Embrapa e Basf unem biológico (bactérias) e químico

A união da fixação biológica do nitrogênio em gramíneas (no caso, cana-de-açúcar) com produtos químicos foi anunciada em São Paulo num lançamento comercial da Basf juntamente com a Embrapa Agrobiologia, de Seropédica (RJ).

O Muneo BioKit é formado pelo Muneo (da Basf) junto com o Aprinza (solução biológica da Embrapa) e tem significado mundial ao superar a condição limitante para as duas tecnologias, pois o uso de tecnologia química impedia a ação biológica disponível no solo para as plantas. Com o lançamento da união dessas duas tecnologias, a dificuldade foi superada.

Esse é o segundo passo no sentido de ganhos de produtividade na agricultura mundial depois que a dra. Johanna Döbereiner (já falecida) conseguiu, nos anos 60, estimular as funções dos rizóbios na disponibilidade do nitrogênio para a soja. Agora sua aluna, a Dra. Verônica Massena, também da Embrapa de Seropédica, conseguiu a adição das bactérias “nitrospirilum amazonensis” na forma de inoculante para a cultura da cana-de açúcar.

A técnica de utilizar bactérias que habitam as plantas e que pegam o nitrogênio que está no ar já é usada para o cultivo da soja. Contudo, a pesquisa utiliza uma bactéria diferente, brasileira, isolada da cana de açúcar e selecionada para produzir mais raízes, mais perfilhos, aumentar o estande de plantas, o sistema radicular e fazer com que a planta seja mais resistente a problemas climáticos.

As bactérias foram levadas para o laboratório e tiveram sua eficiência testada. Assim, elas compõem um inoculante aplicado em forma de spray que contém essas bactérias vivas em grande quantidade. Além disso, ele também oferece o controle químico em relação a pragas e outras doenças.

Fonte: Notícias Agrícolas