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	<title>Matéria de Capa &#8211; AgroRevenda</title>
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	<description>A Plataforma de Conteúdo da Distribuição Agro</description>
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	<title>Matéria de Capa &#8211; AgroRevenda</title>
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		<title>Distribuição 2026: É hora de fazer o básico! E bem-feito!</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Leandro]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 27 Jul 2026 15:14:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Revista]]></category>
		<category><![CDATA[Matéria de Capa]]></category>
		<category><![CDATA[Edição 112]]></category>
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					<description><![CDATA[É um mercado que movimentou R$ 170 bilhões no ano passado, envolvendo insumos agrícolas e veterinários, centenas de indústrias produtoras, quase quatro mil revendas e milhões de agricultores e pecuaristas espalhados pelo país inteiro. Uma cadeia que contribui substancialmente com o sucesso do Agro Brasil, segmento responsável por mais de R$ 3 trilhões do Produto [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p data-path-to-node="2">É um mercado que movimentou R$ 170 bilhões no ano passado, envolvendo insumos agrícolas e veterinários, centenas de indústrias produtoras, quase quatro mil revendas e milhões de agricultores e pecuaristas espalhados pelo país inteiro. Uma cadeia que contribui substancialmente com o sucesso do Agro Brasil, segmento responsável por mais de R$ 3 trilhões do Produto Interno Bruto (PIB) do país. Um trabalho fundamental para construir em cinquenta anos a quarta maior força produtiva do planeta.</p>
<p data-path-to-node="3">Parceria sólida e inteligente entre os três atores do campo. Os três subindo o mapa do Brasil em direção ao Cerrado, conquistando o solo e ampliando os horizontes de plantio. Confiança, relacionamento diário, assistência técnica fiel e a invenção maior, o barter, troca de commodity por insumos, permitindo ao homem do campo reduzir a exposição às oscilações financeiras e trazer maior previsibilidade ao custo de produção, fechando a relação de troca no momento da compra do insumo, geralmente entre abril e maio, travando parte relevante dos custos, mesmo que a entrega do grão ocorra meses depois, na colheita.</p>
<p data-path-to-node="4">Entretanto, as crises não faltaram. Secas medonhas, enchentes, preços de grãos despencando no mercado internacional. O inverso também ocorreu. O momento mais sublime foi o salto gigantesco nos valores das commodity nos anos 2010, depois da entrada da China na Organização Mundial do Comércio (OMC).</p>
<p data-path-to-node="5">Jorrou dinheiro na fazenda nacional. E os bons tempos seguiram firmes. Até os dois primeiros anos desta década. Mas, a partir de 2023, muitos agentes erraram na mão ao contratar financiamentos sem planejamento, sem critérios condizentes com o tamanho do negócio, apostando tudo em retornos garantidos pelo mercado. Foi o gatilho para iniciar uma enxurrada de atrasos no pagamento de contratos. E de consequentes pedidos de recuperação extrajudicial e judicial. Notadamente de produtores rurais. Até mesmo aqueles que são cooperados, verdadeiros donos da instituição, já contemplados pela legislação com figuras como o ato cooperado (operações realizadas para cumprir a finalidade social das cooperativas. Ato que não constitui compra e venda). Um tsunami. E a enxurrada de calotes afetou diretamente a estrutura dos distribuidores.</p>
<p data-path-to-node="6">Os juízes brasileiros, pouco conhecedores das inúmeras realidades do agronegócio, viram-se em meio a uma série de análises complexas. A lei protege o devedor do agronegócio assim como o direito de um credor não seguir financiando a atividade de um devedor. O tripé ‘indústria financia o distribuidor que empresta ao agropecuarista’ ficou manco. “A gente não consegue calcular o volume de dinheiro que circulou nessa ciranda produtiva nos últimos três anos. Porém, muita gente vai ficar pelo caminho. O restante vai aprender pela pior maneira: a dor”, reflete Pauliane Oliveira, advogada especializada em crédito rural.</p>
<p data-path-to-node="7">Mas é imperioso reconhecer que, neste mesmo período, o país bateu recorde de colheita durante três anos consecutivos. Nesta jornada, algo perto de 360 milhões de toneladas. Mesmo com momentos adversos castigando indústrias e revendas. “Estamos voando contra o vento há quatro anos, como os aviões fazem. E segurando o agro. Chegou a hora de pensarmos em melhores estratégias, dentro de casa e para o mercado. Vamos sobreviver. Como sempre”, analisa com otimismo Roni Ferrarin, Diretor Presidente da Agro Import, que nasceu em 2003 e é especializada em produtos de proteção aos cultivos e nutrição de plantas, parte do Grupo Ferrarin, de mais de 50 anos de atuação.</p>
<p data-path-to-node="8">“A safra é recorde, o pior passou, mas ainda há problemas com crédito, dívidas, seguro, preços de mercado e recuperações judiciais. O panorama é complexo, difícil, mas também vem ajudando na profissionalização do setor. Para bancos, cooperativas, produtores e distribuidores”, completa.</p>
<p data-path-to-node="9">“Estamos correndo bastante, mas bastante satisfeitos de estar ao lado dos nossos amigos distribuidores, com quem tudo começou, e enfrentar esse ano desafiador. É o ano do básico bem-feito”, concordou Carlos Barboza, Presidente da Aliare, empresa de plataformas de gestão para revendas, responsável por 40 mil usuários e 40% de participação entre os maiores distribuidores do país.</p>
<p data-path-to-node="10">Todo esse caldeirão alimentou a noite de posse do novo Conselho Diretor da Associação Nacional dos Distribuidores de Insumos Agrícolas e Veterinários (ANDAV). Agora comandado pelo empresário Marcos Chaves, dono da revenda Apoio Agrícola, que atua no Espírito Santo e Rio de Janeiro e já é associado à entidade desde 2007. Ele substitui José Hara. A solenidade teve a participação de executivos de distribuidoras, políticos, fornecedores de serviços, lideranças de entidades e profissionais das indústrias. De cara, Oswaldo Abudi Filho, ex-presidente do Conselho Diretor da entidade e Diretor da Casafertil, revenda com 26 anos de trabalho, deu o recado. “Sim, podemos viver uma crise, mas a gente supera. E, juntos, fazemos melhor”.</p>
<p data-path-to-node="11">E recebeu o apoio de Guilherme Campos, Secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA). “A Andav tem um papel fundamental nessa retomada. Sem insumos para a parte vegetal e animal, fica tudo comprometido. Com a taxa de juros ainda pesada, alta, e uma guerra que complica o trânsito de produtos primordiais para o campo. É um ano para ajustar novos voos, ainda mais altos”.</p>
<p data-path-to-node="12">E o trabalho de base, arrumar a casa, vem convivendo com resultados satisfatórios e outros surpreendentes. “A safra de soja foi boa no Rio Grande do Sul, depois de três anos. O produtor começa a ficar um pouco menos sufocado. Vai vender, ter uma margem e usar parte para começar a pagar as dívidas contraídas desde 2023. E em todos os casos, as parcerias precisam seguir e mostrar vitalidade e coragem”, afirmou Toni Ferrarin, irmão do Roni e também executivo da GF Máquinas.</p>
<p data-path-to-node="13">Receita semelhante foi adotada pela tradicional cooperativa gaúcha Cotrijal, de 16 mil associados e 66 anos de atuação. “Aqui, no Estado, fizemos um enxugamento na questão do crédito e iniciamos uma ação com outras cooperativas para ampararem melhor o produtor no caso do seguro. Temos regiões que sofreram com o clima e muitos agricultores voltaram para a Pecuária. Porém, eles vão permanecer precisando de tecnologia para produzir bem, vencer as dificuldades. No caso do Centro Sul, onde chove menos, pensar em irrigação é fundamental. De maneira geral, precisaremos de uns três anos para equacionarmos os problemas dos pagamentos das dívidas”, contextualizou Marcelo Ivan Schwalbert, Diretor Financeiro da Cooperativa.</p>
<p data-path-to-node="14">Esse padrão ‘pé no chão’ também é parte das recomendações do reconhecido pesquisador do agro brasileiro e mundial, Marcos Fava Neves, professor da Universidade de São Paulo e executivo da Consultoria Markestrat e da Universidade Harven Business School. “O mundo está turbulento, mas vai precisar de alimentos nos próximos trinta anos. Há boa perspectiva para a maioria dos nossos produtos. O Brasil é a cozinha do planeta e vai atender a urbanização, o aumento da renda per capita e do consumo de proteína animal. Agora, o Agro precisa concentrar-se em tudo o que reflete no seu negócio. Clima, guerras, custos de produção, problemas sanitários, mão-de-obra, endividamento. Tudo precisa estar no radar dos planejamentos, dos desenhos estratégicos dos empreendedores rurais”, alertou.</p>
<p data-path-to-node="15">E diz mais. “A situação ainda é favorável, mas exige cuidado. Preço bom demais não é bom. Uma hora a conta chega. Todo empreendimento necessita de proposta de valor clara, definir lucro por hectare, entregar resultado, buscar excelência, estratégia financeira. Fique melhor antes de ficar maior. Inove tecnologicamente. Exerça liderança, humanização, sustentabilidade lucrativa. Tem que pensar na jornada do mercado alvo”, arremata.</p>
<p data-path-to-node="16">E há, sim gente seguindo bem durante a tempestade de dívidas’. “A Andav, como a gente, também fez 35 anos. E é uma continuidade. Nada resiste ao trabalho. Tem crises, mas a gente supera. E seguimos firme com a ajuda de nossas equipes”, garante Manfred Schmid, Diretor da Agrotis Agroinformática, empresa com três décadas de experiência no mercado de softwares e mais de oito mil usuários.</p>
<p data-path-to-node="17">“Estamos seguindo, fechamos 2025 com R$ 10,5 bilhões e vamos avançar mais um pouquinho neste ano. Agora com o Paraná forte e a exportação de soja. Existem desafios grandes, mas nunca foi fácil. O que é fácil já foi feito”, brincou Júlio Chudzik, Diretor Comercial de Insumos da Ouro Safra, gigante que atua em São Paulo, Minas Gerais, Paraná, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás com armazéns, escritórios, lojas de insumos e comércio de grãos. Uma postura ousada também para quem atua globalmente, como a ainda jovem Agriconnection Fertilizers, corporação que atua para facilitar o acesso de produtores a fertilizantes em 80% dos estados brasileiros. “Estamos sempre ao lado da Andav e trabalhamos para atender os agricultores com presteza e produtos de alta qualidade, que revertem em bons negócios”, afirmou Flávio Mata, Presidente da empresa.</p>
<p data-path-to-node="18">Pessoal tradicional também vem brilhando, com muitos lançamentos, projeto com metas de três anos. “Estamos de vento em popa. Trabalhando muito, projeto de inovação de três anos. No ano passado, foram quatorze produtos novos e temos mais para este ano. Tudo dando bons frutos”, revelou Everton Campos, Diretor de Inovação e Marketing da Casa Bugre.</p>
<p data-path-to-node="19">Os agentes da cadeia produtiva também investem pesado em diversificação de culturas nas áreas dos clientes produtores, para aumentar as margens das fazendas, integrações, os rodízios de culturas, as soluções de produção energética, com tratamento e utilização de resíduos, oferta de combustíveis sustentáveis, novas tecnologias, economia de recursos e gestão total, diária e minuciosa em cada etapa de trabalho no campo e fora dele. Para agricultores, pecuaristas, revendas, cooperativas, usinas, etc.</p>
<p data-path-to-node="20">Além de uma aposta renovada em um modelo histórico de financiamento das safras neste país. O Barter, a troca de grãos por insumos.</p>
<p data-path-to-node="21">“O produtor sente o impacto em margens reduzidas, dificuldade de acesso ao crédito e o custo elevado dos insumos. Ele planta em outubro e só colhe em fevereiro ou março, convivendo 180 dias com a variação do preço da commodity, do câmbio e do mercado externo. Quando utiliza o barter, consegue transformar o grão na sua moeda e proteger o custo de produção”, avalia Luiz Sarzedas, supervisor de Crédito e Cobrança do Grupo Conceito, que trabalha no Sudoeste goiano com venda de insumos, armazenagem e comercialização de grãos, armazém, produção própria de grãos e venda de semente de soja própria. Ele destaca que operações estruturadas antecipadamente permitiram, na safra atual, ganhos adicionais de até R$ 15 por saca em comparação a quem ficou exposto ao mercado. O que representa um impacto expressivo no resultado, especialmente em áreas maiores. “A relevância da estratégia é maior quando comparada a ciclos anteriores. Em 2021 e 2022, a saca de soja chegou a valer quase R$ 190 no momento da colheita. Com preços menores, o produtor enfrenta uma queda acentuada no poder de compra, ao mesmo tempo em que os custos de insumos e serviços aumentaram. Nesse cenário, travar custos deixou de ser apenas uma opção e passou a ser uma necessidade de gestão.</p>
<p data-path-to-node="22">Só que é importante que o agricultor conte com suporte técnico durante todo o ciclo, com orientações para a tomada de decisões mais seguras, desde a contratação até a entrega do grão”, reforça Sarzedas.</p>
<p data-path-to-node="23">São exemplos que demonstram a confiança de quem acredita que o momento é crítico para muitos produtores, revendas e indústrias, mas o segmento vai sofrer e aprender as lições. “Com ciência de um lado, tecnologia, distribuidor levando e produtor executando, será um capítulo a mais na história tão vitoriosa do nosso agro. Não tem como dar errado. E a Embrapa vai permanecer ajudando como uma instituição que mantém a chama acesa, praticamente em todos os estados brasileiros. Assim, os bons resultados vão ser perpétuos”, garante Gustavo Spadotti, Diretor Geral da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) Territorial. “Confiamos que virão novas normativas, sempre que necessário, para uma atuação mais homogênea e equilibrada da Justiça brasileira para a melhor resposta aos casos de pedidos de recuperação judicial por parte de agentes do agronegócio. O que vai ajudar a azeitar ainda mais os negócios rurais”, determinou José Ramos da Rocha Neto, Vice-Presidente do Banco Bradesco.</p>
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		<title>Eles constroem o legado do agro</title>
		<link>https://agrorevenda.com.br/revista/materia-de-capa/eles-constroem-o-legado-do-agro/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Leandro]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 17 Apr 2026 17:38:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Matéria de Capa]]></category>
		<category><![CDATA[Edição 111]]></category>
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					<description><![CDATA[Profissionais que passaram 30, 40 ou até 50 anos dentro de uma mesma organização mostram que o agronegócio também é feito de trajetórias longas, relações de confiança e aprendizados que atravessam gerações Há carreiras que se constroem em ciclos curtos e mudanças frequentes. Outras seguem um caminho diferente: o da permanência, da construção paciente e [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[		<div data-elementor-type="wp-post" data-elementor-id="126472" class="elementor elementor-126472" data-elementor-post-type="post">
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									<p><strong><em>Profissionais que passaram 30, 40 ou até 50 anos dentro de uma mesma organização mostram que o agronegócio também é feito de trajetórias longas, relações de confiança e aprendizados que atravessam gerações</em></strong></p>								</div>
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									<p>Há carreiras que se constroem em ciclos curtos e mudanças frequentes. Outras seguem um caminho diferente: o da permanência, da construção paciente e do compromisso com um projeto que atravessa décadas. Em um mundo cada vez mais acelerado, histórias assim parecem quase fora de época — mas continuam sendo fundamentais para entender como organizações sólidas se formam.</p><p>No agronegócio brasileiro, muitos dos avanços que transformaram empresas e cooperativas nasceram justamente desse tipo de trajetória. São profissionais que acompanharam diferentes fases do setor, enfrentaram crises, mudanças tecnológicas e novos ciclos econômicos, enquanto ajudavam a construir instituições que hoje fazem parte da estrutura do agro nacional.</p><p>Algumas dessas trajetórias começaram de forma quase improvável. Nei César Manica, presidente da Cotrijal, entrou na cooperativa em 1972 como contínuo e construiu uma carreira que atravessa mais de meio século dentro da mesma organização. Ao longo desse período, acompanhou a transformação da cooperativa e idealizou a Expodireto Cotrijal, hoje uma das maiores feiras do agronegócio da América Latina. Para ele, o verdadeiro legado profissional se mede pelo que se constrói ao longo do tempo: “Quando a gente chegar ao final da caminhada, precisa olhar para trás e ver se deixou uma marca.”</p><p>A ideia de construir algo duradouro também está presente na trajetória de Roberto Motta, que há mais de 30 anos participa da expansão da Agro Amazônia, uma das maiores distribuidoras de insumos do país. Ao ingressar na empresa, em 1995, o Mato Grosso ainda não era a potência agrícola que se tornaria nas décadas seguintes. Motta acompanhou essa transformação de dentro da companhia e costuma lembrar que o negócio da distribuição exige disciplina e proximidade com o campo. “Você tem que entender as dores e os problemas do cliente para oferecer soluções”,  afirma.</p><p>A mesma lógica de construção paciente aparece na história de José Geraldo da Silveira Mello, vice-presidente do Conselho de Administração da Coopercitrus. Na cooperativa desde 1978, ele  participou da estruturação da área de máquinas agrícolas e testemunhou o crescimento da organização de quatro lojas e menos de mil cooperados para uma das maiores cooperativas do país.  “Realmente eu não imaginava essa longevidade, mas tudo isso demonstrou a minha dedicação e a minha paixão pelo cooperativismo”, resume.</p><p>No setor financeiro, a trajetória de Amadeu Emílio Suter Neto mostra que essa permanência também pode ocorrer em ambientes altamente competitivos e em constante transformação. Diretor regional do Bradesco no interior paulista, ele está no banco desde 1985, acompanhando por dentro a revolução tecnológica que transformou o sistema bancário nas últimas décadas. Para ele, carreiras longas são resultado de evolução contínua. “Você não chega a diretor de um dia para o outro. É uma construção”, afirma.</p><p>Histórias como essas ajudam a lembrar que o agronegócio é um setor construído no longo prazo. O campo ensina, desde cedo, que há tempo de plantar e tempo de colher. Essa mesma lógica também se aplica às organizações e às carreiras que ajudam a sustentá-las.</p><p>O jornalista e empreendedor Carlos Alberto da Silva, o Carlão da Publique, que se aproxima de quatro décadas à frente do Grupo Publique, costuma resumir essa ideia com uma metáfora simples inspirada no próprio agro. “No agronegócio aprendemos desde cedo que as coisas importantes levam tempo. O campo ensina exatamente isso: plantar, cuidar, esperar e colher.”</p><p>Mais do que permanência profissional, essas trajetórias revelam algo ainda mais valioso: a construção de relações de confiança, cultura organizacional e visão de longo prazo. São histórias que atravessam transformações tecnológicas, mudanças econômicas e novas gerações de profissionais, mas permanecem guiadas por valores como trabalho, disciplina, proximidade com as pessoas e compromisso com o desenvolvimento do setor.</p><p>Para quem está chegando agora ao agronegócio, elas também funcionam como uma espécie de mapa. Mostram que o sucesso raramente é resultado de um momento isolado, mas de uma caminhada construída ao longo do tempo.</p><p>Porque, assim como no campo, as melhores colheitas também precisam de tempo para florescer. Confira nas próximas páginas um pouco da história e valores de alguns &#8211; entre tantos &#8211; desses importantes personagens do agro brasileiro.</p><p>Confira abaixo um pouco da história e valores de alguns &#8211; entre tantos &#8211; desses importantes personagens do agro brasileiro.</p>								</div>
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					<h3 class="elementor-heading-title elementor-size-default">Meio século de construção</h3>				</div>
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					<h4 class="elementor-heading-title elementor-size-default">Nei César Manica</h4>				</div>
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									<p>Presidente da Cotrijal há trinta anos, está há mais de cinco décadas na cooperativa, onde começou como contínuo em 1972. Idealizador da Expodireto, se tornou referência no cooperativismo brasileiro</p>								</div>
