportamento das vacas, visando reprodução e saúde animal),  Z2S (automatiza e padroniza os processos de limpeza e higienização de equipamentos ligados à ordenha), Milkchain (blockchain para certificar ao laticínio a qualidade do leite na fazenda e no transporte com otimização da rota de coleta) e Macrofen (sistema baseado em internet das coisas para identificar possíveis adulterantes em amostras de leite, fazendo triagem rápida da qualidade).

Todos os empreendedores têm o mesmo objetivo: levar a inovação para o campo por meio de suas agtechs, as startups do agronegócio, sob grandes desafios, mas que começam a ser superados. Eles ainda precisam enfrentar a falta de internet nas fazendas e a baixa profissionalização de algumas propriedades rurais. Além disso, ainda existe um descrédito do produtor nacional em aplicar tecnologias para o setor e a instabilidade do mercado para novos investimentos. Mas o cenário tende a melhorar. Os fazendeiros começam a acreditar nos benefícios que as soluções podem oferecer, inclusive para propriedades pequenas e médias. Em alguns casos inclusive com baixo investimento.

A Cowmed, finalista do Rio Grande do Sul, acredita na oportunidade de realizar uma pecuária de precisão com desempenho elevado e deixar a inovação nacional como legado para o setor do leite, estratégico no Brasil. “A nossa expectativa para a final é muito alta. Não só pela competição. Será o momento das startups se conhecerem e discutirem como integrar as soluções e as tecnologias em torno de um modelo de negócios que funcione para nós no Brasil”, diz o sócio fundador da agtech, Leonardo Guedes, que participa pela segunda vez do evento.

Dirigentes de grandes empresas brasileiras e multinacional ligadas à cadeia do leite e também a áreas de tecnologia da informação, telecomunicações e computação estarão presentes no evento para se relacionar com os empreendedores e conhecer as novidades do mercado de soluções digital. Também já confirmaram presença outras agtechs interessadas no mercado lácteo.

Fonte: Assessoria de Imprensa