2 de junho de 2020

Cooperativas x Empresas! Por Riba Ulisses!

A Cooperativa Agroindustrial de Maringá (Cocamar), uma das potências do agronegócio brasileiro, lançou  sua marca de fertilizantes foliares, a Viridian.
A novidade foi apresentada em primeira mão, é claro, para os quinze mil cooperados da Cocamar, no lançamento da campanha de antecipação de compras de insumos para a próxima safra de verão.
É mais uma ousada tacada comercial da cooperativa que nasceu no norte do Paraná há 57 anos e hoje marca presença também em São Paulo e Mato Grosso do Sul.
Um negócio com 87 unidades de atendimento, que trabalha com grãos, laranja e café, produz óleos vegetais, cafés, néctares de frutas, bebidas a base de soja, maioneses, molhos, farinha de trigo, álcool doméstico, rações animais, suplementos minerais, farelos, fios têxteis e madeira tratada.
Que abraçou até uma rede de concessionárias da internacional John Deere na região.
Uma potência que faturou no ano passado 4,6 bilhões de reais.
Em 2020, quer chegar a 5,8 bilhões de reais.

O presidente da Cocamar, Divanir Higino, afirma que o objetivo é levar as melhores práticas e tecnologias ao cooperado, para aumentar a média da produtividade das lavouras deles.
É um caminho que mostra como o cooperativismo virou do avesso o agronegócio do nosso país.
Nasceu como um simples agrupamento de produtores rurais pobres que desejavam comprar insumos e vender melhor as safras.
Juntos.
Juntos na fartura e na dificuldade. Há mais de setenta anos.

O tempo passou e as cooperativas se transformaram em armazéns, trades de comércio internacional, bancos de crédito, indústria de carnes, óleos, sucos, temperos, postos de combustíveis, supermercados, distribuidores de insumos.
E não pararam mais de crescer.
Entraram no ramo de revenda de máquinas e implementos agrícolas, rações, fertilizantes, produção de pescados, ativos biológicos.
Vendem direto aos cooperados, às grandes redes de supermercados, exportam para mais de cem países.

São mais de mil e quinhentas espalhadas por todo o Brasil.
Movimentam perto de 150 bilhões de reais em negócios diretos, representam mais de um milhão de famílias, mantém perto de 200 mil empregos e pagam centenas de milhões de reais em impostos municipais, estaduais e federais.
Um universo bem representado pela Cocamar, que investiu sete milhões de reais para estruturar a unidade que vai produzir seis milhões de litros de fertilizantes por ano.
Nem a pandemia da Covide-19 alterou os planos.
E nem vai alterar.
A cooperativa se prepara para produzir também foliares sólidos.

Projeto total de automação e laboratório para pesquisa e desenvolvimento de novos produtos.
É a segunda indústria finalizada neste ano.
A primeira foi a de produção de rações, localizada no parque industrial da cooperativa, inaugurado em fevereiro passado.
Foco total na boa nutrição das plantas.
Nem sempre os cultivares conseguem absorver os nutrientes disponíveis no solo e a complementação é necessária.
O que pode render até 10% a mais para o agricultor.
Por isso os foliares vêm conquistando espaço rapidamente na agricultura brasileira, crescendo até 20% ao ano.

Cocamar.
Uma cooperativa?
Sim.
Uma empresa?
Sim, diferente.
Com algumas isenções fiscais, milhares de cientes-cooperados cativos e o detalhe de que o dono são todos os cooperados.
Inimigos das empresas privadas do setor?
Não.
Concorrentes?
Sim.
E dos bons.

Um braço cada vez mais vigoroso do Agro Brasil.
Por enquanto, um braço que só fez bem ao setor e ao país.

 

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