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									<p><span style="font-size: 1.1rem;">Há trajetórias profissionais que ajudam a explicar a própria evolução de setores inteiros da economia. No cooperativismo agropecuário brasileiro, uma dessas histórias é a de Nei César Manica, presidente da Cotrijal e idealizador da ExpodiretoCotrijal, uma das maiores feiras do agronegócio da América Latina. Ao longo de mais de cinco décadas de atuação dentro da mesma</span></p><p>organização, ele construiu uma carreira que mistura persistência pessoal, visão estratégica e uma convicção permanente sobre o papel das pessoas — especialmente produtores, jovens e famílias — na sustentação do agro brasileiro.</p><p>A relação de Manica com a cooperativa começou em 1972, quando ingressou na Cotrijal como contínuo. Mas a história que o levou até ali começa alguns anos antes, quando ainda era estudante<br />em Porto Alegre e sonhava com uma carreira no futebol. A experiência no esporte, aliás, marcou profundamente sua visão de vida — inclusive por causa de um episódio que ele costuma contar como uma das lições mais importantes da juventude.</p><p>“Fui estudar em Porto Alegre em 1969 e joguei dois anos nas categorias de base do Grêmio”, recorda. O sonho de seguir no futebol acabou interrompido quando ele foi convocado para o serviço militar, em 1971. Durante esse período, participou como motorista de uma comitiva oficial em um evento agrícola no Rio Grande do Sul. Dentro do carro estavam dois generais que haviam descoberto que o jovem soldado era jogador de futebol.</p><p>Manica lembra que teve diversas oportunidades de pedir ajuda para voltar ao clube, mas não teve coragem. “Na primeira, segunda, terceira, quarta, na oitava oportunidade eu fiquei com medo. A gente tinha aquele receio de jovem”, relata. Somente ao final da viagem um dos generais fez um comentário inesperado: “Quando tu voltar ao Grêmio e for da categoria adulta, vou assistir à tua estreia”.</p><p>Mais tarde, ele descobriria que aquele oficial era João Batista Figueiredo, que anos depois se tornaria Presidente da República. A história virou uma espécie de ensinamento permanente em sua<br />vida. “Eu aprendi uma coisa muito importante: você não pode ter medo de perguntar e não pode desistir no primeiro ‘não’”, afirma.</p><p>Se o destino no futebol acabou ficando para trás, foi no cooperativismo que Manica encontrou o espaço para construir sua trajetória. Ao retornar para Não-Me-Toque (RS), cidade onde sua família vivia da agricultura, ele ingressou na Cotrijal e passou a percorrer praticamente todas as etapas da estrutura da cooperativa.</p><p>“Comecei como contínuo no setor de repasse e depois fui galgando gradativamente algumas funções”, relembra. Com o passar dos anos, assumiu responsabilidades crescentes, passando por coordenação e gerência. Ao mesmo tempo, ajudou a estruturar novas áreas dentro da organização, como a suinocultura e a bacia leiteira.</p><p>Sua atuação também se estendeu ao sistema cooperativo de crédito. Em 1981, participou da fundação da cooperativa de crédito ligada à Cotrijal, em um período de reorganização do sistema no Rio Grande do Sul. “Quando foi reativado o sistema de crédito do Estado, eu fui fundador da nossa cooperativa de crédito”, conta.</p><p>A experiência acumulada ao longo dessas duas décadas abriu caminho para uma nova etapa na carreira. Em 1988, Manica assumiu a diretoria financeira e administrativa da Cotrijal. Sete anos  depois, em 1995, foi eleito presidente da cooperativa pela primeira vez — cargo que ocupa até hoje.</p><p>Desde então, a organização passou por uma transformação profunda. Na época em que ele assumiu a presidência, a cooperativa atuava em apenas seis municípios. Hoje, a Cotrijal está presente em mais de cinquenta cidades e reúne milhares de produtores associados, além de uma estrutura empresarial robusta.</p><p>“No último ano faturamos R$ 4,9 bilhões, temos 2.700 colaboradores e mais de 17 mil associados”, destaca.</p><p><strong>FEIRA NASCEU COM O SÉCULO 21</strong><br />Entre as muitas iniciativas que marcaram esse período, uma se tornou símbolo da visão estratégica do dirigente: a criação da ExpodiretoCotrijal, lançada no ano 2000 e transformada, ao longo do tempo, em um dos principais eventos do agronegócio brasileiro.</p><p>A ideia nasceu a partir das viagens que Manica fazia pelo Brasil e pelo exterior, observando feiras e eventos ligados ao setor. Aos poucos, começou a desenhar mentalmente o que poderia se tornar uma vitrine tecnológica voltada especialmente para os produtores rurais.</p><p>“Eu viajando muito o mundo e o Brasil, comecei na minha cabeça a construir junto com a equipe essa grande feira”, conta. Hoje, ele afirma conhecer cada detalhe da área que abriga o evento. “Sei palmo por palmo, pedra por pedra o que há nesses 132 hectares.”</p><p>Para ele, no entanto, nenhuma realização é fruto de um esforço individual. Ao falar da trajetória da cooperativa, Manica faz questão de destacar o trabalho coletivo construído ao longo das décadas. “Nada se faz sozinho”, costuma repetir.</p><p>Segundo ele, o crescimento da Cotrijal é resultado da atuação conjunta de dirigentes, conselhos, colaboradores e produtores associados. “Temos uma equipe estruturada de gerentes, superintendentes, conselhos e lideranças”, afirma.</p><p>Essa visão também se reflete na forma como ele descreve sua relação com a cooperativa. Mais do que um local de trabalho, a organização se tornou uma espécie de extensão da própria família.</p><p>“Eu construí a minha segunda família dentro da Cotrijal”, diz.</p><p>Mesmo após décadas de atuação e já avô de sete netos, Manica afirma que ainda encontra motivação para seguir trabalhando. “Sempre digo que a idade avança, mas o que vale é o espírito. Me sinto um jovem de 50 anos com toda a vontade de contribuir”, afirma.</p><p>O dirigente acredita que o verdadeiro legado profissional se mede pela contribuição deixada para as próximas gerações. “Quando a gente chegar no final da caminhada, temos que olhar para trás e ver se deixamos uma marca, alguma coisa importante”, diz. “Triste vai ser quem olhar para trás e não fez nada.”</p><p><strong>TECNOLOGIA E EXPERIÊNCIA</strong><br />Essa preocupação com o futuro aparece de forma ainda mais clara quando ele fala sobre os jovens que começam a assumir funções nas empresas e organizações do agronegócio. Para Manica,<br />a nova geração vive em um cenário radicalmente diferente daquele que ele encontrou ao iniciar a carreira.</p><p>“Nesses longos anos houve uma mudança muito grande em tecnologia, inovação e comunicação”, observa. “Hoje existe uma facilidade muito grande que nós não tínhamos no passado.”</p><p>Ao mesmo tempo, ele acredita que o desafio está em aproximar gerações diferentes dentro das organizações. Para isso, defende uma convivência baseada no respeito e na troca de experiências.</p><p>“Sempre digo para os jovens: nunca deixem de ouvir os mais experientes. Depois de ouvir, tomem as decisões de vocês”, aconselha.</p><p>A mensagem que costuma transmitir aos mais novos mistura incentivo e responsabilidade. “Aproveitem a juventude, estudem, busquem conhecimento, mas não deixem de ter humildade”, afirma. Para ele, essa característica é essencial em qualquer liderança. “O grande líder é aquele que é humilde, não é aquele que tem soberba.”</p><p>Entre todos os valores que orientam sua trajetória, há um que aparece com frequência nas reflexões do dirigente: a importância da família como base de formação humana.</p><p>“Nosso alicerce sempre é a família”, afirma. Para Manica, muitos dos problemas sociais que se observam hoje têm relação direta com fragilidades nesse ambiente. “Tudo tem uma origem”, diz.</p><p>Ao mesmo tempo, ele defende que o país precisa buscar mais equilíbrio nas relações sociais e políticas. “Não pode haver esse rancor, esse ódio que se vê hoje. Isso não leva a lugar nenhum”, observa.</p><p>Dentro desse contexto, ele atribui papel relevante também à imprensa especializada e aos formadores de opinião no fortalecimento do agronegócio brasileiro. Ao falar da Expodireto, costuma mencionar os quatro pilares que, em sua visão, sustentam o sucesso do evento.</p><p>“O expositor, o patrocinador, o produtor e a mídia”, resume.</p><p>Mais de meio século depois de entrar na cooperativa como contínuo, Manica segue movido pela mesma ideia que o levou a construir sua carreira dentro do sistema cooperativo: a de que o  desenvolvimento do agro passa, inevitavelmente, pela capacidade de trabalhar em conjunto.</p><p>“Temos que olhar para frente e ver o que podemos fazer para ajudar as pessoas”, diz.</p><p>Uma visão que ajuda a explicar por que, mesmo depois de décadas de liderança, ele ainda fala sobre o futuro com a energia de quem continua acreditando que há muito por construir.</p><p>Analisei o texto completo da matéria do Nei Manica e identifiquei alguns eixos narrativos muito fortes: trajetória pessoal, liderança cooperativista, criação da Expodireto, visão sobre jovens e  valores humanos. A partir disso, seguem sugestões de boxes complementares que enriquecem a reportagem sem repetir o que já está no texto principal.</p>								</div>
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					<h3 class="elementor-heading-title elementor-size-default">A COTRIJAL HOJE</h3>				</div>
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									<p>A cooperativa se transformou profundamente ao longo das últimas décadas.<br /># Faturamento: R$ 4,9 bilhões<br /># Cooperados: mais de 17 mil produtores<br /># Colaboradores: cerca de 2.700 profissionais<br /># Municípios atendidos: mais de 50<br /># Área de atuação: grãos, leite, suinocultura, insumos e assistência técnica<br />Hoje, a Cotrijal está entre as cooperativas agropecuárias mais relevantes do Sul do Brasil.</p>								</div>
				</div>
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				<div class="elementor-element elementor-element-521bca8 elementor-widget elementor-widget-heading" data-id="521bca8" data-element_type="widget" data-e-type="widget" data-widget_type="heading.default">
					<h3 class="elementor-heading-title elementor-size-default">EXPODIRETOCOTRIJAL: UMA FEIRA QUE VIROU REFERÊNCIA</h3>				</div>
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									<p>Criada no ano 2000, a ExpodiretoCotrijal nasceu da ideia de construir um espaço de difusão de tecnologia voltado diretamente aos produtores rurais.</p><p>Hoje o evento ocupa 132 hectares em Não-Me-Toque (RS) e se consolidou como uma das principais feiras do agronegócio da América Latina, reunindo empresas, pesquisadores, autoridades e produtores de diversas regiões do Brasil e do exterior. Segundo Manica, o sucesso do evento se sustenta em quatro pilares:<br /># o expositor<br /># o patrocinador<br /># o produtor<br /># a mídia</p>								</div>
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					<h3 class="elementor-heading-title elementor-size-default">AS LIÇÕES DE LIDERANÇA DE NEI MANICA</h3>				</div>
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									<p>Ao longo de mais de cinco décadas no cooperativismo, o dirigente costuma destacar alguns princípios que considera essenciais para quem deseja liderar organizações no agro:<br /># não ter medo de perguntar ou buscar oportunidades<br /># construir relações de confiança ao longo do tempo<br /># valorizar o trabalho coletivo<br /># manter humildade no exercício da liderança<br /># aprender com as gerações mais experientes</p>								</div>
				</div>
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					<h3 class="elementor-heading-title elementor-size-default">O DESAFIO DAS NOVAS GERAÇÕES NO AGRO</h3>				</div>
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									<p>Para Nei Manica, o agronegócio brasileiro vive uma transição geracional importante.</p><p>A nova geração chega ao setor em um ambiente marcado por tecnologia, inovação e acesso rápido à informação — um cenário muito diferente daquele encontrado pelas lideranças que iniciaram carreira décadas atrás.</p><p>Ao mesmo tempo, ele acredita que a experiência acumulada pelas gerações anteriores continua sendo fundamental.</p><p>“Precisamos conciliar a experiência de quem viveu o passado com a energia da nova geração.”</p>								</div>
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		<item>
		<title>Semente é vida, alimento e planeta</title>
		<link>https://agrorevenda.com.br/revista/semente-e-vida-alimento-e-planeta/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Leandro]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 26 Nov 2025 09:54:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Revista]]></category>
		<category><![CDATA[Edição 110]]></category>
		<category><![CDATA[Matéria de Capa]]></category>
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					<description><![CDATA[O insumo alicerce das safras é um dos três mais vendidos pelas revendas, carrega tecnologia crescente e é chave para produtividade e meio ambiente Ela é a razão de tudo no campo. Alimento para seres humanos e animais. Mas tem inimigos conhecidos e perigosos. As oscilações do clima, pragas e doenças que resultam em perda [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><i><span style="font-weight: 400;">O insumo alicerce das safras é um dos três mais vendidos pelas revendas, carrega tecnologia crescente e é chave para produtividade e meio ambiente</span></i></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ela é a razão de tudo no campo. Alimento para seres humanos e animais. Mas tem inimigos conhecidos e perigosos. As oscilações do clima, pragas e doenças que resultam em perda de qualidade e produtividade das lavouras. E mais. O Brasil é feito de diferentes tipos de regiões, clima e solos. Logo, ela precisa ser cada vez mais resistente, num processo complexo que envolve melhoramento genético, adaptação, seleção de variedades com características específicas para prosperar em diferentes ambientes e carregar em si inovações que a fortaleçam. Semente. Óvulo maduro e fecundado das plantas gimnospermas ou angiospermas. Cultivada há doze mil anos. Como é vista hoje? Como semente da agricultura moderna e sustentável. Combina produtividade, resistência e qualidade. É melhorada geneticamente ou tratada com tecnologias avançadas que aumentam seu desempenho em diferentes condições de cultivo. Apresenta maior vigor germinativo e melhor aproveitamento dos nutrientes do solo. O produtor colhe mais e melhor em menos área. Contribui para o uso eficiente dos recursos naturais e para a preservação ambiental. E podem ser resistentes a pragas, doenças e estresses climáticos, como seca ou excesso de chuvas. O que resulta no uso de menos defensivos e garante uma produção mais estável, mesmo em condições adversas. Sem falar na uniformidade das lavouras. Facilita o manejo, a colheita e o planejamento da produção, refletindo diretamente na qualidade final dos grãos, frutas ou hortaliças. Ainda contribui para a inovação no campo, associadas a sistemas de agricultura de precisão, que utilizam sensores, drones e softwares para monitorar o desenvolvimento das plantas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“O que o produtor busca hoje? Rentabilidade de uma cultivar que realmente produza em sua área, seja rentável e pague as contas da fazenda. Já, nós, buscamos sempre desenvolver materiais mais resistentes e adaptados para cada região. Cultivar certa, na região correta, vai influenciar positivamente a produtividade”, resumiu o coordenador comercial da Latitude Genética de Sementes, Taiuan Bruno Almeida Gomes. A empresa conta com mais de 3 mil combinações anuais de germoplasmas, um crescente número de progênies testadas e tecnologias avançadas como RR2PRO, Enlist-Conkesta e Xtend. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A palavra mágica é Ciência. E o tratamento de sementes industrial (TSI) tem ganhado protagonismo. Soluções que combinam recobrimento uniforme, resistência da película e fluidez operacional transformando a forma como sementes são preparadas antes de chegar ao campo. Para culturas como soja, milho, sorgo, trigo, arroz e algodão. Polímeros e pós secantes proporcionam melhor estabilidade da película, menor perda de material e maior fluidez nos processos industriais, otimizando o tempo de plantio e reduzindo perdas operacionais.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“O tratamento é uma etapa estratégica para garantir a qualidade do insumo e a segurança do plantio. Aumenta a eficiência operacional do produtor e contribui ativamente na proteção das sementes”, defende Milton Ribeiro, da Laborsan Agro, empresa brasileira com quase três décadas de atuação e que mantém o Centro de Tecnologia e Inovação em Sementes (CTIS) e parcerias com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), universidades e fundações regionais. </span>As opções <span style="font-weight: 400;">de recobrimento vêm crescendo globalmente, atingindo US$ 2,6 bilhões em 2023 e com potencial para alcançar US$ 5 bilhões até 2032. Crescimento médio de 7,27% ao ano.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Método mais do que recomendado pela Embrapa. Uma das melhores formas de começar bem a lavoura, criando uma barreira inicial contra fungos oportunistas, proteção boa germinação e uniformidade. “A distribuição irregular das chuvas e os períodos prolongados de altas temperaturas criam condições ideais para o desenvolvimento e a propagação de fungos em estados como Maranhão, Tocantins, Piauí, Bahia, Pará e Mato Grosso. E a expectativa é de que continue assim”, destaca Rafael Toscano, gerente técnico da Orígeo, uma sociedade entre a Bunge e UPL, especializada em soluções sustentáveis e gestão integrada para o Cerrado. Uma das principais doenças é a antracnose, causada por fungos do gênero Colletotrichum, que ataca sementes, plantas recém-germinadas e plantas adultas, provocando manchas escuras, necrose e queda prematura de folhas e vagens. A variação climática dificulta a definição do calendário de plantio e favorece surtos de doenças. Uma condição que deve prevalecer no Cerrado, de acordo com o Zoneamento Agrícola de Risco Climático (ZARC), do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A onda TSI atingiu um marco histórico no Brasil. Pela primeira vez, mais da metade das sementes de soja comercializadas foram tratadas de forma industrial na última safra, superando o tratamento realizado diretamente na fazenda. A Boa Safra Sementes, referência nacional em qualidade e inovação, celebra esse avanço como resultado de uma mudança cultural no campo e do reconhecimento do TSI como essencial para produtividade, segurança e sustentabilidade. Impedindo riscos como dosagem imprecisa, exposição de trabalhadores a produtos químicos e falta de padronização. “É um momento de transformação. O agricultor superou antigos preconceitos e abraçou a inovação”, opina Tulio Pytlak, gerente executivo da empresa.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">E dá-lhe avanço. Caso dos grãos tratados que germinam em condições ideais. Para Adriana Matos, professora de Agronomia da Una Jataí, instituição com mais de 60 anos de tradição em ensino superior, a principal diferença dessas sementes em relação às convencionais está na proteção extra que recebem. “A semente inteligente é envolvida por uma camada de polímero que permite a germinação apenas quando o ambiente oferece condições ideais para a sobrevivência da espécie. O mecanismo evita que a planta gaste energia em situações adversas, garantindo mais vigor desde o início do desenvolvimento”, defende. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"> </span><span style="font-weight: 400;">A tecnologia tem se mostrado especialmente eficaz em espécies florestais e hortaliças de alto valor agregado. Mas as pesquisas também avançam em culturas de milho, soja, algodão e feijão. “Ao proteger o processo inicial de germinação, a planta já sai na frente em relação às convencionais. E com sanidade melhor, essas plantas exigem menos aplicações, o que gera economia e menor impacto ambiental”, completa. Embora não haja riscos diretos ao produtor, é importante atenção ao armazenamento e ao prazo de validade do polímero. “O contato persistente com a umidade pode prejudicar a qualidade da semente, mesmo com a proteção. Por isso, o ideal é conservar em local seco e climatizado. E elas não substituem o manejo tradicional, mas funcionam como complemento. “É mais uma ferramenta disponível, que continua precisando realizar as aplicações iniciais de controle de pragas e doenças”, arremata.