Com mais dúvidas que certezas, Bloco I do PNEFA (RO/AC) decide adiar a retirada da vacina contra febre aftosa

Com mais dúvidas que certezas, tendo em vista que das 102  ações previstas no Plano Estratégico do PNEFA/BLOCO 1, o estado de Rondônia cumpriu apenas 8% das exigências, sem falar que o estado do Acre também não cumpriu todas as exigências  do Plano estratégico para a implantação do Plano que vai tornar os estados de Rondônia, Acre e parte do Mato Grosso como áreas  livres de febre aftosa sem vacinação, o comitê do PNEFA  decidiu em reunião realizada no município de Porto Velho, nos dias 26 e 27, adiar o calendário inicialmente proposto. O comitê alegou que  o adiamento  foi devido as análises técnicas das ações previstas no Plano e para uma maior segurança no cumprimento  das ações. Essas análises técnicas inviabilizaram a implantação do programa na data prevista, que seria na segunda quinzena de Maio

O deputado estadual  Adelino Follador (DEM/RO)  membro da Comissão de Agropecuária e Politica Rural da ALE/RO disse  vai solicitar do IDARON/RO e a Secretária de Estado da Agricultura (SEAGRI/RO) toda a documentação referente a essas 102 ações, que Rondônia tem que cumprir, quais as que não foram cumpridas e o que ainda falta a cumprir. Folador está muito preocupado com as questões de logística, estruturas físicas, sanitárias, financeira e orçamentarias, para que tudo no final atenda principalmente aos pecuaristas,  a população consumidora de Rondônia e as nossas exportações de carne.

Adelino Follador disse que esta questão de tornar Rondônia estado livre de febre aftosa sem vacinação é muito sério, e precisa ser dirimidas todas as duvidas, para que os produtores não sejam prejudicados. Também lembrou da adequação da legislação estadual, e que vai acompanhar de perto esta questão, com ‘uma lupa na mão’.

Sobre a adequação da legislação estadual, o Dr Diego Vialez, Diretor da Divisão de febre aftosa do Ministério da Agricultura, falou que existe no Ministério da Agricultura um grupo de trabalho do qual faz parte, já em estado avançado, tratando dessa questão. E que primeiro serão  feitas mudanças na legislação federal, sendo que o passo seguinte será a vez da Assembleia Legislativa adequar a legislação estadual para fins legais do programa, dando o “Status” a Rondônia como “estado livre de febre aftosa sem vacinação”. Frisou, ainda, que o status será  confirmado após a reunião da OIE  (World Organizativo for Animal Health- Organização Mundial da Saúde Animal), daqui a 2 anos.

Estiveram presentes na Reunião do PNEFA em Porto Velho  (PNEFA 2017-2026), representantes do MAPA (Ministério da Agricultura e Abastecimento) , dirigentes das secretarias de estado da agricultura , diretores de órgãos públicos ligados ao setor do agro , além de  representantes de federações de agricultura dos estados e representantes do setor privado do AC, RO, MT e AM.

Fonte: Redação Folha e do Nortão