28 de junho de 2020

China pode crescer 7,5% até o fim do ano

A economia chinesa está mostrando sinais de uma recuperação relativamente forte e sustentada e deverá crescer no segundo e nos próximos trimestres, de acordo com um relatório do Fórum de Macroeconomia da China (CMF). No relatório, o Fórum prevê que a economia chinesa cresça 2,5%, 6,5% e 7,5% em termos anuais, no segundo, terceiro e quarto trimestre de 2020, respectivamente. Para o ano de 2020, é provável que o crescimento anual do PIB da China (anualizado) atinja cerca de 3%, disse o CMF, citando o apoio de políticas governamentais e a nova rodada de reformas. Ao concluir o fase inicial de recuperação econômica através da retomada de produção e restauração do lado da oferta da economia, a China está entrando na próxima fase de buscar expansão da demanda e lubrificar os fluxos circulares da economia, afirmou o relatório da CMF.

Como uma das primeiras economias a conter a epidemia e reiniciar a economia, a recuperação e a consolidação de fundações econômicas da China têm um significado norteador para a economia mundial, afirmou. No entanto, o relatório alertou que, em vez de romper a cadeia de suprimentos, a demanda insuficiente se tornou o maior obstáculo que dificulta a recuperação econômica da China, exortando esforços para expandir totalmente a demanda doméstica e restaurar o ciclo regular do mercado. O CMF também observou outros riscos e desafios, como incertezas no desenvolvimento da pandemia, o ambiente externo complicado, obstrução na transmissão de políticas e desaceleração do crescimento potencial.

Liu Xiaoguang, pesquisador da Universidade Renmin da China, um dos patrocinadores do fórum, sugeriu que, em vez de metas quantitativas de curto prazo, as políticas econômicas da China devem se concentrar em mudanças estruturais de médio e longo prazo para facilitar as perspectivas econômicas futuras.

Impulsionado pela produção, o lucro de grandes empresas industriais da China cresceu 6,0% em maio na comparação com o mesmo mês de 2019, indicando uma melhora considerável ante a retração de 4,3% de abril, segundo dados do Escritório Nacional de Estatísticas (NBS, pela sigla em inglês). No acumulado dos cinco primeiros meses de 2020, o lucro industrial do país recuou 19,3% na comparação com o mesmo período do ano passado.

Entre as principais razões para a melhoria, de acordo com o departamento de estatísticas, estão a menor pressão dos custos e o aumento da lucratividade. Os lucros em setores importantes, como processamento de petróleo, energia elétrica, indústria química e siderúrgico melhoraram significativamente, informou o departamento. O lucro da indústria de processamento de petróleo aumentou 8,9% em maio em relação ao ano passado. Os lucros no setor de energia aumentaram 10,9% em maio, em comparação com a queda de 15,7% em abril. “Embora os lucros industriais tenham crescido pela primeira vez este ano em maio, a demanda ainda é fraca sob o impacto da pandemia de covid-19, e precisamos de mais tempo para saber se esse movimento de recuperação nos lucros é sustentável”, disse Zhu Hong, estatístico sênior do NBS. A deflação industrial da China piorou em maio, com os preços de fábrica caindo em seu ritmo mais acelerado em mais de quatro anos, com a pandemia de coronavírus esmagando a demanda global por commodities, de acordo com dados oficiais divulgados no início deste mês.

 

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