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As novas sementes são ‘vigiadas’ antes mesmo de germinarem. Uma </span><span style="font-weight: 400;">nova empresa de tecnologia agrícola de Piracicaba (SP) lançou um sistema autônomo para avaliação da qualidade de sementes e plântulas (estágio inicial das plantas) em casas de vegetação. A solução utiliza câmeras de alta resolução e inteligência artificial para capturar e analisar imagens com extrema precisão, automatizando por completo o processo, até 20 vezes mais rápido do que o método tradicional, feito manualmente. O sistema realiza múltiplos escaneamentos diários das bandejas ou canteiros de germinação por meio de câmeras embarcadas, com controle remoto total e interface intuitiva. Com isso, gera mais eficiência, rastreabilidade e padronização para o setor de sementes, em suas análises de qualidade. As imagens capturadas são processadas por algoritmos avançados de visão computacional e inteligência artificial, capazes de identificar e quantificar características-chave das plântulas com precisão milimétrica. A tecnologia permite mensurar indicadores como cobertura foliar, número de plântulas emergidas, uniformidade de emergência e o IVE (Índice de Velocidade de Emergência). Um escaneamento completo de uma casa de vegetação de 21m x 7m (cerca de 550 unidades com até 100 sementes cada) leva cerca de 60 minutos&#8221;, explica Fernando Hinnah, fundador da empresa. Além disso, o sistema utiliza QR codes para identificar individualmente os lotes avaliados, eliminando o risco de erros humanos, viés subjetivo e retrabalhos. Toda a operação pode ser acompanhada de forma remota, diariamente. O objetivo é atender desde obtentores e desenvolvedores de cultivares até multiplicadores de sementes e laboratórios certificadores. Os agentes ganham em produtividade e o agricultor recebe uma semente cada vez mais rápido e com mais qualidade.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As sementes são a vedete da prateleira da distribuição de insumos agrícolas. Movimentam R$ 50 bilhões por ano. Trabalho de quase 370 empresas. Não há dados exatos, mas as estimativas são de que as revendas comercializam no país inteiro perto de 90% do total produzido pela indústria. Quase tudo TSI. E o envolvimento é total. Um grande exemplo é a Diamaju, uma das maiores redistribuidoras do Brasil, localizada no Rio Grande do Sul e atuante nos três estados da região. Só de milho, comercializa 100 mil sacas por ano de sementes de milho, principalmente da Syngenta. O próprio Jairo Luiz Casagranda, fundador e CEO, planta. E colhe muito bem. “Conseguimos atingir produtividade de mais de 200 sacas por hectare. E o grande desafio da genética é enfrentar o estresse da água”, confidencia.  </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A mesma qualidade alcança as sementes de </span>pastagem, que servem a nutrição dos rebanhos brasileiros. Num momento crucial do avanço veloz da Integração Lavoura &#8211; Pecuária – Floresta, e da intensificação da produção de carne e leite das fazendas. Uma <span style="font-weight: 400;">pastagem bem formada permite utilização antecipada de 60 a 70 dias após a emergência. “A escolha correta das sementes impacta diretamente na produtividade forrageira e na capacidade de suporte do rebanho, reduz os custos com suplementação alimentar, otimizando os ciclos de produção, além de garantir sustentabilidade e qualidade no manejo do solo e água. E menor necessidade de ressemeadura”, detalha Guilherme Caldeira, diretor de Categorias da Axia Agro, que possui mais de 60 lojas nos estados de Rondônia, Acre, Amazonas, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Tocantins e Pará, além de produção de insumos para nutrição animal.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ele atenta para o tipo de solo (fertilidade, textura, drenagem), as condições climáticas (índice pluviométrico, seca, frio), finalidade do sistema pecuário (corte, leite, recria, engorda) e resistência às pragas e tolerância à salinidade ou acidez do solo. “Também essencial é investir em sementes com alta pureza e boa germinação, realizar análise e correção do solo antes do plantio, respeitar o período de formação do pasto antes de introduzir o rebanho e diversificar as forrageiras”, adiciona o diretor da Axia Agro. Que também lembra do aplicativo ‘Pasto Certo’, da Embrapa, para auxiliar na escolha da forrageira ideal, cruzando informações, como tipo de solo, clima e objetivos de uso para recomendar a espécie mais adequada à propriedade. “Além disso, ele oferece suporte técnico e dicas de manejo”, complementa.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na decisão sobre braquiária ou panicum, os principais problemas são a baixa taxa de germinação dependendo da qualidade da semente, o controle de pragas, como a cigarrinha, e a necessidade de monitoramento contínuo do manejo para evitar degradação precoce. Ambas têm vantagens e exigências. De um lado, alta produtividade de forragem, palatabilidade e vigor. Do outro, a demanda por solos férteis e livres de compactação. “É preciso que haja manutenção da adubação para evitar degradação rápida. Fugir da pirataria. A adoção correta de sementes para pastagem tende a contribuir para o melhor resultado”, orienta. “O produtor atual busca produtividade e retorno econômico, optando por forrageiras que entregam maior eficiência e estabilidade produtiva ao longo do ano. Quem migrou de cultivares convencionais, relatam aumento expressivo na produção de forragem e no desempenho animal, demonstrando que investir em genética superior impacta tanto em produtividade quanto em rentabilidade”, reforça </span><span style="font-weight: 400;">Penha Pontes, engenheiro agrônomo e Gerente técnico da Wolf Sementes, corporação que atua no Brasil inteiro e exporta para 65 países. O comandante do negócio, Alex Wolf, está animado, mesmo depois do aumento das tarifas de importações pelos Estados Unidos. “Diante da crescente pressão por maior produtividade por hectare e práticas de produção mais sustentáveis, nossa empresa tem observado uma demanda pelas nossas sementes acima do projetado. Ofertamos um material com teores de proteína bruta que chegam a 21% e produção de massa verde até 50% superior às braquiárias convencionais. Outra vantagem é sua excelente tolerância à seca. Por isso, estamos intensificando nossos treinamentos para garantir que todas as nossas equipes comerciais estejam totalmente alinhadas com as informações mais atualizadas sobre como nossa variedade pode ajudar o produtor a produzir mais. É essencial que o produtor tenha as melhores ferramentas em mãos para aumentar a produtividade da sua propriedade”, acrescenta. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">E o produtor rural conta com uma enxurrada de opções e pesquisa. Um exemplo é a Golden Harvest, marca de sementes de soja da Syngenta Seeds, que lançou sete novas cultivares no mercado brasileiro, com foco nas regiões Sul, Centro Oeste e Norte. O gigante global investe US$ 2 bilhões no segmento e acaba de </span><span style="font-weight: 400;">anunciar uma nova estratégia de acesso ao mercado brasileiro com a sua marca de licenciamento. A partir da safra 2025 | 2026, além dos tradicionais representantes de licenciamento e parceiros multiplicadores e distribuidores, o time ganha um reforço na geração de demanda com franqueados da marca de sementes de milho NK. A ambição é grande. “J</span><span style="font-weight: 400;">á somos 50% mais rápidos no desenvolvimento e lançamento de novas soluções. Trazemos ao mercado um portfólio robusto e competitivo, que agrega valor aos negócios dos nossos parceiros e clientes”, destaca Carlos Hentschke, Presidente da Syngenta Seeds no Brasil. “Nossa capacidade de posicionamento será 10 vezes maior e vamos oferecer de forma integrada muito mais opções de soluções no campo”, renova Frederico Barreto, Diretor Comercial da empresa.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O milho é outro exemplo de ‘Eldorado‘. Por trás de cada grão colhido existe uma trajetória silenciosa, que conecta ciência de ponta, decisões estratégicas e anos de trabalho contínuo. Até que um novo híbrido chegue às mãos do agricultor, ele percorre um caminho que começa nos laboratórios de pesquisa genética e passa por testes rigorosos, cruzamentos precisos e o uso das mais modernas tecnologias de melhoramento e de avaliação no campo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“A base de tudo está no DNA da planta e na interação do genótipo com o ambiente”, conta </span>Cristian Rafael Brzezinski, Gerente de Pesquisa e Desenvolvimento Global da GDM<span style="font-weight: 400;">, empresa de melhoramento genético de sementes que atua em 15 países.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A partir desse material genético, os melhoristas entram em ação, cruzam linhagens com características complementares, como por exemplo a tolerância ao enfezamento do milho, e melhores componentes de produção como peso de grãos, número de grãos, dentre outros. E acompanham a performance das novas gerações em diferentes solos, climas e regiões do país buscando mais adaptação e estabilidade produtiva. São anos de avaliações conduzidas em uma rede de estações experimentais e campos de ensaio, até que se chegue a um híbrido produtivo, estável, e muito confiável. Com o avanço da biotecnologia, novas camadas se somam a esse processo. As entidades de melhoramento genético integram eventos transgênicos aprovados, como o gene Bt, que confere tolerância a pragas, sempre seguindo os mais rigorosos padrões de segurança ambiental e alimentar.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Existe também a edição gênica com técnicas como o CRISPR-Cas9, que permite modificar genes da própria planta com precisão cirúrgica, acelerando o desenvolvimento de híbridos mais tolerantes ainda às principais doenças, sem necessidade de inserção de DNA externo. Além de oferecer soluções mais rápidas, essa abordagem abre caminhos regulatórios mais flexíveis em diversos mercados, por não ser considerada transgênica.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“Antes de chegar ao mercado, cada novo híbrido desenvolvido passa por grande rede de testes em condições de manejo semelhantes ao dos agricultores e ensaios de Valor de Cultivo e Uso (VCU), exigidos pelo Ministério da Agricultura, que atestam produtividade, sanidade e estabilidade em todas as regiões edafoclimáticas recomendadas. Somente após essa validação científica e regulatória é que a produção comercial começa, garantindo ao agricultor uma semente de alta performance, pronta para entregar resultado”, conta </span>André Gradowski de Figueiredo, da GDM.</p>
<p><span style="font-weight: 400;">Outra investida é o anúncio dos primeiros híbridos comerciais de sorgo desenvolvidos no Brasil. Os materiais chegam objetivando precocidade, rendimento e estabilidade em condições de safrinha, além de diferenciais agronômicos voltados às principais regiões produtoras do país. Em apenas quatro anos, mais de 2.000 híbridos experimentais foram testados em áreas distribuídas pelos principais polos de produção de Minas Gerais e Goiás. “Durante o período de testes, os desafios envolveram a ampliação das áreas de avaliação para o Norte do país e a incorporação de tolerância ao pulgão nas linhas genéticas. Uma geração que traz tolerância à antracnose, alta produtividade de grãos, tecnologia HT, excelente stay green e ciclo precoce, fundamentais para o cultivo na safrinha. E vamos exportar, ampliando o alcance da genética desenvolvida no Brasil”, explica Pedro Duque, responsável pelo projeto e atual gestor de marketing da Supra, a marca de milho do Grupo GDM no Brasil.</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">É a ‘corrida saudável’ no segmento. Concorrência que usa como artilharia informação, pesquisa e inovação. Vários especialistas indicam uma forte concentração nos próximos dez anos, fincando em no máximo uma centena o número de indústrias. As pequenas escolheriam atuar na prestação de serviços. O crescimento médio crava 5% ao ano em área e volume. Já a receita obteve 17% de avanço. Crescimento de área plantada aponta para aumento na venda de sementes. 8,3% ao ano até 2027. Velocidade parecida com a das hortaliças, instaladas hoje em 900 mil hectares cultivados no território nacional e um mercado de R$ 100 bilhões em produtos frescos e enlatados. Os empecilhos são os mesmos. As ‘sementes salvas’ e a pirataria, que ‘roubariam’ até R$ 2,5 bilhões do setor. “Todos os atores da cadeia precisam mirar no mesmo sentido. Investir em qualidade, pesquisa e desenvolvimento de novas variedades. Nossa estimativa em 2025 é de uma produção de quase 3 milhões de toneladas, quantidade suficiente para abastecer o campo. Soja, trigo, milho, arroz, feijão, aveia, algodão, cevada, sorgo e triticale, pela ordem. E seguimos crescendo”, resume Ronaldo Troncha, presidente da Associação Brasileira de Sementes e Mudas (Abrasem). </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Um exemplo seguido à risca por negócios como da </span><i><span style="font-weight: 400;">LongPing High-Tech, empresa do Grupo CITIC e uma das três maiores em participação do mercado brasileiro da safrinha e do verão, produzindo sementes </span></i><span style="font-weight: 400;">de milho e sorgo. A que mais cresceu em participação de mercado na safra de milho verão 2024 | 2025.  </span><i><span style="font-weight: 400;">“Crescer pelo segundo ano consecutivo e ganhar participação em um ciclo de retração de área mostra a força do nosso portfólio e a confiança que o produtor deposita na genética. As empresas entregam valor real para o agro em um mercado competitivo e desafiador”</span></i><span style="font-weight: 400;">, sentencia o presidente Aldenir Sgarbossa. “Os produtores precisam estar bastante atentos às janelas de plantio no país inteiro. Condição de solo, umidade, tudo alinhado à previsão de tempo, as condições mais favoráveis. O Brasil é gigantesco e o clima muda demais de um lugar a outro. Não vale a pena arriscar com um insumo tão precioso. E se o lavrador plantar e a chuva demorar um mês? A planta vai perder produtividade e o fazendeiro a rentabilidade. O que chamo de erros ocultos no plantio”, decreta o pesquisador Alexandre Gazola, do alto de mais de três mil treinamentos no Brasil e exterior.</span></p>
<p><b>SEMENTES INTELIGENTES<br />
</b><span style="font-weight: 400;"># Manter em local seco, arejado e protegido da luz solar direta</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;"># Evitar contato com umidade para preservar a camada de polímero</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;"># Respeitar a data de validade indicada pelo fabricante</span></p>
<p><b>VANTAGENS<br />
</b><span style="font-weight: 400;"># Germinação apenas em condições ideais, reduzindo perdas</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;"># Maior resistência inicial a pragas e estresses ambientais</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;"># Menor necessidade de defensivos agrícolas</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;"># Redução de impactos ambientais e maior eficiência produtiva.</span></p>
<p><b>CULTURAS MAIS BENEFICIADAS<br />
</b><span style="font-weight: 400;"># Hortaliças de alto valor agregado</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;"># Espécies florestais utilizadas em reflorestamento</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;"># Pesquisas em andamento com milho, soja, feijão e algodão</span></p>
<p><b>MITOS E VERDADES NA SEMENTE DA SOJA!<br />
</b><span style="font-weight: 400;"># Existem diferenças de qualidade nas sementes certificadas. Determinadas </span><span style="font-weight: 400;">pelas taxas de germinação, vigor e lotes diferentes. Há, também, diferenças </span><span style="font-weight: 400;">genéticas e no tamanho<br />
</span><span style="font-weight: 400;"># Semente salva (de uso próprio) pode ser mais barata, mas não tem o </span><span style="font-weight: 400;">mesmo desempenho agronômico de uma semente certificada<br />
</span><span style="font-weight: 400;"># A alta germinação precisa estar acompanhada de um alto vigor. Por si só, </span><span style="font-weight: 400;">não garante alto desempenho.<br />
</span><span style="font-weight: 400;"># Nem sempre o maior preço garante maior produtividade. O agrônomo vai </span><span style="font-weight: 400;">analisar os fatores envolvidos no preço da semente e auxiliar na tomada de</span><span style="font-weight: 400;"> decisão para cada situação, sistema de produção e propriedade.<br />
</span><span style="font-weight: 400;"># Quanto maior a qualidade (germinação e vigor), melhor será o </span><span style="font-weight: 400;">estabelecimento do estande inicial e as chances de alta produtividade<br />
</span><span style="font-weight: 400;"># Tratamento de sementes de qualidade é essencial. É proteção contra pragas </span><span style="font-weight: 400;">e doenças, agrega tratamentos nutricionais e auxilia na conservação<br />
</span><span style="font-weight: 400;"># Escolher a variedade correta para cada ambiente é a melhor estratégia<br />
</span><span style="font-weight: 400;"># Cuidados no manejo são necessários e indispensáveis também para material </span><span style="font-weight: 400;">transgênico<br />
</span><span style="font-weight: 400;"># O manejo da semeadura e a tecnologia isolada são complementares. </span><span style="font-weight: 400;">Garantem alta produtividade, lucratividade e performance.<br />
</span></p>
<p><b>SEMENTES</b> <b>DE HORTALIÇAS<br />
</b><span style="font-weight: 400;"># Mercado de R$ 1,5 bilhão ao ano</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;"># Principal: tomate</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;"># Área de 823 mil hectares</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;"># Volume comercializado de 2,4 milhões de toneladas</span></p>
<p><b>BIOTECNOLOGIA<br />
</b><span style="font-weight: 400;"># Área de 68 milhões de hectares cultivados</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;"># 150 eventos de Bt aprovados para uso comercial (1998 – 2024)</span></p>
<p><b>CULTIVARES REGISTRADAS DE GRANDES CULTURAS<br />
</b><span style="font-weight: 400;"># 330 em 2024</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;"># Milho: 6330</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;"># Soja: 2659</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;"># Arroz: 341<br />
</span><span style="font-weight: 400;"># Trigo: 298<br />
</span><span style="font-weight: 400;"># Algodão: 284</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;"># Cana-de-açúcar: 214 </span></p>
<p><b>CULTIVARES REGISTRADAS POR GRUPOS<br />
</b><span style="font-weight: 400;">Grandes culturas: 12321<br />
</span><span style="font-weight: 400;">Ornamentais: 9607</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">Olerícolas: 6855</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">Frutíferas: 1500</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">Florestais: 1109</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">Forrageiras: 464</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">Medicinais e aromáticas: 5</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">Outros: 1064</span></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>A Distribuição ressurge ao Brasil</title>
		<link>https://agrorevenda.com.br/revista/materia-de-capa/a-distribuicao-ressurge-ao-brasil/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Leandro]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 26 Sep 2025 18:37:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Matéria de Capa]]></category>
		<category><![CDATA[Edição 109]]></category>
		<category><![CDATA[Revista]]></category>
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					<description><![CDATA[O 14º Congresso da Associação Nacional dos Distribuidores de Insumos Agrícolas e Veterinários (Andav) reforça a importância das tecnologias digitais no negócio, da tradição ao lado do produtor e do crescimento na fatia levada da indústria para a fazenda O tempo passa veloz. Na cidade e na roça. Em todos os negócios. No planeta inteiro. [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><em>O 14º Congresso da Associação Nacional dos Distribuidores de Insumos Agrícolas e Veterinários (Andav) reforça a importância das tecnologias digitais no negócio, da tradição ao lado do produtor e do crescimento na fatia levada da indústria para a fazenda</em></p>
<p>O tempo passa veloz. Na cidade e na roça. Em todos os negócios. No planeta inteiro. Passou de 5 a 7 de agosto no Transamérica Expo Center, em São Paulo. Debatendo a ‘Agro Economia Brasileira: a força que transforma o país’. Em quatro pavilhões, mais de 24 mil metros quadrados de exposição, com 257 empresas expositoras, mais de dezessete mil participantes de vários países e 1.365 congressistas. Um mergulho total e produtivo para entender como os distribuidores de insumos agrícolas e veterinários do Brasil podem vender mais, lucrar mais, ajudar mais a indústria e a fazenda do país. “Sempre melhorando a entrega a todos os nossos parceiros”, reconheceu Vivian Lima, da Zest Eventos, organizadora do evento. Que teve parceria total do Grupo Publique, empresa que mantém a Plataforma AgroRevenda como representante oficial do segmento. E mobilizou mais de dez profissionais inteiramente para a produção de conteúdos sobre o encontro, além de apresentar um estande gigantesco, que recebeu parceiros, amigos, clientes e simpatizantes durante todo o congresso. Um trabalho comandado pelo Carlão da Publique, CEO da empresa e apresentador do programa Fala Carlão. E o encontro do ano que vem já está marcado. De 11 a 13 de agosto. Já com 70% dos estandes renovados e sistema antecipado de inscrições, com descontos especiais. “Trabalhamos todo dia para o fortalecimento do nosso setor, impulsionando a formação do agro brasileiro. É o nosso papel estratégico. E vai ser um prazer vê-los novamente em 2026”, saudou José Hara, Presidente do Conselho Diretor da Andav.</p>
<p>“Temos muito orgulho de ter a Zest como parceira desde 2020. E a organização da pesquisa do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada da Faculdade de Agronomia da Universidade de São Paulo (CEPEA). Hoje, representamos 75% do faturamento da distribuição brasileira, sendo que 90% dos associados são pequenas e médias revendas. E seguimos ganhando um espaço cada vez maior”, consagrou Paulo Tibúrcio, Presidente executivo da Andav.</p>
<p>A abertura foi com o som da Orquestra Madrigal e mensagens de autoridades e agentes do campo. Pedro Lupion, Presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), gravou uma fala, enfatizando que estava em Brasília, em uma nova reunião de trabalho do Instituto Pensar Agropecuária (IPA) para articular a defesa dos interesses do segmento. “Louvo a distribuição do Brasil, que mantém 45 mil empregos diretos e leva mais da metade dos insumos agropecuários a todas as fazendas do país. A Andav está junta do IPA e da FPA em Brasília”, garantiu.</p>
<p>Romeu Zema, Governador de Minas Gerais, entrou falando ao vivo, pela internet, direto de Belo Horizonte. “Em seis anos de governo, criamos no Estado 1,2 milhão de novos empregos ligados ao agro. Quero dar os parabéns para quem sustenta a economia desse país. Gente como os distribuidores de insumos”, exaltou.</p>
<p>Alberto Amorim, Executivo da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, representou o Governador Tarcísio de Freitas e puxou a orelha de quem não ‘pega no pesado’. “Devemos pensar cada vez mais nos trabalhos transversais, usando vários personagens em nome da Ciência e Tecnologia. Parceria cada vez mais importante para ganharmos tempo. Em nosso Estado, trabalhamos sem parar pelo agro. Não temos tempo a perder em conversas. Temos lavouras e rebanhos para cuidar’, ratificou.</p>
<p>Pensamento análogo à da Presidente da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Sílvia Massruhá. “Permaneceremos ao lado da Andav, gerando e levando inovação ao campo. Com uma preocupação social, econômica e ambiental incessante, em inúmeros projetos”, defendeu. A direção da Andav agradeceu. “Temos muito orgulho em representar o distribuidor brasileiro na tarefa de alimentar e levar saúde, conforto e higiene a milhões de pessoas no Brasil e no mundo”, referendou Paulo Tibúrcio. “É uma ação primordial realizada pelas revendas e que vai continuar, cada vez mais ao lado do produtor, em busca de mais produtividade”, concordou José Hara.</p>
<p>E quais os caminhos para atingir essas produtividades crescentes? Existem muitas certezas na área, mesmo que causem apreensão. “Não podemos perder a capacidade produtiva do agro, mas também o bom senso da nossa diplomacia”, ponderou Caio Carvalho, presidente da Associação Brasileira do Agronegócio (ABAG). “O setor sempre vai viver realidades distintas, oscilações, ciclos. Todas as culturas enfrentam desafios estruturais. A cana pode ter dificuldade em 2025 – 2026, o café pode ter preços menores, mas a China é um comprador crescente. O que impera, mesmo, é o que devemos fazer para avançar. Irrigamos menos de 10 milhões de hectares e poderíamos estar com 48 milhões de hectares. O déficit de armazenagem chegou a 132 milhões de toneladas. A logística melhorou, entretanto usamos apenas 30 mil quilômetros de ferrovias enquanto os EUA têm 335 mil km. Não temos trabalhadores com a sofisticação necessária. O crédito só alcança 22% da necessidade. E a questão da sustentabilidade ambiental é boa, mas podemos melhorar nossa imagem. Nossa gana é exportar tudo e a pressão só aumenta. Temos que ouvir sem parar o cliente’, bradou o consultor Carlos Cogo.</p>
<p>E ele desfilou números tão portentosos que dá até medo. O mercado de biocombustíveis vai movimentar R$ 1 trilhão no Brasil até 2035, com diesel verde, etanol de cana e de milho, além de biodiesel. No mesmo intervalo, vamos alcançar exportações de 11 milhões de toneladas de cana-de-açúcar, 28 milhões de toneladas de milho e 55 milhões de toneladas de soja. Resultado conseguido usando apenas 11% da área, bem à frente de países como a Índia (54,7%) e com nada menos do que 257 milhões de hectares ajustáveis para a agricultura.</p>
<p>O otimismo também chegou com as palavras do economista Ricardo Amorim. Ele fez um retrato da Economia desde a virada do século, com a entrada da China na Organização Mundial do Comércio (OMC), que fez explodir o consumo e os preços das principais commodities. E criticou duramente a condução do governo Donald Trump. “Hoje, a indústria e as bolsas americanas cresceram, mas ficaram mais pobres. Para piorar, a guerra de tarifas de importação não vai dar certo para os EUA. No sentido contrário, o panorama para a economia brasileira é bom”, arriscou Amorim. Para ele, o país vai desacelerar neste segundo semestre, mas vai se recuperar no ano que vem e ajudar na popularidade do governo Lula. “Nossa economia só cresceu nos últimos cinco anos. Somos o único emergente com risco geopolítico zero. O mercado de trabalho recebeu novos 23 milhões de trabalhadores, a próxima safra deve passar de 350 milhões de toneladas, a inflação vai cair, os juros também. Iremos crescer bem, a economia vai entrar no prumo. E o agro vai ter outro bom ano. Assim como está sendo em 2025”, previu.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>O Norte virou mar! E trem, hidrovia e rodovia!</title>
		<link>https://agrorevenda.com.br/revista/materia-de-capa/o-norte-virou-mar-e-trem-hidrovia-rodovia/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Leandro]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 05 Aug 2025 15:11:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Matéria de Capa]]></category>
		<category><![CDATA[Edição 108]]></category>
		<category><![CDATA[Revista]]></category>
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					<description><![CDATA[Levanta a mão quem conhece bem o tamanho do Brasil! E quem sabe quanto vamos exportar a mais de alimentos nos próximos dez anos? Por acaso, desconfia por onde vai sair tanta riqueza? O Brasil sempre foi ‘cruz invertida’ quando o assunto é economia próspera e comercialização com o exterior. Mais de 90% dos produtos [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Levanta a mão quem conhece bem o tamanho do Brasil! E quem sabe quanto vamos exportar a mais de alimentos nos próximos dez anos? Por acaso, desconfia por onde vai sair tanta riqueza? O Brasil sempre foi ‘cruz invertida’ quando o assunto é economia próspera e comercialização com o exterior. Mais de 90% dos produtos vendidos e comprados no exterior só entravam e saíam do país pelos portos das regiões Sudeste e Sul. Na virada do século, começou uma revolução absoluta. Privatizações, concessões e dinheiro de empresas resolveram que o Brasil não podia depender unicamente dos meios de transporte do Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Europa, norte da África, Estados Unidos, América Central e México podiam galgar mercados de forma mais rápida e barata. Até mesmo o Japão, a Ásia e a China, pelo Canal do Panamá e pela Rota Andina. E as mercadorias produzidas na região Centro Oeste, Nordeste e Norte do Brasil sendo conduzidas por estradas, ferrovias e hidrovias que ganham espaço num país que ‘morou’ durante séculos apenas no litoral. Porém, há boas novas. Muitas. Já nasceu uma nova estrutura de transporte de produtos das nossas fazendas pela região do Equador. Mais barata, fácil, eficiente e lucrativa.</p>
<p>Para quê? Para levar milhões de toneladas de grãos produzidos aqui dentro. A safra 2024 – 2025 bateu recorde de 330 milhões de toneladas no último verão. 140 milhões de toneladas vão para o mundão só de soja e milho. Em cana-de-açúcar, o Brasil esmaga mais de 600 milhões de toneladas, boa parte vira etanol, açúcar e vários produtos que são vendidos aqui dentro e em mais de 150 países. Operações que seguem regras mais modernas de relações trabalhistas, diferente dos privilégios exagerados desfrutados por trabalhadores e sindicatos que ainda dominam os portos públicos mais antigos do país. Os terminais do Arco Norte, que incluem os terminais da região Norte e Nordeste acima do paralelo 16ºS, exportaram 40% de toda a carga de milho e soja que saiu do país no primeiro semestre do ano passado. Considerando todas as cargas exportadas para além dos granéis, o que inclui combustíveis, containers e minério, por exemplo, esse percentual chega a 32,6%. Números do Estatístico Aquaviário da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ), que contabiliza a movimentação portuária no Brasil, mês a mês.</p>
<p>Segundo o diretor presidente da Associação dos Terminais Portuários e Estações de Transbordo de Cargas da Bacia Amazônica (AMPORT), Flavio Acatauassú, esse resultado comprova o movimento ascendente que o setor tem apresentado nos últimos dez anos. “Os portos do Arco Norte mostram resultados muito positivos nos últimos anos. Temos uma vocação natural na nossa região, com amplos rios navegáveis, e vemos que nossas exportações crescem a cada ano. Somos competitivos do ponto de vista da logística e temos expertise em oferecer soluções mais econômicas e viáveis para nossos clientes, além de aliarmos tudo isso à sustentabilidade e preocupação ambiental”, explica o executivo.</p>
<p>Para se defender no ‘front ecológico’, a associação investe forte. Um caso de sucesso foi o projeto de monitoramento do Canal do Quiriri, que possibilitou o aumento do calado de 11,50 para 13,90 metros, sem a realização de dragagem ou outra intervenção significativa no meio ambiente. Possível devido à instalação de três estações de monitoramento meteoceanográficas, que permitem a navegação de navios maiores e de maior calado. A iniciativa permitiu o aumento gradativo da profundidade do canal ao longo dos anos, chegando à medição atual, que alcança quase 14 metros. Investimento de R$ 6 milhões das empresas Hidrovias do Brasil S/A, Hydro Alunorte, TGPM (Terminais de Grãos Ponta da Montanha e Navegação Unidas Tapajós – Unitapajós). O que permitiu que o graneleiro MV Harvest Frost, com 84.802 toneladas de grãos de soja carregadas no TGPM, batesse o recorde de carregamento de soja em um único navio na Região Norte, há três anos. Volume que poderia ter sido bem maior se o porto de origem recebesse navios com 13,90m. Porém, o calado do maior terminal de granéis vegetais da Europa é de 13m, o que demonstra a competitividade dos portos do Arco Amazônico.</p>
<p>Negócio e cuidado ambiental que são muito lucrativos. A exportação de granéis é um dos grandes destaques da região. “É natural que tenhamos mais movimentação desse tipo, pois estamos mais próximos das lavouras. Atualmente, temos uma capacidade instalada de 52 milhões de toneladas e já há investimentos em andamento para mais 48 milhões de toneladas de granéis. Ou seja, teremos uma capacidade de embarque de cerca de 100 milhões de toneladas de grãos nos próximos cinco anos. Estamos preparados para essa crescente demanda e nos modernizando ainda mais para continuarmos crescendo de forma competitiva”, arremata Acatauassú.</p>
<p>E dá-lhe tecnologia. A AMPORT cuidou de um sistema de monitoramento de embarcações através de sinal AIS ‘A’ na região dos Estreitos, no Pará. Doou um sistema para a Marinha do Brasil, o que permitiu que a autoridade marítima tivesse condições de monitorar 24 horas os grandes comboios que navegam naquela localidade. O que garante maior segurança a embarcações menores e de passageiros que também passaram a ser monitoradas pelo sistema. Também vem se destacando as Estações de Transbordo Flutuante, alternativa em uma região em que terrenos às margens de rios com potencial portuário já são escassos. As Estações Flutuantes têm grande apelo econômico na sua implantação e vem batendo recordes de movimentação. As empresas Mega Logística e Transportes Bertolini possuem três operações deste tipo no Arco Norte. E movimentam sete milhões de toneladas de granéis vegetais sólidos.</p>
<p>O terminal privativo Super Terminais, o mais eficiente terminal privativo no Polo Industrial de Manaus e único porto do Brasil a ser considerado verde, apresentou um pacote de R$ 180 milhões voltado à ampliação da capacidade operacional e à sustentabilidade ambiental das operações. O investimento inclui a aquisição de três novos guindastes 100% elétricos da fabricante alemã Konecranes Gottwald e a ampliação em 20% do píer flutuante da companhia — uma ação que acompanha a evolução do setor naval da Zona Franca de Manaus (ZFM), que registrou aumento expressivo de 741% no faturamento em janeiro de 2025, em comparação com o mês anterior.</p>
<p>Já a Hidrovias do Brasil teve o empurrador HB Poraquê reconhecido recentemente como a melhor embarcação do mundo na categoria, ficando à frente de mais de quatrocentas embarcações de outros países. É o primeiro empurrador com sistema de propulsão híbrido já produzido e tem como grande diferencial o fato de que emite muito menos gases poluentes. Além disso, reduz custos operacionais portuários e a dependência das operações de combustíveis derivados de petróleo.</p>
<p>As novas veredas do agro brasileiro também embalam fortes investimentos das corporações. A Louis Dreyfus Company quer construir um braço logístico em Rondonópolis (MT), posicionando a companhia como um dos principais players de fertilizantes no país ao fortalecer a conexão entre oferta e demanda, expandindo a presença geográfica no Brasil e maximizando o portfólio de produtos por meio de mistura própria. Situado no Sul de Mato Grosso, em uma área de 167 mil m2, a instalação vai ter alto índice de automação, com moderna misturadora de capacidade estática de armazenagem superior a 100 mil toneladas de insumos. O ativo contará também com uma capacidade de armazenagem de algodão em pluma superior a 20 mil toneladas, ampliando a atual capacidade de recepção, armazenamento e expedição que a LDC possui no Estado. O início da operação está marcado ainda para este ano. “Ter uma base de ativos modernos, eficientes e estrategicamente localizados é fundamental para estreitar alianças com fornecedores e clientes ao longo de toda a cadeia”, justifica Bruno Andrade, Diretor Comercial de Insumos da LDC da Região North Latam.</p>
<p>Por estar próximo à ferrovia, o ativo foi projetado para maximizar a experiência dos clientes da LDC ao conectar a oferta à demanda e promover a eficiência dos fluxos logísticos a partir de um sistema de distribuição eficiente. O produtor pode, por exemplo, entregar algodão e voltar com fertilizante. E ainda reduzindo a pegada de carbono. Compromisso com as regiões Sul, do Vale e Oeste de Mato Grosso, estado que lidera as entregas de fertilizantes (dados da Associação Nacional para Difusão de Adubos &#8211; Anda). Os investimentos da empresa também preveem a ampliação da capacidade do volume estático de armazenagem da planta de Paranaguá (PR), para aproximadamente 70 mil toneladas, e a expansão de um armazém com capacidade para 10 mil toneladas em Rio Verde (GO), já em operação. É a companhia de olho no Sul e Centro-Oeste do país ao mesmo tempo.</p>
<p>E dá-lhe grãos brasileiros para o mundo inteiro. O Consórcio Tegram-Itaqui é formado pelas empresas Terminal Corredor Norte (TCN), Viterra Logística e Terminais Portuários, Corredor Logística e Infraestrutura (CLI), além da ALZ Grãos (Amaggi, Louis Dreyfus Company e Zen-Noh Grain Terminais Portuários). O consórcio é responsável pela gestão e operação do Terminal de Grãos do Maranhão (TEGRAM), no Porto do Itaqui (São Luís, no Maranhão), que tem capacidade operacional de embarque anual superior a 15 milhões de toneladas de grãos (soja, milho e farelo de soja), em dois berços de atracação. Atuando nos ‘corredores de exportação’ de Maranhão, Piauí, Tocantins (MAPITO), Nordeste de Mato Grosso, Bahia e Goiás. Embarca mais de 15 milhões de toneladas de grãos por ano e iniciou a terceira fase de expansão, que prevê a infraestrutura para operar mais um berço de atracação e incluir novos 8,5 milhões de toneladas de grãos à capacidade operacional, num investimento de R$ 1,5 bilhão. E já realizou embarque dos primeiros navios com sorgo para clientes europeus, um marco de diversificação na operação do terminal, que tradicionalmente movimenta soja, milho e farelo de soja. “Nosso projeto visa consolidar ainda mais o Porto do Itaqui como maior complexo exportador de grãos do Arco Norte brasileiro”, comenta o executivo Marcos Pepe Bertoni.</p>
<p>Itaqui ainda sedia mais investimentos. A Santos Brasil obteve autorização da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis do Brasil (ANP) para iniciar a operação da expansão do TGL 1, um dos três terminais de granéis líquidos que a Companhia administra no Porto do Itaqui (MA), e começa o ano com a capacidade ampliada de 54 mil m³ para 85 mil m³. Já as obras de expansão do TGL3, que foram finalizadas no ano passado, agregando mais 30 mil m³ de capacidade, ainda dependem de autorização de operação da ANP, esperada para este ano. O mesmo com o TGL2, que está em construção e terá 85 mil m³ de capacidade. Tudo somado resultará em 200 mil m³ de capacidade. Os três terminais foram arrematados em leilão realizado há quatro anos. Tanques e plataformas destinados ao recebimento, expedição e armazenagem de diesel, gasolina e biocombustíveis. Aposta de mais de R$ 600 milhões.</p>
<p>Para Carlos Quintero, diretor de Granéis Líquidos da Santos Brasil, em dois anos de operação no mercado de combustíveis a Companhia tem se destacado pela qualidade do serviço prestado. O porto do Itaqui é centro de operações de distribuição de derivados de petróleo para as regiões Nordeste, Norte e Centro-Oeste. Tem boa infraestrutura e está conectado a importantes ferrovias, que fazem do porto um corredor estratégico para o Centro-Oeste do Brasil, além dos mercados do Norte e Nordeste. Os terminais de granéis líquidos da Santos Brasil têm conexões com modais rodoviário, ferroviário, dutoviário e marítimo, e o porto tem capacidade para receber navios de até 155 mil toneladas. A Santos Brasil foi criada há 26 anos para operar o Tecon Santos (SP), um dos maiores terminais de contêineres da América Latina e o mais eficiente do País. Já investiu mais de R$ 9 bilhões em aquisições, expansões, novos equipamentos e tecnologia. Atua por meio de oito terminais. Contêineres (São Paulo, Santa Catarina e Pará), veículos (Santos), carga geral (SC) e granéis líquidos (MA). Possui mais de 9.400 clientes.</p>
<p>E os investimentos transbordam mesmo. O mesmo Maranhão, assim como o vizinho Ceará, são jóias do corredor norte da VLI, empresa que engloba as ferrovias Norte Sul e Centro-Atlântica, e terminais intermodais que unem o carregamento e o descarregamento de produtos ao transporte ferroviário, além de terminais portuários situados em eixos estratégicos da costa brasileira, como Santos (SP), Vitória (ES) e São Luís. Atuação nas regiões Norte, Nordeste, Sudeste e Centro-Oeste. Só nos portos do Maranhão (Terminal Portuário São Luís) e Ceará (Pecém), movimentaram 13,3 milhões de toneladas no ano passado, um aumento de 6,4% sobre 2023.</p>
<p>O terminal maranhense é próprio e ponta de fluxos de exportação e importação do Corredor Norte da companhia, composto pelo tramo norte da Ferrovia Norte-Sul, controlado pela VLI, e pela Estrada de Ferro Carajás, por onde as composições da companhia trafegam por direito de passagem. O corredor movimenta cargas de soja, milho, fertilizantes, combustíveis e ferro gusa, e conta, também, com três terminais integradores, estrategicamente localizados em Palmeirante e Porto Nacional, no Tocantins, e em Porto Franco, no Maranhão. No Porto do Pecém, a VLI opera por meio de contrato logístico com a Companhia de Desenvolvimento do Complexo Industrial e Portuário do Pecém (CIPP) e movimenta carvão mineral e minério de ferro para clientes da área siderúrgica. “A VLI possui um mix de carga variado e busca a excelência operacional para trazer eficiência ao negócio de todos os setores que atendemos. Os recordes são reflexo deste compromisso e dos esforços do nosso time em planejamento, processos e na segurança das nossas equipes e dos parceiros”, afirma Ederson Almeida, diretor de Operações do Corredor Norte da VLI.</p>
<p>O Corredor Norte capta cargas do Matopiba e de Estados como Pará, Mato Grosso e Goiás. Nos últimos cinco anos, a VLI investiu R$ 1,5 bilhão na estrutura do corredor, para manutenção dos elevados níveis de segurança e eficiência da operação local, além do aumento da capacidade de transporte de carga. Como a compra de 168 vagões e três locomotivas, que já operam no corredor desde o último ano. “O Arco Norte ganha cada vez mais relevância no cenário das exportações brasileiras e nossos volumes e investimentos acompanham esse crescimento. Maranhão, por exemplo, tem clima e infraestrutura forte e pode se destacar cada vez mais na produção nacional, mas é necessário manter a competitividade local, o que inclui não estabelecer novas formas de tributação, que podem desbalancear os fluxos logísticos locais e ter impactos negativos no crescimento da região”, defende Almeida.</p>
<p>‘POR NO BARQUINHO’<br />
“Precisamos de gente interessada em colocar no barquinho”. A sentença bem humorada é de um experiente profissional, que adorava trenzinho elétrico quando criança, fez Biologia e Administração de Empresas e atua há 21 anos em logística, sendo sócio-diretor da Macroinfra, especializada em estratégia internacional de infraestrutura e logística de transportes. Olivier Girard tem na ponta da língua tudo o que ocorre nos chamados modais de transporte. Portos, ferrovias, hidrovias, rodovias e dutovias. “A rodovia tira a competitividade do agro, polui, é cara, entretanto, é a mais importante no escoamento dentro do Brasil inteiro. Porém, não faz sentido tirar algodão do Piauí e embarcar em Santos. Ou levar de Sinop até Paranaguá”, aponta. Ele destaca os projetos que existem tratando de asfalto. “São concessões novas muito interessantes. Já licitadas, como a BR-364, de Campo Novo dos Parecis e Sapezal até Porto Velho (RO). A BR-163 já foi concedida. A estrutura rodoviária brasileira tem problemas, mas é razoavelmente bem instalada. E possui outros projetos novos”, adianta.</p>
<p>Mas a ‘menina dos olhos’ para o agronegócio são mesmo os portos e as ferrovias. Os portos consolidaram sua posição como motores do comércio exterior em 2024, sendo responsáveis por 97,2% do volume total de exportações e importações. Em valor FOB (Free On Board), a representatividade foi de 82,1%, reforçando a importância do transporte marítimo para a economia nacional. Esses números destacam o papel estratégico dos terminais portuários na conexão do Brasil com os mercados globais, de acordo com um estudo da Coordenação de Pesquisas e Desenvolvimento da Associação de Terminais Portuários Privados (ATP). “Os portos melhoraram bastante nos últimos anos, mas temos chão pela frente. O país vai produzir demais e olhe que o Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) normalmente erra para baixo. O agro é sempre mais atuante. Falando só de soja, milho, farelo de soja e açúcar, serão mais 60 milhões de toneladas para o mercado exterior. E vão chegar, inicialmente, por estradas. Os portos têm capacidade instalada de 244 milhões de toneladas, mas o grosso do transporte está, ainda, no Sul e Sudeste. São regiões onde o agro não vai crescer demais. E sim dali para cima no mapa. É onde temos menor capacidade instalada. E o Sul está no limite. Como Santos. Precisamos investir em novos terminais no MATOPIBA, Centro Oeste, Arco Norte, terminais graneleiros em Pecém e Suape. E já é de 91,56% a capacidade instalada em vendas externas. Precisa de reinvestimento. Se continuar assim, em 2027, vamos ter problemas com produção num ritmo mais veloz do que a capacidade de armazenagem. Vai entupir tudo. E as fazendas brasileiras não têm capacidade instalada. Nos Estados Unidos, cada fazendinha tem um silo gigante. Aqui, não temos esse batalhão para manter a qualidade do grão. São investimentos que duram mais de dez anos no caso de portos. E cinco anos no caso de um terminal”, alerta. Olivier Girard também adianta que a tendência é de portos mais automatizados. “Mas os portos públicos têm demandas que encarecem tudo. O privado é mais barato. Você pega o Terminal Portuário de Cotegipe , perto de Aracatí, da empresa Dias Branco. É totalmente privado e extremamente eficiente. Eles já estão construindo o terceiro berço. Era apenas para farinha e hoje movimenta tudo quanto é tipo de carga. A máquina pública é lenta. Deveria não atrapalhar”, aconselha.</p>
<p>Já em ferrovias, são quatro novas sendo construídas no Brasil. “E elas são muito necessárias, pois são fomentadoras de competitividade. Mato Grosso, por exemplo, é maior do que a França e a Alemanha juntas, e temos uma só rodovia chegando lá. E a Rumo Malha Norte que acessa Rondonópolis. É falta de competitividade até no modal ferroviário. Estamos expandindo até Lucas do Rio Verde, vai demorar, mas já estão construindo o primeiro trecho, até a BR-070, em Primavera do Leste, Água Boa e Cuiabá. E a Ferrovia da Integração Centro Oeste (FICO), de Mara Rosa a Água Boa. Mas seria vital termos outras, como Ferrogrão, Vilhena a Porto Velho, puxando cargas de vários lugares. Incentivando a competição entre as próprias ferrovias. E não só com caminhão. E mais. A FIOL, com carga para o extremo oeste baiano, porto de Ilhéus, e a Transnordestina. São contrapartidas, fundos governamentais, iniciativa privada”, relata Olivier, antes de reclamar da vagareza das iniciativas. “Temos uma situação ambiental de primeiro mundo num país de terceiro mundo. São muitos projetos travados, pelo Supremo Tribunal Federal, Tribunal de Contas da União, pelos índios. Perdemos três ou quatro anos com dúvidas minúsculas. Basta lembrar o caso do empresário Olacyr de Moraes, que construiu a Ferronorte. Quando precisava de uma ponte para atravessar um rio, entre Mato Grosso do Sul e São Paulo, demorou anos porque o poder público é que tomaria conta da obra. A ponte não saiu, o empresário faliu e a ferrovia deixou de existir”, relembra. Porém, ele enfatiza que ainda estão sendo tocadas obras de quatorze ferrovias e três concessões de hidrovias. Tudo interessando demais ao Agro. Terminal em Itacoatiara, concessão para ampliação em Santana, perto de Macapá. É o que falei. Temos que colocar no barquinho”, brincou.</p>
<p>Mas se engana quem pensa que a ‘Turma do Sul’ fica parada diante de tanto investimento no nortão do país. E contra ataca com tecnologia e preços competitivos para não perder espaços. Perto de completar 10 anos de atividades, o Terminal Multicargas (T-MULT) do Porto do Açu, no Rio de Janeiro, alcançou no começo deste ano a marca histórica de 10 milhões de toneladas movimentadas desde o início da operação. Novas cargas entraram no portfólio do terminal, como briquetes de minério de ferro, café, soja, milho para exportação, além de sal recebido por cabotagem. Hoje, o T-MULT totaliza 25 tipos de cargas de granéis e de projetos em seu portfólio.</p>
<p>Crescimento explicado pela capacidade do porto-indústria de customizar e garantir celeridade às operações. Totalmente privado, sem filas de espera para atracação. “Açu é a alternativa logística mais eficiente para aumentar a competitividade das indústrias e do agronegócio do Sudeste e do Centro-Oeste do país. Estamos investindo na expansão para atender a crescente demanda. Já foram R$ 600 milhões, que hoje conta com três armazéns cobertos e 55 clientes em seu portfólio. E ainda estamos no início”, comemora João Braz, diretor de Terminais e Logística do Porto do Açu. Ainda este ano, a área de cais operacional do terminal contará com 500 metros, com calado de 13,1 metros, e um segundo berço para operar dois navios simultaneamente. A capacidade de movimentação do terminal alcançará 2,7 milhões de toneladas ao ano. E será possível duplicar essa capacidade de movimentação ao longo dos próximos anos.</p>
<p>Sucesso que também embala as carnes brasileiras, na movimentação de cargas nos portos de Santa Catarina, que cresce a dois dígitos todo santo ano. Os dados são da Secretaria de Portos Aeroportos e Ferrovias (SPAF). A média de crescimento anual do estado é maior do que a nacional, que foi de 6,86% em 2024. E o crescimento prossegue. A Portonave e o Porto de São Francisco do Sul atingem avanços que beiram os 20%. Assim como o Porto de Itapoá e Navegantes. O panorama reflete a alta procura por centros logísticos na região. Como a NDI Log, empresa localizada em Barra Velha (SC) e com um Centro de Distribuição próprio de 11.500 m², nas margens da BR-101. Oferece gerenciamento estratégico de estoques de produtos variados adaptado às demandas do cliente, descrição minuciosa do conteúdo do estoque, que evita desperdícios e perdas de materiais, usa tecnologia avançada para identificar, separar e preparar pedidos, além dos diversos serviços de valor agregado, como etiquetagem e repaletização. “A procura aumenta significativamente com a percepção de que os serviços prestados favorecem a sustentabilidade financeira das empresas importadoras. Crescemos até 40% em um só semestre”, confidencia Fabrício Tomaz, gerente de logística da NDI Log. “Houve investimentos substanciais em modernização e ampliação das infraestruturas portuárias no Estado. A adoção de tecnologias avançadas para gestão e operação tem aumentado a eficiência e velocidade das operações, como sistemas automatizados de movimentação de cargas e gestão de contêineres que ajudam a reduzir o tempo de permanência das embarcações”, acrescenta Fábio Silva, diretor da empresa.</p>
<p>Também sustentam esse avanço a posição geográfica, os incentivos fiscais, proximidade dos centros logísticos, portos da região, os maiores centros produtores e consumidores do Brasil, e os mercados do Mercado Comum do Sul (Mercosul). A redução dos gastos para os parceiros é uma obsessão. “Temos um serviço inteligente e personalizado para cada cliente, no mundo inteiro. Vamos criar uma área de alta segurança para produtos de maior valor agregado, expandir os serviços de e-commerce e montagem de produtos. Além de promover melhorias no ambiente corporativo, como a área de pouso de helicópteros e o centro de convivência para colaboradores. Não apenas elevamos nossos padrões operacionais, mas também reforçamos nossa posição competitiva no mercado logístico, demonstrando nosso compromisso com a excelência e a flexibilização às necessidades emergentes dos clientes”, finaliza Fábio.</p>
<p>No estado vizinho, Paraná, está o maior porto exportador agrícola do Brasil. O gigante de Paranaguá. Comercializou no ano passado 67 milhões de toneladas de produtos agrícolas. Entretanto, também ‘cavuca’ espaço para conseguir melhores resultados. Assim, o Terminal de Contêineres de Paranaguá (TCP) olha para outro tipo de negociação. E voltou a investir nas operações de cabotagem, como é conhecida a navegação costeira entre portos de um mesmo país para transporte de contêineres. As escalas voltaram no ano passado, serviço usado cada vez mais por pequenos e grandes negócios do Paraná e de estados vizinhos. Já atingiu 16.426 TEUs (unidade equivalente a um contêiner de 20 pés) no ano, volume equivalente a 195 mil toneladas em cargas cheias, em 64 navios. “A integração dessa solução logística sustentável, confiável e com custos competitivos demonstra o sucesso da parceria com os clientes. O fluxo de embarques para outros estados foi maior que o dobro dos desembarques, com destaque para papel, celulose e carnes congeladas. Nas importações, os bens de consumo ficaram na frente. Outro destaque está no volume de carga no segmento de operadores logísticos, que representaram 46% da carga movimentada. Operações de cabotagem conferem pontualidade e capacidade operacional para que exportadores atendam com eficiência os prazos de importadores, da mesma forma como indústria e comércios do Paraná e de estados vizinhos recebem insumos e produtos com agilidade e segurança”, comemora a gerente comercial de armadores e de inteligência de mercado da TCP, Carolina Merkle Brown.</p>
<p>Ela tem razão. Tanto que no fim de abril passado os globais Cargill, BTG e um consórcio formado por Louis Dreyfus Company e Amaggi arremataram áreas portuárias arrendadas em Paranaguá para escoamento de produtos agrícolas. O leilão na B3 envolveu lances de R$ 855 milhões em outorgas para as três áreas. “A disputa foi acirrada pela área PAR15. A Cargill bateu a Arco Norte Infraestrutura e Logística com oferta de outorga de R$ 411 milhões, o maior lance do certame, que teve um recorde de participantes para o setor portuário”, festeja o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho. O leilão vai permitir investimentos de R$ 2,4 bilhões e mostrou como as tradings e os operadores portuários estão se posicionando para exportar a crescente produção de soja, milho e outras mercadorias agropecuárias do Brasil. As melhorias dos ativos previstas nos novos contratos de arrendamento, com prazo de 35 anos, deverão permitir incremento de 4,8 milhões de toneladas na movimentação de granéis sólidos vegetais em Paranaguá, um aumento de 47%.</p>
<p>O resultado garantiu à Cargill a continuidade da operação no terminal portuário, que possui uma área de 43.279 m² e tem capacidade de armazenagem de 115 mil toneladas, distribuídas em quatro silos horizontais. O ativo será ampliado, conforme o contrato disputado no leilão. Paulo Sousa, presidente da Cargill no Brasil e do Negócio Agrícola na América Latina, celebrou a vitória lembrando que Paranaguá tem uma localização estratégica para o escoamento dos grãos e farelo brasileiros para diferentes mercados. “Nos próximos 35 anos, seguiremos com capacidade sob nossa gestão para atender os nossos clientes nas duas pontas da cadeia agrícola: os produtores rurais, que precisam levar seus produtos aos mercados consumidores, e os clientes de destino, que precisam dos alimentos produzidos no Brasil”, disse Sousa.</p>
<p>Segundo dados do Ministério dos Portos e Aeroportos, o PAR15 deverá atrair R$ 656,86 milhões, sendo R$ 311 milhões do setor público. A Cargill comemora 60 anos de atuação no Brasil, cuja primeira fábrica no país, em Ponta Grossa, opera há 52 anos, além de 35 anos de atuação no Porto de Paranaguá. “Faremos investimentos para melhoria do sistema de recepção rodoviária, atendendo pelo menos 2,2 milhões de toneladas por ano, incluindo a instalação de quatro novas balanças e dois novos caminhões basculantes, até o quinto ano do contrato. A empresa também será responsável pela implantação dos novos berços de atracação no ‘Píer T’”, conclui.</p>
<p>Já o consórcio ALDC, formado por Louis Dreyfus Company e Amaggi, arrematou a área portuária PAR25, com oferta de outorga de R$219 milhões. As duas empresas informaram que a negociação está em linha com a estratégia de desenvolvimento das duas corporações pelo compromisso de investir no escoamento de grãos pelo corredor de exportação de Paranaguá. O projeto, onde a Dreyfus opera de forma independente desde 1994, prevê aportes de R$ 565 milhões, de olho no cenário internacional. Do total de aportes, mais de R$300 milhões serão de investimentos públicos.</p>
<p>O BTG Pactual Commodities arrematou o direito de arrendamento de área portuária PAR14, com oferta de outorga de R$225 milhões. A área tem 82.436 m², terá concessão por 35 anos e exigirá investimentos mínimos de R$1,187 bilhão. R$ 477 milhões virão do setor público. Serão construídos novos berços do Píer T, com sistemas modernos de despoeiramento, torres de transferência e balanças de fluxo. A conexão com o sistema Moegão será obrigatória na fase inicial, com a instalação de duas linhas transportadoras capazes de movimentar até duas mil toneladas por hora. E prometem elevar a participação do transporte ferroviário dos atuais 15% para 50%.</p>
<p>O porto paranaense também tenta avançar em sustentabilidade. A empresa que administra o Terminal de Contêineres de Paranaguá conquistou pelo terceiro ano consecutivo a certificação I-REC (Certificado Internacional de Energia Renovável, na sigla em inglês), que atesta o consumo de energia elétrica 100% proveniente de fontes renováveis.</p>
<p>“O consumo de energia cresceu 40% no comparativo entre 2023 e 2024 por causa dos recentes investimentos em infraestrutura e eletrificação de equipamentos. Por isso, desde 2022, firmamos o compromisso de comprar energia exclusivamente de fontes renováveis”, comenta Kayo Zaiats, gerente de meio ambiente da TCP. Um dos principais fatores do aumento foi a conclusão da expansão da área para armazenagem de contêineres refrigerados (reefer). O número de tomadas cresceu 45%, passou de 3.624 para 5.268, para a TCP manter o maior pátio reefer da América do Sul e é líder nacional na movimentação de carnes e congelados, registrando uma participação de mercado de 40,1% no segmento, no primeiro bimestre de 2025. A conversão de equipamentos movidos a diesel para grupos geradores elétricos também gerou impacto. No ramal ferroviário que acessa o Terminal, três guindastes RTGs foram eletrificados. Pesando mais de 150 toneladas e com uma altura maior que a de um prédio de 8 andares, essas três máquinas deixaram de emitir juntas um volume de gás carbônico equivalente ao consumo de 369 carros ao longo de um ano.</p>
<p>Tudo certo, então? Nada! Os problemas insistem em desafiar os empreendedores. Por exemplo, os portos brasileiros sofrem com os atrasos. O mais afetado é Santos, por causa de tensões geopolíticas, como a guerra comercial entre China e EUA, ataques no Mar Vermelho e o clima. Tanto que o terminal acelera um leilão para aumentar em 50% a capacidade dos contêineres. As consequências são custos extras e perda de capacidade, que também afetam a eficiência das operações portuárias e a margem de lucro das exportações. Outra encrenca é a defasagem de profundidade e de área de atracação dos portos, que não permite aproveitamento de quase metade da capacidade dos grandes navios porta-contêineres que chegarão ao mercado até 2026. O prejuízo pode atingir US$ 20 bilhões em importações e exportações ao ano. Dado do Centro de Navegação Transatlântico (Centronave).</p>
<p>Outro drama são os atrasos nos embarques. Um exemplo concreto é dos exportadores brasileiros de café, que chegam a deixar de embarcar 640 mil sacas do grão em apenas um mês. O equivalente a 1.932 contêineres. Por causa de gargalos logísticos nos portos do país. Informação do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), que estima um prejuízo de R$ 8,9 milhões com custos extras como armazenagem, detentions, pré-stacking e antecipação de gates. Desde junho de 2024, quando a entidade passou a monitorar esses impactos, as perdas acumuladas já somam R$ 66,5 milhões. Além dos custos operacionais, o Brasil deixou de arrecadar US$ 262,8 milhões (cerca de R$ 1,51 bilhão) em receita cambial a cada mês. É a corrida da geração de riqueza contra o desperdício. O Brasil vem ganhando a batalha. Mesmo que a passos vagarosos. Só precisa pisar ainda mais fundo no acelerador. E contar com mais sabedoria e um mínimo de boa vontade da sociedade, das empresas de comunicação, da Justiça e do Poder Público.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Abisolo é protagonista do novo marco regulatório</title>
		<link>https://agrorevenda.com.br/revista/abisolo-e-protagonista-do-novo-marco-regulatorio/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[agrorevenda]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 15 Apr 2025 08:58:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Edição 107]]></category>
		<category><![CDATA[Matéria de Capa]]></category>
		<category><![CDATA[Revista]]></category>
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					<description><![CDATA[Lei de Bioinsumos fortalece a competitividade da indústria nacional A Lei nº 15.070, que regulamenta a produção, o uso e a comercialização de bioinsumos na agropecuária, entrou em vigor em 23 de dezembro de 2024, sancionada sem vetos pelo presidente Luiz  Inácio Lula da Silva. Essa nova legislação reconhece produtos e tecnologias de origem biológica [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Lei de Bioinsumos fortalece a competitividade da indústria nacional</em></p>
<p>A Lei nº 15.070, que regulamenta a produção, o uso e a comercialização de bioinsumos na agropecuária, entrou em vigor em 23 de dezembro de 2024, sancionada sem vetos pelo presidente Luiz  Inácio Lula da Silva. Essa nova legislação reconhece produtos e tecnologias de origem biológica (vegetal, animal, microbiana e mineral) como fundamentais para combater pragas, doenças e  melhorar o desenvolvimento das plantas.</p>
<p>Para a Associação Brasileira das Indústrias de Tecnologia em Nutrição Vegetal (Abisolo), a sanção da lei reflete a convergência de esforços em prol do fortalecimento da indústria. O texto aprovado foi fundamentado em um substitutivo elaborado pela Abisolo, em conjunto com as entidades da Coalizão de Insumos Agropecuários, e recebeu o apoio de mais de 50 entidades do setor  agropecuário. Há cerca de 22 anos, a entidade tem atuado junto a Ministérios, Secretarias, órgãos de controle, instituições de pesquisa e demais setores da sociedade, buscando competitividade,  liberdade econômica e valorização dos segmentos que representa.</p>
<p>Ao defender a regulamentação adequada para atrair investimentos e trazer segurança jurídica para indústrias e agricultores, Abisolo identificou a demanda de ampliação do seu escopo de  trabalho. Em novembro de 2024, passou a representar fabricantes e importadores de insumos de base biológica e adjuvantes, além de fertilizantes minerais, organominerais, orgânicos, biofertilizantes, condicionadores de solo e substratos para plantas. Dois novos comitês internos foram criados para discutir diretrizes e propostas de regulamentação dessas categorias.</p>
<p>“São áreas que atraem muitos investimentos, mas que exigem um marco regulatório moderno. Precisamos de um arcabouço legal que atenda indústrias e agricultores, promovendo um ambiente favorável ao investimento e à inovação tecnológica”, avalia o presidente do Conselho Deliberativo da entidade, Clorialdo Roberto Levrero.</p>
<p>Um exemplo de desafio regulatório envolve os adjuvantes, que até 2017 possuíam registro no Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA). Após a publicação dos Atos Normativos 104 e 108, essas aprovações foram canceladas, deixando o setor sem regulamentação. Segundo Levrero, os novos comitês buscam garantir segurança jurídica e estimular o desenvolvimento tecnológico nesses segmentos, permitindo que a indústria continue inovando.</p>
<p><strong>ABISOLO LANÇA VÍDEO INSTITUCIONAL E REFORÇA PRODUTIVIDADE INTELIGENTE<br />
</strong>Em seu novo vídeo, a entidade destaca como fertilizantes minerais, organominerais, orgânicos, biofertilizantes, condicionadores de solo, substratos, insumos de base biológica e adjuvantes contribuem para uma agricultura mais sustentável. O material conecta ciência, inovação e sustentabilidade, evidenciando o compromisso das empresas associadas com boas práticas de manejo e aumento de produtividade.</p>
<p>O vídeo poderá ser acessado no canal do Youtube da entidade.</p>
<p><strong>TRAJETÓRIA DE CRESCIMENTO CONTÍNUO</strong><br />
O segmento de fertilizantes especiais segue em expansão, como mostra o relatório de inteligência de mercado da Abisolo. Em 2023, houve crescimento médio de 2%, totalizando faturamento<br />
de R$ 22,642 bilhões. Esse ava nço estimula investimentos em Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&amp;I), que têm ficado em torno de 2,8% do faturamento ao longo dos últimos nove anos.<br />
Entretanto, fatores como o adiamento das decisões de compra e as variações climáticas, especialmente influenciadas pelo fenômeno El Niño, impactaram a logística de entrega e o cronograma de plantio de culturas como soja e milho.</p>
<p><strong>CONEXÃO ABISOLO REUNIRÁ SETOR E ACADEMIA EM 2025</strong><br />
Os planos da entidade para 2025 incluem o lançamento do Conexão ABISOLO, evento que unificará o II Fórum Abisolo de Fertilizantes de Matriz Orgânica e o III Simpósio de Biofertilizantes.<br />
Marcado para 22 e 23 de outubro, o encontro visa fortalecer o diálogo entre a indústria e a academia, com plenárias sobre cenários econômico e científico, além de exposições de pôsteres que apresentarão as mais recentes pesquisas em biofertilizantes.</p>
<p>A programação contará com workshops focados em controle e garantia de qualidade, proporcionando imersão prática em temas estratégicos para a indústria. Outro destaque será a premiação nas categorias “Mérito Acadêmico” e “Mérito Inovação”, que valoriza iniciativas de universidades e empresas voltadas ao desenvolvimento de novas tecnologias agrícolas.</p>
<p>“O Conexão Abisolo surge como um marco no relacionamento entre ciência e indústria, crucial para acompanharmos demandas ambientais e produtivas. Queremos fomentar políticas públicas e<br />
inovações que beneficiem tanto o setor quanto a sociedade”, resume Levrero. O objetivo da Abisolo é transformar o evento em referência para promover práticas sustentáveis, impulsionar negócios e aproximar ainda mais o meio acadêmico da indústria nacional.</p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>O novo tempo da AgRoss</title>
		<link>https://agrorevenda.com.br/revista/o-novo-tempo-da-agross/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[agrorevenda]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 10 Dec 2024 15:56:28 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Edição 106]]></category>
		<category><![CDATA[Matéria de Capa]]></category>
		<category><![CDATA[Revista]]></category>
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					<description><![CDATA[Empresa mira o futuro, inaugura uma nova sede, cria um conceito inovador de redistribuição, aumentando a sua capacidade de armazenagem e ainda ergue um campo de inovações, estúdio de alta tecnologia, agência própria de publicidade e centro de treinamento. A tarde agradável e ensolarada de outubro estava terminando em Paulínia, cidade grudadinha em Campinas. Falando [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Empresa mira o futuro, inaugura uma nova sede, cria um conceito inovador de redistribuição, aumentando a sua capacidade de armazenagem e ainda ergue um campo de inovações, estúdio de alta tecnologia, agência própria de publicidade e centro de treinamento.</em></p>
<p>A tarde agradável e ensolarada de outubro estava terminando em Paulínia, cidade grudadinha em Campinas. Falando para um grupo de aproximadamente 150 pessoas, na entrada de um grande galpão, o engenheiro agrônomo de olhos verdes vívidos, descendente de imigrantes italianos, ficou sem voz. E com lágrimas no rosto, parou por segundos. E emendou: “Em toda a minha vida, eu nunca imaginei viver um momento assim. Nem eu, nem meu sócio Vado”. Um dos nomes mais representativos da redistribuição de insumos agrícolas do Brasil, Luiz Rossi Neto, Diretor da AgRoss, estava abrindo as portas de um complexo histórico na trajetória de 27 anos da empresa no Agro Brasil. Uma estrutura para viabilizar ao fornecedor uma redução de custos nas operações de acesso, adicionar o valor tempo em todo o processo e manter um campo de testes de novas tecnologias para potencializar a entrega das indústrias e garantir resultados ao produtor atendido por 2.300 pequenas e médias revendas ligadas à AgRoss. Uma iniciativa dele e do sócio Vado Montagnana.</p>
<figure id="attachment_105166" aria-describedby="caption-attachment-105166" style="width: 1920px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="wp-image-105166 size-full" src="https://agrorevenda.com.br/wp-content/uploads/2024/12/luiz-rossi-inauguracao-nova-sede-agross.webp" alt="" width="1920" height="1280" /><figcaption id="caption-attachment-105166" class="wp-caption-text">Luiz Rossi fala durante inauguração da nova sede da AgRoss, em Paulínia (SP).</figcaption></figure>
<p>Um complexo de 70 mil m² de armazenagem, três lajes, câmara fria para produtos biológicos e sementes, central de contingência para os Centros de Distribuição secundários espalhados pelo país. Ainda abriga a matriz da corporação, todas as divisões e empresas do grupo, estúdio de alta tecnologia para a TV AgRoss, agência de publicidade própria, centro de treinamento, auditório para clientes e centro de almoxarifado de manutenção para atender as frotas de veículos. E mais. Salas para a diretoria, marketing, financeiro, auditório, gestão de frota, logística, refeitório, Tecnologia da Informação, Jurídico. Incluindo a empresa financeira de fundos de investimentos creditórios, que fornece lastro de crédito para a operação logística comercial.</p>
<p>Sem falar em uma novidade quando tratamos de redistribuição de insumos no país. O Campo de Inovações AgRoss (CIA). “Tudo aqui foi pensado para acompanhar o crescente mercado de defensivos agrícolas, pois acessar mercados em um país continental é um dos investimentos mais caros e relevantes em toda a cadeia de trânsito dos insumos agrícolas”, explicou Luiz Rossi Neto, um dos diretores proprietários da AgRoss. “O custo dos insumos está alto. Temos que reforçar o valor da distribuição, que é fazer o que o fabricante não consegue. E falo isso pensando num panorama de uma década inteira pela frente. Queremos seguir a nossa tradição e o nosso pioneirismo, viabilizando ao nosso fornecedor uma redução real de custos, com logística de acesso e agregando valor no processo. E para suportar essa nova operação, aumentamos nossa capacidade de armazenagem consideravelmente, em todas as unidades”, acrescentou.</p>
<figure id="attachment_105170" aria-describedby="caption-attachment-105170" style="width: 1920px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="size-full wp-image-105170" src="https://agrorevenda.com.br/wp-content/uploads/2024/12/CIA-campo-inovacoes-AgRoss.webp" alt="" width="1920" height="1520" /><figcaption id="caption-attachment-105170" class="wp-caption-text">Um campo de inovações inédito na distribuição brasileira.</figcaption></figure>
<p>Foi o ponto alto de uma tarde/noite especial. A cerimônia de inauguração foi realizada no espaço de armazenagem de defensivos e contou com a presença de presidentes e diretores da esmagadora maioria das indústrias parceiras de defensivos agrícolas, a direção da Associação Nacional dos Distribuidores de Insumos Agrícolas e Veterinários (ANDAV), e vários funcionários da AgRoss. Todos acompanharam vídeos com explicações sobre os conceitos que envolvem as novas unidades e a história da corporação. O primeiro a falar foi o ex-ministro Aldo Rebelo, que destacou a força empreendedora e preservacionista do agronegócio brasileiro. “Nenhum país no mundo tem a capacidade produtiva que nós temos. Uma lei tão rigorosa em nome da natureza. E, graças a homens como o Luiz e o Vado, e empresas como a AgRoss, o Brasil tem conseguido garantir a segurança alimentar da nossa população. E do mundo também. E, mesmo com perseguições insistentes como a da União Europeia, com esse absurdo da legislação do desmatamento, seguiremos com a agenda da natureza e da preservação, mas também do desenvolvimento”, afirmou.</p>
<p>Na sequência, Luiz Rossi assumiu a apresentação, falando da grande paixão nutrida pela família, o agro e o Palmeiras, clube de adoração dele e do pai. E fez uma homenagem especial a três profissionais com histórico de atuação ao lado da redistribuidora. Elenice Franco, que há 23 anos atende na AgRoss pela FMC. “Nós estamos construindo uma história muito bonita juntos. Tenho muito orgulho. O Luiz e o Vado são meus ídolos”, comentou sorrindo Elenice. Outro lembrado foi João Bosco Freitas, Gerente de Negócios da Corteva. “A AgRoss sempre fez sucesso, desde os primeiros anos, com muitas inovações e tecnologia. Agradeço muito por essa lembrança”, falou emocionado. Por último, lembrou a memória de Antônio Carlos Queiroz, ex-presidente da Monsanto, que trabalhou anos ao lado de Luiz Rossi. “Esse Rossi é corajoso. Tinha uma bela carreira construída e resolveu iniciar uma atividade nova. Ele é um caso único de sucesso no agronegócio brasileiro“, falou o representante do homenageado, o ex-diretor da Monsanto Osmar Bergamaschi, que não pôde comparecer, mas já garantiu que vai visitar a empresa em breve.</p>
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		<title>Distribuidores apostam no Brasil!</title>
		<link>https://agrorevenda.com.br/revista/distribuidores-apostam-no-brasil/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[agrorevenda]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 11 Oct 2024 10:40:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Edição 105]]></category>
		<category><![CDATA[Matéria de Capa]]></category>
		<category><![CDATA[Revista]]></category>
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					<description><![CDATA[Congresso da Associação Brasileira dos Distribuidores de Insumos Agrícolas e Veterinários (ANDAV) reúne 15 mil profissionais, mais de 250 empresas expositoras e aposta na AgroEconomia independentemente da Política “O Brasil vai emergir de toda essa confusão política nacional e internacional. É certo que o mundo nunca mais será tranquilo, porém, temos agricultura, terras, energia. E [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Congresso da Associação Brasileira dos Distribuidores de Insumos Agrícolas e Veterinários (ANDAV) reúne 15 mil profissionais, mais de 250 empresas expositoras e aposta na AgroEconomia independentemente da Política</em></p>
<p>“O Brasil vai emergir de toda essa confusão política nacional e internacional. É certo que o mundo nunca mais será tranquilo, porém, temos agricultura, terras, energia. E gostamos de tecnologia. A economia vai subir de novo, independentemente da política. Nós é que estamos nos atrapalhando. Mas o Brasil vai se industrializar novamente, querendo ou não. Em torno de conceitos novos. Produção agropecuária e segurança alimentar. Só precisamos querer mais. Porque o horizonte é azul. E a Distribuição do Agro tem um poder sensacional de espalhar insumos pelo país e pode, ainda, levar outros tipos de produtos para todos os estados porque já têm logística adotada. Não se assustem com ‘três anos de tumulto e vento contra’. A vocação do setor é irreversível. E vai continuar crescendo, impulsionado por mais dois bilhões de habitantes que vão nascer nos próximos 25 anos”. A previsão objetiva e serena foi o ponto alto da apresentação do ex-ministro da Economia, empresário e professor Paulo Guedes, para um auditório lotado, no encerramento do 13º Congresso promovido em São Paulo pela Associação Nacional dos Distribuidores de Insumos Agrícolas e Veterinários (Andav), debatendo o tema <em>‘Agroeconomia Brasileira em Primeiro Lugar: Como assegurar o nosso propósito de alimentar o mundo. </em>“Nos próximos 20 anos, o Brasil seguirá no ritmo da prosperidade do ponto de vista do campo. Crescendo entre 4% e 5%. Desde que tenha boa administração econômica e política. E o agro e a indústria devem caminhar juntos para essa evolução contínua, apoiado em inovações sustentáveis. E quem tem distribuição tem força”, disparou. Final que simbolizou bem os três dias de intensa movimentação em debates, negócios e relacionamento envolvendo quinze mil pessoas do segmento. <em>M</em>ercado que faturou R$ 151 bilhões no ano passado, com a área de insumos respondendo por R$ 94,8 bilhões e a comercialização de grãos R$ 33,3 bilhões. Encerramento que ainda contou com uma homenagem especial a Paulo Tibúrcio, Presidente Executivo da ANDAV pelos cinco anos de trabalho à frente da Associação.</p>
<p><strong>O público da cerimônia também ouviu mais opiniões do ex-ministro sobre a história da economia internacional. Ele enfatizou que quatro </strong>bilhões de eurasianos saíram da linha da miséria e do socialismo instalado na maioria destes países nos últimos oitenta anos. Um fenômeno da globalização iniciado depois do fim da segunda guerra mundial, vencida pelos americanos. Um sucesso do modelo. Democracia e mercados. “Foram anos de liberdade. As nações derrotadas receberam ajuda importante dos vitoriosos. Alemanha, Japão, Europa também. Organizações internacionais importantes foram criadas, como Organização das Nações Unidas (ONU), Banco Mundial, etc. Oito décadas, todo mundo melhorando. Vitória das economias de mercado. E a época acabou. Não volta mais. O Brasil não viveu com intensidade esse momento. Sofremos com o avanço do Oriente. E, agora, o Ocidente está em crise, totalmente sem esperança. Nosso mundo parece um tumulto. Distúrbios políticos, guerras, ameaças, retaliações. Porém, o mercado freia um pouco, mas sempre demonstra solidez. Temos que acreditar nisso”, aconselhou.</p>
<p><strong>DISTRIBUIÇÃO<br />
A sugestão do ex-ministro da Economia do Governo Jair Bolsonaro sempre foi seguida pelos distribuidores. Tanto para as tecnologias como para a </strong>sustentabilidade. O tema esteve em debate e ganhou força na posição de vários empreendedores do setor. “É necessário investir em governança e compartilhar com seus clientes as informações de forma transparente e ágil. Isso colabora com a eficiência dos serviços. O produtor está pronto para absorver novas funcionalidades e processos para o crescimento da agricultura sustentável”, justificou o CEO da Fiagril, Henrique Mazzardo. O chefe da geral da Embrapa Agrossilvipastoril, Laurimar Vendrusculo, comentou que aplicar a ILPF (Integração Lavoura, Pecuária e Floresta) traz mais resiliência diante dos efeitos das mudanças climáticas. “A tecnologia demanda uma mudança na forma de pensar a produção. Os distribuidores podem fornecer insumos agregando valor aos sistemas desenvolvidos”, disse. Para a chefe Geral da Embrapa Meio Ambiente, Paula Packer, é momento de ’tropicalizar’ a sustentabilidade brasileira, mostrando sua verdadeira vocação como um país produtor. “Precisamos aprender a comunicar nossos indicadores. Há tecnologia para mitigar e adaptar”, reiterou.</p>
<p>E a mulherada chegou com tudo no Congresso, destacando a administração do negócio, marketing, questões tributárias, vendas e recursos humanos. Para a diretora da Adagro, Priscila Favaretto, a boa gestão deve ir além da temática operacional e abarcar a perspectiva estratégica do negócio. A sócia da Apoio Agrícola, Luciana Chaves, ressaltou que o produtor rural quer mais do que apenas adquirir o produto. “Ele quer apoio, consultoria, assistência técnica, pós-venda”, garantiu. A coordenadora jurídica da Agro Hara, Jaqueline Hara, lembrou de especificidades do agro, como os créditos presumidos de ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços), que ficam retidos e consequentemente impactam no caixa dos distribuidores. Já a gerente de marketing da Aprovar Agropecuária, Fernanda Nogueira, pontuou a busca por um marketing de insumos mais humanizado e não apenas somente pelo ponto de vista puramente comercial.</p>
<p>Tantos desafios na verdade consolidam um segmento hoje representado por mais de 3,4 mil distribuidores associados. Um quadro que triplicou nos últimos quatro anos. Mercado crescendo em infraestrutura, com alta de 7,8% sobre o número de lojas de janeiro de 2023. Que promete novas 419 lojas até o fim deste ano. Dando emprego a mais de 48 mil trabalhadores.</p>
<p><strong>Negócios que fazem história!</strong></p>
<p>É como uma ciranda. Começou no início dos anos 1970. O país resolveu plantar com energia. Empresas estrangeiras e empreendedores nacionais começaram a produzir tecnologia para lavouras e rebanhos. Agricultores e pecuaristas pegaram enxadas, máquinas e cavalos. Mas o campo era imenso. Mais de 8,5 milhões de km². Como levar insumos a fazendas, sítios, chácaras? As mãos da distribuição fecharam a roda. E as empresas sempre confiaram nesta parceria. Basta andar pelos corredores limpos, coloridos e refrigerados da feira de negócios do Congresso ANDAV, a cada ano mais amplos, para atestar uma parceria histórica, revolucionária, incomparável na economia mundial.</p>
<p>E são vários exemplos. “A presença aqui reforça a proximidade da companhia japonesa junto ao cliente, promovendo constantes investimentos em serviços que tragam maior conveniência no dia a dia deles e também na atuação do desenvolvimento de novas tecnologias por meio de uma agricultura mais sustentável”, afirmou Luciano Veronesi Jaloto, diretor de Marketing Brasil da Sumitomo Chemical. A companhia mostrou em São Paulo toda a liderança em pesquisa, desenvolvimento e na produção de Bio Racionais, além de trazer novas moléculas para o mercado de proteção de cultivos químicos, que ajudam a desenvolver um manejo mais sustentável no campo, promovendo uma experiência diferenciada para parceiros e clientes. “São serviços, benefícios e iniciativas que contribuem nos negócios, entendendo as necessidades dos produtores e trazendo soluções práticas para seu dia a dia”, acrescentou.</p>
<p>Ao mesmo tempo, tem gente nova chegando, com força e resultados comprovados. A marca Tecnomyl é líder no Paraguai e atua no Brasil desde 2018. Os planos são ousados. Chegar a 5% de market share em três anos, num país que é um dos quatro gigantes mundiais. E a proposta é direta. ”Somos uma empresa fácil, que faz e entrega. Queremos mostrar nossa qualidade aqui também. Nossas fortalezas. Estamos no jogo para participar do mercado. Presentes no Brasil inteiro. E muito felizes com os resultados da feira. Temos o melhor time do mercado e um portfólio muito amplo”, explicou Marcos Sarabia, fundador do Grupo. Outros executivos estavam animados com a presença na ANDAV, inclusive para atestar o portfólio da empresa. “Temos um plano ousado para o Brasil. São 56 produtos atualmente e outros 80 para chegar. Banco de produtos robusto porque o agro é muito dinâmico. O produtor espera isso e queremos oferecer à altura”, emendou José Itamar Silveira Filho, Gerente de Marketing da Tecnomyl Brasil. Recado mais do que apoiado pelas áreas Comercial e de Operações da empresa.  “O Congresso ANDAV é um evento fantástico. Recebemos centenas de amigos, sem parar. Acho muito gratificante ajudar uma empresa a se instalar no Brasil. Isso move a gente. Entregar para os clientes, os acionistas e colaboradores”, ratificou Rogério Alencar, CFO da Tecnomyl.</p>
<p>“Temos o melhor time do mercado e portfólio amplo. Vamos carregar isso por muito mais tempo e somos uma empresa ‘de dono’. Ele está dentro das atividades. Mostramos uma história consolidada no Paraguai, trouxemos isso para o Brasil há seis anos. Operação para o país inteiro, em várias culturas, com centros de distribuição em quinze estados. E vamos avançar fortemente nos próximos cinco anos para onde ainda não estamos”, cravou Roberto Valadão, Diretor Comercial.</p>
<p>Velocidade também firmada pela Agroallianz no Brasil, que apostou em entrar no mercado nacional de defensivos. “Estamos vivenciando uma concentração acelerada nos últimos cinco anos e precisávamos agir de uma forma diferente. Por isso a parceria estratégica com a Coopercitrus, anunciada há quatro meses, dando mais combustível à distribuição. Somos uma empresa orientada ao cliente e a Coopercitrus simboliza muito isso”, explicou Thiago Pedroso, Gerente Comercial Brasil da empresa. Outra união consagrada na Feira foi a da Ourofino Agrociência e as  multinacionais <em>FarmHannong</em> e ISK. O Terrad’or é um herbicida para manejo de plantas daninhas resistentes, como buva, capim-amargoso e outras. Que possui amplo espectro, que reduz as perdas de produção no campo de forma rápida e eficaz. “É uma molécula nova e que vem garantindo mais produtividade aos agricultores”, sacramentou <strong>Marcelo Abdo, CEO da Ourofino Agrociências.</strong></p>
<p><strong>Avançar a mil também é com os biológicos. O volume e a diversidade impressionam. I</strong>nseticidas, controle, fertilizantes, estimulantes. Chamam cada vez mais a atenção dos produtores e dos distribuidores. E eles não substituem apenas os químicos. “É um mercado bem amplo. Por isso, temos uma campanha verde, pregando que nossa empresa é escolha natural. Trouxemos vários lançamentos, em diversos vários cultivos. Bactérias desenvolvidas para proteger planta e solo. Defesa contra falta de água e altas temperaturas”, apontou firme Rogério Rangel, Diretor de Marketing da Biotrop.</p>
<p>E é novidade que não acaba mais. Até a água salgada dos oceanos proporcionam extratos para melhorar colheita e qualidade das lavouras. Ricardo Dias, o Diretor Comercial da Acadian Plant Health para o Brasil e o Paraguai, fala sobre uma empresa e um produto apaixonante. “Solução que entrega, é sustentável, faz com que o produtor colha mais e com qualidade. É fácil contar essa história. Falar com as revendas. De onde vem a alga, os bioativos extraídos, método de extração. São pilares do extrato de uma alga. Retirada no mar do Canadá. Trabalhos comprovando a eficiência para a agricultura, e com parceria importante da Koppert, além de outros, que formulam com a gente”, declarou animado.</p>
<p><strong>A Microgeo também está de olho nos mesmos propósitos e quer abraçar cada vez mais as revendas. Lançou o </strong>Programa Sinergia, que estabelece regras de gestão do ambiente de negócios que permitam criar, compartilhar e capturar valor, beneficiando tanto a empresa quanto seus parceiros distribuidores. “Precisamos do distribuidor, temos paixão pelo campo como eles. Vamos chegar ao agricultor com qualidade, maximizar os resultados fisiológicos da planta e dos solos. Nascemos com um agricultor. Precisamos dessa energia no nosso modelo de negócio“, rogou Adriano Holand, CEO da Microgeo.</p>
<p>E tratar de distribuição é falar em importação de produtos básicos para o cultivo das plantações. Assunto que está na ‘ponta da língua’ de quem frequenta o Congresso há anos. &#8220;A ANDAV é sempre um dos principais pontos de encontro do setor, logo, um ambiente perfeito de conexão e transmissão das nossas competências e habilidades com o Comércio Exterior para o setor. A importação e a exportação destes insumos estão presentes no nosso dia-dia através do desembaraço aduaneiro, além de todo o conhecimento que absorvemos de novidades tecnológicas e tendências do Agro. E se tem agro, a Done Solutions está presente&#8221;, garantem os sócios da empresa Samara Baraldi e Luciano Vieira.</p>
<p>Realmente, atrelar o negócio industrial a uma distribuição eficiente em todo o território também está na mira de gigantes tradicionais. Como a UPL, que levou a São Paulo o conceito de ‘Casa de Soluções’, centralizando todas as necessidades dos distribuidores de insumos, sempre se baseando em soluções tecnológicas desenvolvidas com base em pesquisa e inovação. “Com isso, reforçamos nosso posicionamento como uma parceira na oferta de produtos eficientes para o manejo de todo o ciclo das mais diversas culturas agrícolas, do preparo da plantação até o fim da colheita”, destacou Giuliano Scalabrin, Diretor de Negócios da UPL.</p>
<p>Eficiência é uma boa definição para uma companhia que tem apenas quatro anos de operação, mas não hesita em ofertar, e bem, para as revendas. Um verdadeiro mantra para os sócios da AgriConnection Daniel Dias, Evaldo Carvalho e Flávio Mata. Novidades sem parar para o mercado. “Vivemos um novo momento, com um olhar especial direcionado também para empresas japonesas e europeias. Somos uma boa opção para a distribuição de novas tecnologias. Somos uma bela forma de acessar o mercado brasileiro”, garantiram.</p>
<p>E alcançar clientes num país gigantesco ainda exige manobras modernas de gente com muito tempo na estrada. Mais de quarenta anos depois, a Casa Bugre aproveitou a ANDAV 2024 para lançar oficialmente o Grupo, junção da marca com AgriForlife, Krilltech e Agrilife. “Foi um evento excelente, erguemos dois estandes, tivemos um movimento incrível de público, lançamos o Grupo e ainda fizemos as gravações para um podcast onde ouvimos ideias e soluções trazidas por revendedores, empresários, produtores, técnicos, pesquisadores de universidades, consultores e inovações”, comemorou Flávio Maia, CEO do Grupo Casa Bugre. “Tudo sempre movido pelo conceito que entregamos todo dia: interesse genuíno no produtor rural”, emendou Everton Molina, Diretor de Marketing da empresa.</p>
<p><strong>ENTIDADES E COOPERAÇÃO</strong><br />
A evolução da agricultura da porteira para dentro colocou o Brasil em um novo patamar. “Mesmo assim, o setor ainda lida com problemas recorrentes como falta de crédito e subsídio, e a logística mais cara do mundo”, enfatizou o presidente do Instituto Pensar Agropecuária (IPA), Nilson Leitão. Desde a criação, em 2011, o IPA tem colaborado para a modernização da legislação brasileira. Hoje, são 59 entidades participantes, incluindo a ANDAV, que conta com a organização do IPA junto a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), nas agendas para debater os temas e defender os interesses da agricultura. Os temas principais são regularização fundiária, marco temporal, modernização da lei dos defensivos e das novas ferramentas do Fiagro (Fundo de Investimento nas Cadeias Produtivas Agroindustriais). “As entidades têm trazido o debate e provocado uma mudança de comportamento na política do agronegócio”, provocou Nílson Leitão. Neste caminho do associativismo, a Andav assinou dois acordos de cooperação para contribuir com o desenvolvimento técnico do Agro, completando nove compromissos. Com a Secretaria de Agricultura do Estado de Minas Gerais, para desenvolver ações nas áreas de armazenamento, comércio e transporte de insumos agropecuários, além de boas práticas agrícolas. Ao lado de Caio Coimbra, subsecretário de Política e Economia Agropecuária do Estado. E com a Associação Nacional das Empresas de Produtos Fitossanitários (AENDA), para executar projetos na área de capacitação e realizar ações regulatórias no setor industrial e na área de distribuição de insumos. Ao lado do diretor executivo da AENDA, Luis Carlos Ribeiro.</p>
<p>O objetivo é um só. A Agroeconomia. Termo que nasceu logo na abertura do evento. Força no campo para enterrar os fantasmas da segurança alimentar, transição para a descarbonização, mudanças climáticas e desigualdade social. Luta certa da agricultura e pecuária do Brasil. “Um desafio maravilhoso. Temos um papel central em termos planetários”, instou o ex-ministro da Agricultura Roberto Rodrigues. E ele justifica. Nossa safra de grãos é igual a uma fila de caminhões de 57 toneladas que dá três voltas ao redor do mundo. Usando apenas 9% do território brasileiro. Com matriz energética renovável em 47,4%. Biomassa, hidráulica, carvão vegetal e lenha, eólica, lixívea e outras renováveis. A do mundo é de míseros 15%. “A Andav é o meio de campo do agro, que liga as pontas da indústria à fazenda, como no futebol. Representa 23,8% do Produto Interno Bruto 9PIB) nacional, 26,2% dos empregos, 49% das exportações, com US$ 166,6 bilhões”, emendou Aldo Rebelo, ministro de várias pastas do governo petista.</p>
<p>Um retrato que espelha bem uma jornada de 33 anos, atuando sempre para distribuir insumos e cumprir as leis, como o Código Florestal. Promovendo um novo agro, ajudando a descarbonizar as cadeias produtivas, integrar as áreas rural e urbana. Originar novas oportunidades de emprego, outros sistemas integrados de produção e comercialização; mais eficiência e qualidade. Sabendo que em mundo conectado, o consumidor sempre vai estar no centro das decisões. “O agro é muito importante na vida de todos”, reforçou Paulo Tibúrcio. “A sociedade brasileira precisa apoiar a atividade por causa de sua amplitude, importância. Ajudamos a construir o território do país”, reforçou Aldo Rebelo.</p>
<p>A convocação serviu como provocação para outros debates. Como a COP30, que vai ser realizada no ano que vem, no Pará, e que vai ter como assunto principal o bioma Cerrado, que responde por cerca metade da produção de cana de açúcar (SP e centro-sul), café (MG), eucalipto (MG e MS), milho e soja (Centro-Oeste), e 98,8% da produção nacional de algodão, em especial em Mato Grosso e Bahia. Dados de estudo da Embrapa Territorial sobre uma área que ocupa 204 milhões de hectares, abrangendo 12 estados e o Distrito Federal, foram apresentados pelo chefe geral, Gustavo Spadotti. As lavouras ocupam apenas 14,2% do bioma e as pastagens, 29,4%. O rebanho bovino é estimado em 78 milhões de cabeças. São cerca de 52% de área coberta por vegetação nativa. “A recuperação das áreas degradadas e a intensificação têm sido constantes. A falta de logística levou à verticalização dos sistemas de produção (soja, milho para ração, etanol para o biodiesel). Agora, cresce ainda mais a importância da inovação tecnológica. O Agro brasileiro é exemplo de práticas sustentáveis em vários elos da cadeia”, disparou.</p>
<p><strong>E exemplo de crescimento também, com potencial para ampliar a participação na exportação de grãos e carnes. </strong>Segundo projeções do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA na sigla em inglês), o agro brasileiro será responsável por 66% da soja adquirida em mercados globais, 33% de milho e 30% de algodão até 2034. Nas vendas externas de frango o país pode chegar a 41%, enquanto carne suína com 19% e carne bovina com 29%. “Alta produtividade e baixas emissões caracterizam o agro brasileiro. Nossa agricultura tropical tem uma capacidade fotossintética três vezes superior à agricultura temperada e o uso intensivo aperfeiçoa nossos solos”, pontuou o presidente da Associação Brasileira do Agronegócio (ABAG), Luiz Carlos Corrêa Carvalho. Outro ponto tratado foi o crescimento de medidas protecionistas, que exigem a cooperação e a revitalização de forma efetiva do multilateralismo. “Cooperação está ligada à criação de alianças com atores importantes que podem trabalhar conosco para equacionar o desafio do unilateralismo”, avaliou Luiz Carlos, na mesma toada da diretora de Relações Internacionais da Confederação da Agricultura e da Pecuária do Brasil (CNA), Sueme Mori. “Temos que trabalhar o acesso ao mercado, a representação da marca institucional do país como produtor sustentável e que o crescimento pela demanda de alimento mundial estará em países do Sudeste Asiático e da África Subsaariana. Por isso, o Brasil precisa de estratégia para exportar seus produtos para esses locais. Não devemos fechar os olhos para os blocos compradores, pois a União Europeia continuará demandando assim como a China. E o distribuidor tem o papel de levar a informação ao produtor sobre os mercados promissores que irão demandar os produtos”, indicou. A China, mesmo com um processo de crescimento menor da economia, continuará sendo um mercado fundamental para o agro, avaliou a diretora executiva do Conselho Empresarial Brasil-China (CEBC), Claudia Trevisan. Outro país promissor é a Índia, que em 2050 deverá ter uma concentração populacional de 1,670 bilhão de pessoas.</p>
<p>Mas o caminho do futuro também reserva cuidados. Os preços das commodities, incluindo as agrícolas, devem apresentar tendência de alta à medida que o Banco Central dos Estados Unidos reduzir as taxas de juros, movimento que é aguardado para este segundo semestre. “Em razão do quadro de desafio fiscal nunca antes ocorrido, eles caminham para uma recessão, independentemente de quem vença as eleições presidenciais de novembro. E os dados históricos mostram que quando os juros caem nos EUA, as commodities se valorizam, com o inverso acontecendo quando as taxas se elevam. No entanto, este movimento de recuo nos juros será momentâneo já que projeções, em amplitude global, já indicam alta nas taxas nos índices futuros”, alertou o economista-chefe da MB Associados, Sérgio Vale. E não fica só aí. A irrigação e a armazenagem são pontos importantes para a agroeconomia verde &amp; amarela. E o Carlos Cogo, sócio-diretor da Cogo Inteligência em Agronegócio, insistiu que a irrigação tem o potencial de alcançar 47,7 milhões de hectares, contra os atuais 8,2 milhões de hectares, enquanto a armazenagem pode crescer devido ao déficit de 121,7 milhões de toneladas. “A classe média global vem se ampliando e a demanda por mais proteínas também, o que significa que a demanda por grãos deve aumentar substancialmente. O destaque será a soja, que ocupará na próxima safra 81 milhões de hectares. A área plantada com a commodity está crescendo 2,2%, mas só utiliza 1,7% do total do território. O fato é que o agronegócio está crescendo 3% ao ano devido à produtividade&#8221;, explicou, antes de fazer novas previsões. “Hoje, são 116 dias de reserva de soja no mundo, o que resulta em um cenário de preços baixos. Porém, os prêmios nos portos sobre preços futuros estão positivos. O ano vai terminar com a soja em alta, mas o ciclo poderá ser quebrado dependendo das eleições dos EUA. Já o milho pode ter safra de 130 milhões de toneladas, sem falar no potencial enorme com o etanol”, ratificou.</p>
<p>Na distribuição, o panorama é ficar atento. Marcelo Prado, tarimbado presidente da MPrado Consultoria, afirmou que a questão está na estratégia da compra do insumo. “Se o distribuidor consegue prever o melhor momento para ofertar a solução ao produtor rural, a margem poderá ser mais efetiva. A agilidade e o tamanho de estoque para o ano agrícola devem estar no planejamento do distribuidor e a tecnologia com suas mais diversas soluções auxiliam no gerenciamento de estoque e estratégia de venda”, recomendou. “No momento atual do país, é necessário reduzir o custo e analisar o crédito com critério”, observou Roberto Motta, CEO da Agro Amazônia. “Precisamos crescer de forma sustentável. Para isso, precisa ser rentável, eficiente e gerir um custo operacional menor para ter melhores resultados. O outro desafio é cuidar e preparar os colaboradores que irão atuar na linha de frente junto ao cliente”, acrescentou Alberto Yoshida, gerente de Relações Institucionais e Novos Negócios da Adubos Real. “O consumidor busca praticidade e novas formas de consumo e quem investir em modelos de automação e inteligência artificial vai poder definir melhorias futuras”, concordou Carlos Furusato, Diretor &#8211; Proprietário da AgroPodas.</p>
<p><strong>EDUCAÇÃO<br />
“</strong>A formação educacional das novas gerações é realmente estratégica para o País e o agronegócio, que podem perder competitividade num cenário cada vez mais complexo”. A avaliação da presidente da associação ‘De Olho no Material Escolar’, Leticia Jacintho, deu a chave para o momento de examinar compromisso social e propósito de educar. O resumo foi de que o Brasil tem questões estruturais de difícil superação em sala de aula, investe mal, tem resultados ruins nos exames internacionais de avaliação do aprendizado. E a atual proposta do Plano Nacional de Educação (PNE), que tramita no Congresso, não avança em eixos como alfabetização, formação de professores, segurança, ensino técnico e governança. A presidente do Conselho Diretor da Associação Brasileira do Agronegócio (ABAG &#8211; RP), Mônika Bergamaschi, falou sobre o ‘Programa Educacional Agronegócio na Escola’, que é focado na capacitação de professores, abrindo as portas do agro para a educação. Desde 2001, foram quase 290 mil alunos participantes, de 909 escolas, 232 municípios e 22 de estados. “A educação é um trabalho que precisa ser realizado continuamente. Por isso, há 24 anos, a ABAG/RP realiza essa iniciativa, que a cada ano tem novos desafios”, disse Mônika, que ainda recebeu a homenagem ‘Prêmio Andav de Reconhecimento: categoria Educação’, por essa ação inovadora de levar o agro para os estudantes de todo o país.</p>
<p><strong>CLIMA E POLÍTICA</strong><br />
E o que não está diretamente nas mãos do produtor rural e do distribuidor? Dois temas são íntimos da fazenda e da revenda faz tempo. “Não há indícios de problemas para o Sul do Brasil na safra de verão do ponto de vista climático. A safra 2024 &#8211; 2025 será influenciada pelo La Niña, começando em setembro e outubro. O período mais seco dificulta o início do plantio. E demora para a regularização das chuvas&#8221;, analisou o agrometeorologista e sócio-diretor da Rural Clima, Marco Antônio dos Santos. O outro tema é mais espinhento e tão imprevisível quanto. O deputado federal e presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), Pedro Lupion, falou no Congresso e destacou as prioridades do colegiado de parlamentares ligados ao agro na agenda do Congresso Nacional para este segundo semestre. Entre os pontos principais estão a tramitação da reforma tributária no Senado Federal, o licenciamento ambiental, novo modelo de seguro rural, a regularização fundiária e o marco regulatório para produção de bioinsumos. “O objetivo é que o texto da reforma tributária aprovado na Câmara dos Deputados, aceitável e razoável para o agro, seja mantido no Senado. E ainda temos as disputas envolvendo transição energética e infraestrutura logística como outros temas em destaque no radar da FPA, assim como a vigilância constante que possam endereçar políticas públicas, que garantam a segurança jurídica no país”, detalhou Lupion, ‘grudadinho’ na senadora Tereza Cristina, ex-Ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) e também integrante da FPA, que prestigiou o Congresso ANDAV. “Nosso setor busca compartilhar perspectivas e visões, encontrando soluções inteligentes e ideias inovadoras, para aproveitar as oportunidades para uma economia resiliente e fortalecida”, finalizou Paulo Tibúrcio.</p>
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<p><strong>9ª PESQUISA NACIONAL DISTRIBUIÇÃO ANDAV!</strong></p>
<p>“É um imenso prazer ajudar a construir uma ANDAV forte. Com todo o apoio do Conselho Diretor da entidade”. A frase abriu a apresentação de Paulo Tibúrcio, Presidente Executivo, na divulgação dos dados da pesquisa mais aguardada pelo setor. O trabalho é complexo e se desenvolve ao longo de um ano inteiro. A pesquisa de estoque é realizada a cada três meses, com reuniões na sequência, para avaliação de todos os associados. Ainda há o levantamento sobre recursos humanos. Salários, benefícios, promoções. E uma reunião sobre tudo o que o Brasil importa de insumos. E o associado usa todo esse apoio. “Para isso existe a ANDAV”, crava Tibúrcio. A Associação atua com 7.993 CNPJ´s. Em quatro anos, dobrou o número de associados e agora representa 75% do faturamento da Revenda Brasil. São 48% do mercado de insumos do país, para soja e milho, essencialmente. Mil novas revendas em apenas três anos. Mudança positiva mesmo diante de tamanha adversidade. 73% deles responderam as perguntas e enviaram até abril deste ano. O ano base para as avaliações foi 2023. Tibúrcio destaca aspectos positivos do avanço na área, critica algumas posturas e analisa a performance da revenda. “Ainda fazemos mal o pós-venda. Precisamos melhorar esse tipo de atendimento. Já sobre os estoques no período difícil de 2023, o valor aceitável é de 10% a 12%. Até chegou a 28% com preços lá em cima, mas estamos conseguindo baixar. Agora, os desafios são trabalhar com fidelidade a questão do acesso. O fornecedor representa 53% do nosso negócio. E são muitos investimentos no segmento. Duas empresas chinesas participaram do Congresso no ano passado e em 2024 são 28. Abrimos pavilhões para eles, para a Itália e vários países da América do Sul”, conta.</p>
<p>O estudo ainda mostrou o número de mulheres crescendo no quadro de funcionários das revendas, além de advogados, economistas e administradores entrando no agro. Também vimos a primeira diminuição drástica no número de roubos e furtos. “Queremos agradecer à CropLife, ao Nílton Mendes e à parceria firmada com a Polícia Federal no sentido de localizar os donos dos materiais roubados. É a nossa tarefa. Atender os distribuidores. Propor sempre políticas claras de acesso aos fornecedores. Bancamos 23% do agro brasileiro. O governo federal 3% ou 5%. E o fornecedor representa 53% do nosso negócio”, ratifica. Acompanhe os principais resultados da pesquisa.</p>
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<p><strong>DISTRIBUIDORES DE INSUMOS NO BRASIL<br />
</strong># 7.993 CNPJ´S<br />
# Associados ANDAV: 3.472<br />
# 954 cidades com lojas físicas</p>
<p><strong>FATURAMENTO<br />
</strong># Até R$ 20 milhões: 28%<br />
# De R$ 20 a R$ 50 milhões: 20%<br />
# De R$ 50 a R$ 100 milhões: 17%<br />
# De R$ 100 milhões a R$ 300 milhões: 24%<br />
# De R$ 300 milhões a R$ 600 milhões: 6%<br />
# De R$ 600 milhões a R$ 1 bilhão: 2%<br />
# De R$ 1 bilhão a R$ 2 bilhões: 1%<br />
# Mais de R$ 2 bilhões: 2%</p>
<p><strong>9ª PESQUISA NACIONAL DISTRIBUIÇÃO ANDAV<br />
</strong># Coleta de dados com 73% de associados | Realizada em abril de 2024 sobre dados de 2023<br />
# 2.421 CNPJ´s<br />
# Paraná e Santa catarina: 18%<br />
# Goiás, Distrito Federal e Rio Grande do Sul: 15%<br />
# Minas Gerais e São Paulo: 12%<br />
# Mato Grosso: 7%<br />
# Mato Grosso do Sul, Rondônia e Nordeste: 6%<br />
# Maranhão, Tocantins, Piauí e Pará: 4%<br />
# Luís Eduardo Magalhães: 3%<br />
# Rio de Janeiro e Espírito Santo: 2%</p>
<p><strong>FATURAMENTO POR REGIÃO, CULTURA E PRODUTOS<br />
</strong># Total: R$ 151 bilhões<br />
# R$ 33 bilhões em faturamento com comercialização de grãos<br />
# R$ 94,8 bilhões em faturamento com insumos<br />
# Mato Grosso: 26,7%<br />
# Paraná: 15,3%<br />
# Minas Gerais; 12,5%<br />
# São Paulo: 10,5%<br />
# Goiás: 9,9%<br />
# Rio Grande do Sul: 9,4%<br />
# Mato Grosso do Sul: 8,6%<br />
# Nordeste: 2,5%<br />
# Bahia: 2,3%<br />
# Piauí: 1,7%<br />
# Rio de Janeiro e Espírito Santo: 0,6%</p>
<p><strong>FATURAMENTO POR CULTURA<br />
</strong># Soja: 58%<br />
# Milho: 22%<br />
# Outros grãos: 6%<br />
# Hortifrutis: 5%<br />
# Outros: 4%</p>
<p><strong>FATURAMENTO POR SEGMENTO<br />
</strong># Fertilizantes de solo: 24%<br />
# Sementes: 22%<br />
# Fungicidas e herbicidas: 14%<br />
# Inseticidas: 13%<br />
# Fertilizante foliar: 6%<br />
# Insumos biológicos: 3%</p>
<p><strong>INFRAESTRUTURA<br />
</strong># Número de lojas cresceu 18% de 2021 a 2022<br />
# Aumentou 15% de 2022 a 2023<br />
# Deve se elevar em 7,8% em 2024</p>
<p><strong>SATISFAÇÃO DO CLIENTE<br />
</strong># Não avalia a satisfação do cliente de forma proativa. Só depois de elogio ou reclamação: 63%<br />
# Avalia com pesquisa formal, mas não periódica: 29%<br />
# Avalia com pesquisa periódica e equipe informa resultados aos gestores das áreas: 8%</p>
<p><strong>MARCA PRÓPRIA – FRANQUIA – EXCLUSIVIDADE<br />
</strong># 19% possuem marca própria<br />
# 52% possuem parceria/exclusividade com algum fornecedor de insumos<br />
# 44% dos fertilizantes foliares<br />
# 19% dos defensivos biológicos<br />
# 14% dos fertilizantes de solo</p>
<p><strong>ESTOQUE DE PASSAGEM<br />
</strong># A médio Geral é de 17,8%<br />
# 73% de defensivos químicos<br />
# 26% de inseticida<br />
# 23% de fungicida<br />
# 21% de herbicida<br />
# 3% de outros defensivos</p>
<p><strong>ESTOQUE EM RELAÇÃO AO FATURAMENTO COM INSUMOS<br />
</strong># Goiás e Distrito Federal: 30%<br />
# Luis Eduardo Magalhães: 29%<br />
# Nordeste: 21%<br />
# Rio de Janeiro e Espírito Santo: 21%<br />
# Minas Gerais: 20%<br />
# Mato Grosso do Sul e Rondônia: 20%<br />
# São Paulo: 18%<br />
# Paraná e Santa Catarina: 18%<br />
# Maranhão, Tocantins, Piauí e Pará: 16%<br />
# Mato Grosso: 12%<br />
# Rio Grande do Sul: 11%</p>
<p><strong>FATORES PARA ESCOLHA DE FORNECEDOR<br />
</strong># O que mais importa no defensivo químico é campanhas comerciais e preço para atrair agricultores: 29%<br />
# O que mais importa no defensivo biológico é geração de demanda e suporte ao posicionamento em campo: 27%<br />
# O que mais importa em fertilizante de solo é campanhas comerciais e preço para atrair agricultores: 43%<br />
# O que mais importa em sementes é a geração de demanda e suporte ao posicionamento em campo: 21%<br />
# O que mais importa em nutrição e saúde animal é campanhas comerciais e preço para atrair agricultores</p>
<p><strong>COLABORADORES<br />
</strong># Homens: 69%<br />
# Mulheres: 31%<br />
# 86% dos diretores são homens<br />
# 82% dos gerentes são homens<br />
# 60% dos coordenadores são homens<br />
# 52% dos analistas são mulheres<br />
# 72% dos homens ocupam outras funções</p>
<p><strong>COLABORADORES II<br />
</strong># 48 mil diretos<br />
# Equipe interna: 65%<br />
# Equipe comercial: 35%</p>
<p><strong>EQUIPE TÉCNICA E COMERCIAL<br />
</strong># Engenheiros agrônomos: 62%<br />
# Técnicos Agrícolas: 19%<br />
# Outras formações: 16%<br />
# Médicos Veterinários: 2%<br />
# Zootecnistas: 1%</p>
<p><strong>CONTRATAÇÕES<br />
</strong># Cresceram 18,1% de 2021 a 2022<br />
# Cresceram 12% de 2022 a 2023<br />
# Devem crescer 4,6% em 2024</p>
<p><strong>INCIDÊNCIA DE ROUBOS E FURTOS<br />
</strong># 2020: 11%<br />
# 2021: 11%<br />
# 2022: 13%<br />
# 2023: 7%</p>
<p><strong>PRODUTOS ROUBADOS<br />
</strong># Defensivos: 37%<br />
# Materiais de escritório: 23%<br />
# Veículos: 9%<br />
# Máquinas: 6%<br />
# Fertilizantes, sementes, grãos e dados: 3%<br />
# Outros: 11%</p>
<p><strong>ADESÃO DE SEGUROS<br />
</strong># Patrimonial (incêndio, roubo, etc.): 84%<br />
# Frota: 81%<br />
# Transporte: 35%<br />
# Responsabilidade Civil e Ambiental: 27%<br />
# Outros: 25%<br />
# Não possui nenhum: 5%</p>
<p><strong>MODALIDADE DE CRÉDITO<br />
</strong># Fornecedor de insumos: 53%<br />
# Recurso próprio: 23%<br />
# Banco privado: 9%<br />
# Banco público: 5%<br />
# FIDC: 3%<br />
# CRA: 3%<br />
# Fintech, CDCA e Trading: 1%</p>
<p><strong>FATURAMENTO DE INSUMOS POR MODALIDADE DE PAGAMENTO<br />
</strong># Até 180 dias: 24%<br />
# Até 360 dias: 19%<br />
# Barter a prazo: 19%<br />
# Pagamento à vista: 15%<br />
# Até 90 dias: 10%<br />
# Crédito Rural – Plano Safra: 8%<br />
# Barter à vista: 5%<br />
# Outros: 1,5%</p>
<p><strong>BARTER<br />
</strong># 49% realizam<br />
# Mato Grosso: 91%<br />
# Tocantins: 62%<br />
# Goiás: 63%<br />
# Minas Gerais: 59%<br />
# Mato Grosso do Sul e Acre: 58%<br />
# Bahia: 50%<br />
# Paraná: 46%<br />
# Espírito Santo: 43%<br />
# São Paulo e Rio Grande do Sul: 33%</p>
<p><strong>CÉDULA DO PRODUTOR RURAL (CPR) POR CULTURA<br />
</strong># Soja: 96%<br />
# Milho: 61%<br />
# café: 14%<br />
# Algodão: 4%<br />
# Gado – Bovinos: 2%<br />
# Outros: 16%</p>
<p><strong>ESG<br />
</strong># A principal prática é a gestão eficiente de resíduos (embalagens) seguida do uso de energia renovável<br />
# 49% realizaram iniciativas sociais com colaboradores e a comunidade<br />
# 82% possuem algum tipo de planejamento estratégico</p>
<p><strong>GESTÃO<br />
</strong># 87% não passaram por processo de fusão/aquisição e não têm conselheiro independente<br />
# 66% não possuem plano de sucessão para cargos de liderança<br />
# 65% não possuem conselheiro independente<br />
# 52% não avançaram depois de receber consulta para fusão/aquisição<br />
# 29% não têm diretoria formalizada, com atuação e cargos definidos<br />
# 14% não têm o fundador atuando na empresa</p>
<p><strong>EXPECTATIVA DE ABERTURA DE NOVAS LOJAS<br />
</strong># 42% pretendem abrir unidades nos próximos 3 anos | 419 lojas<br />
# Em 2021, eram 781<br />
# 2022: 1.038<br />
# 2023: 894</p>
<p><strong>DESAFIOS DA DISTRIBUIÇÃO<br />
</strong># Margem do distribuidor: 72%<br />
# Inadimplência: 61%<br />
# Concorrência com grandes grupos: 56%<br />
# Mão-de-obra qualificada: 53%<br />
# Crédito ao produtor: 53%</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>O Agro é fácil com a Tecnomyl Brasil</title>
		<link>https://agrorevenda.com.br/revista/o-agro-e-facil-com-a-tecnomyl-brasil/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[agrorevenda]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 06 Aug 2024 13:58:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Edição 104]]></category>
		<category><![CDATA[Matéria de Capa]]></category>
		<category><![CDATA[Revista]]></category>
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					<description><![CDATA[Grupo Sarabia comanda um negócio vencedor de fabricação e distribuição de insumos no Paraguai, trouxe a marca Tecnomyl ao Brasil há cinco anos e trabalha para atingir 5% de Market Share nos próximos anos. Difícil imaginar que aquela travessia iria marcar o início de uma história de um dos maiores exemplos de força produtiva e [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Grupo Sarabia comanda um negócio vencedor de fabricação e distribuição de insumos no Paraguai, trouxe a marca Tecnomyl ao Brasil há cinco anos e trabalha para atingir 5% de Market Share nos próximos anos.</em></p>
<p>Difícil imaginar que aquela travessia iria marcar o início de uma história de um dos maiores exemplos de força produtiva e tecnológica que marcaram o agronegócio da américa latina nas últimas quatro décadas. Jornada que começou na pequena Ibiporã, norte do Paraná, ao lado dos pais Sebastião e Ana, e de sete irmãos, na lida com o cafezal. Tempo de trabalhar todo dia desde cedo, ajudando em todas as tarefas da casa ao lado dos irmãos e vivendo dos alimentos obtidos da criação familiar de suínos, galinhas, legumes e verduras. Esforço herdado dos avós paternos e  maternos que vieram da Espanha e da Itália para a lida agrícola nas terras vermelhas de Ribeirão Preto e do norte paranaense.</p>
<p>Estudar era uma regra absoluta na família e Marcos foi cursar Agronomia na Universidade Estadual de Londrina, morando com uma tia e usando o tempo vago para ganhar um dinheiro à noite, como professor de supletivo. Terminou a faculdade e resolveu ‘cair na vida’. Em 1987, procurou emprego em São Paulo sem sucesso. Logo depois, participou em Londrina de uma seleção para atuar como vendedor na Defensa, empresa de agroquímicos sediada no Rio Grande do Sul, onde permaneceu durante seis anos. Ao mesmo tempo, cultivava uma ideia fixa: Empreender.</p>
<p>Ter um negócio próprio, ganhar mais, criar algo novo. E tentou bastante. Plantou tomate ao lado do irmão, encantou-se com os conceitos de vendas de uma multinacional de produtos de limpeza e higiene, comercializou carvão para churrasco, cosméticos e lingerie. Nesse meio tempo, conheceu o Paraguai. “Sempre fui muito dedicado. Para fazer negócio, e foi nesta época que pensei em abrir uma revenda no país”, lembra.</p>
<p>No início da década de 1990 surgiu a Agrofértil, empresa especializada em vendas de insumos e assistência técnica qualificada. Marcos no comando, juntamente com o irmão recém-formado  Paulo. A vida não era nada fácil. Conseguir fornecedores e ter capital de giro para tocar o negócio era um grande desafio. Mas foram crescendo aos poucos. No caminho, em 1998, surgiu a oportunidade de comprar metade de uma indústria, até então pequena, que  fornecia insumos, a Tecnomyl. Um barracão de mil m2, três mil m2 de terreno, em Villeta, a 33 km de Assunção, pertencente a sócios paraguaios e um argentino. “No início tínhamos receio de produtos nacionais, mas testamos e vimos que eram de boa qualidade”, conta Marcos.</p>
<p>O negócio fechado abriu vários horizontes. Assumiram integralmente a fábrica mais adiante, promoveram grandes ampliações e foram atrás de maior conhecimento sobre operação industrial. “Fomos aprendendo com o tempo. Eu comecei na área técnica, mas sou mais adepto a área comercial, relacionamento com clientes e fornecedores. Em 2001, fiz a primeira viagem para a China, visitei fornecedores e me aprimorei nas questões que envolvem solventes, matérias primas, estruturas industriais”, relata.</p>
<p>Mais adiante chega um novo sócio, o outro irmão, Toninho, que tinha uma bagagem trabalhando em banco e passou a tocar um segmento estratégico para o grupo e que ganhou força com o tempo: Compra de terras e produção de grãos e pecuária. “Quando a empresa começou a ter bons resultados, decidimos investir no mesmo setor. Compramos propriedades no Paraguai a partir de 2003 e iniciamos na agricultura em 2006. Depois, a partir de 2013, foi a vez do Brasil. Visitamos alguns estados e acabamos optando pelo sul do Pará, em Redenção.” fala.</p>
<p>Enquanto isso, o irmão Paulo seguiu liderando a área comercial da Agrofértil, estratégia, controles, preços e estoque. “Ele controla tudo muito bem e isso faz muita diferença para o negócio. Na área comercial, é vital saber o momento exato de tomar uma decisão, ter uma boa leitura de mercado, acompanhar os dados diariamente, as margens etc. É um exercício que fazemos bem e vamos seguir desenvolvendo no Brasil, que é um país com muitas regiões distintas, negócios diferentes, seguir sempre aprendendo é a chave do sucesso”, crava.</p>
<p>Foi justamente nesta década que surgiu a proposta de levar parte do negócio para o Brasil. A constituição legal da empresa no Brasil foi realizada em 2002 e o primeiro pedido de registro de produto dois anos depois. Mas havia muitas dificuldades por causa das questões burocráticas no registros dos produtos e o negocio iniciou de fato somente em 2018. “Mas fomos ganhando musculatura para entrar no país. Entender como trabalhar com o câmbio, a parte tributária, a melhor maneira de montar equipes”, recorda.</p>
<p>E haja músculo. O ano de 2023 terminou para o Grupo Sarabia com mais de dois mil colaboradores, sendo mais de um terço com nível superior e com um faturamento de US$ 1,55 bilhão, mais de duzentos produtos registrados nos três países, próximo a 30% de participação no mercado paraguaio de defensivos com a Tecnomyl, 21% de participação na distribuição de insumos com a Agrofertil, 27 silos, capacidade de armazenar 700 mil toneladas de grãos e uma fábrica de produtos biológicos novinha. Uma jornada de três décadas que conquistou o posto de maior Grupo empresarial do agronegócio do Paraguai.</p>
<p>O sucesso foi tão rápido como a trajetória no Brasil. Empresa enxuta, com 170 colaboradores, setenta pessoas no campo, dois escritórios, em Foz e em Curitiba, além de sete regionais de vendas. O ano de 2024 deve se encerrar com faturamento próximo a US$ 500 milhões. “Atualmente, as opções de crescimento são enormes. Mesmo com vários grupos disputando o mercado. Planejamos chegar a 5% de market share no Brasil no médio prazo. Pelo nosso know-how, as companhias do Grupo, o conhecimento em crédito, barter, tudo o que construímos no Paraguai, planejamos fazer aqui na Tecnomyl Brasil. Lá, somos o dobro do segundo. Logicamente no Brasil, há mais dificuldades pelo próprio tamanho do negócio e suas complexidades”.</p>
<p>A animação deste santista que adora futebol e já viu de perto cinco copas do mundo parece a mesma fixação por empreender. E traz o futuro na ponta da língua. Os novos negócios já ganharam forma com o centro de inovação H2O Innovation, a plataforma de serviços digitais YVY Agricultura Digital, e a fintech GS3. A forte atuação social e ambiental é amparada pela Fundação Sarabia e o SIGEV. “Estamos construindo uma nova planta para formular produtos com base em Mancozeb, que ficará pronta na metade do ano que vem. E estudamos erguer outra, de nutrição vegetal.</p>
<p>Nossa convicção sempre será ter um portfólio amplo e diferenciado. Temos hoje artilharia similar às grandes companhias. Nosso estudo de moléculas é profundo. No Paraguai, somos o número um de longe, porém temos que defender nossa participação no mercado. Mantemos um olhar muito especial para o Brasil, temos uma equipe preparada, agora é trabalhar firme, investir em  tecnologias inovadoras, manter-se conectado ao crescimento dos biológicos, amparado pela nossa fábrica que já está rodando. Penso que todo negócio depende de quem faz melhor”, receita.</p>
<p>Falando sobre tanta energia, agora na direção inversa de volta ao país natal, Marcos Sarabia diz que um empreendedor não pode ter limites e cita o industrial José Odvar Lopes, que também ‘venceu’ no Paraguai e decidiu, em 2019, erguer plantas industriais no Brasil para produzir etanol de milho, tornando-se o maior da América Latina e viabilizando grande parte do milho safrinha no Mato Grosso. “O mundo desenvolve com o empreendedorismo, se pararmos, um concorrente passa na nossa frente. Veja o nosso caso, se tivéssemos pisado no freio há dez anos, não teríamos crescido dessa forma.” raciocina.</p>
<p>E o empreendedor arregala os olhos quando afirma como enxerga a continuidade desta caminhada. “Estamos trabalhando e criando novos negócios pensando na sucessão. Seguir crescendo e, ao mesmo tempo, introduzir os filhos no negócio. Só eu, tenho quatro filhos e, se não pensar no tema, diante de tudo isso que foi construído, não tem sentido. Há empresas que viram sociedade  anônima e contratam executivos para tocar o negócio. Tudo certo, mas o objetivo deles nem sempre é o interesse integral dos donos.</p>
<p>Desejo que os herdeiros liderem os negócios no futuro, assumindo cargos de direção, e já estão assumindo, aos poucos. Enquanto isso, divido todas as decisões com os demais acionistas e diretores das empresas, cuido de várias atividades, em especial na Tecnomyl.” conclui.</p>
<p>Certamente, o pensamento empreendedor e o anseio de ver os negócios sendo passado de geração em geração motivou o empresário a escrever o livro, recém lançado “Sementes de Sucesso”, onde conta toda a sua vida pessoal, acadêmica e profissional, com a família no centro.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Evento maior da Lavoura Brasil sinaliza nova grande safra e destaca empresas de vanguarda</title>
		<link>https://agrorevenda.com.br/revista/evento-maior-da-lavoura-brasil-sinaliza-nova-grande-safra-e-destaca-empresas-de-vanguarda/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[agrorevenda]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 26 Apr 2024 18:39:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Edição 103]]></category>
		<category><![CDATA[Matéria de Capa]]></category>
		<category><![CDATA[Revista]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://agrorevenda.com.br/?p=92811</guid>

					<description><![CDATA[Uma das maiores feiras do agronegócio mundial, a Agrishow é um termômetro do setor numa fase desafiadora da produção nacional e um centro de novas tecnologias O agronegócio brasileiro é superlativo. O país é maior exportador de carne de frango (33% as exportações totais), de carne bovina (24%), de soja (56%), milho (31%), café (27%), [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Uma das maiores feiras do agronegócio mundial, a Agrishow é um termômetro do setor numa fase desafiadora da produção nacional e um centro de novas tecnologias</em></p>
<p>O agronegócio brasileiro é superlativo. O país é maior exportador de carne de frango (33% as exportações totais), de carne bovina (24%), de soja (56%), milho (31%), café (27%), açúcar (44%) e suco de laranja (75%). Também tem a vice-liderança mundial nas exportações de algodão e etanol. A estimativa feita pelo banco BTG Pactual é do início de março deste ano, em relatório distribuído aos seus clientes, no qual define o Brasil como “celeiro do planeta”.</p>
<p>Outro dado do relatório do banco aponta que o agro brasileiro produz alimentos capazes de suprir as necessidades calóricas de cerca de 900 milhões de pessoas, que equivalem a 11% da população do planeta. Ou seja, além de poder alimentar seus 200 milhões de habitantes, o país fornece comida para outros 700 milhões de habitantes do globo.</p>
<p>A agricultura tem, porém, uma jornada marcada pelos humores do clima e as variações do mercado internacional de commodities. Depois de três anos seguidos de números positivos, o setor encerrou 2023 e iniciou 2024 somando notícias pouco animadoras. O fenômeno El Niño trouxe muita chuva no Sul do país e castigou com uma estiagem especialmente o Centro-Oeste, prejudicando a produtividade da soja e atrasando o plantio do milho safrinha.</p>
<p>Em fevereiro, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revisou a previsão da safra de 2024 para 300,7 milhões de toneladas, uma redução de 4,7% sobre o resultado consolidado na safra anterior, que foi de 316,4 milhões. Um número menor, mas nem de longe um resultado ruim, já que a base de comparação foi uma safra com recorde histórico, que havia superado em 20,2% a anterior, de 2022 (263,2 milhões de toneladas).</p>
<p>Segundo o IBGE, a área a ser colhida nessa safra é de 78 milhões de hectares, um aumento de 0,2% frente à área colhida em 2023, com crescimento de 160,5 mil hectares. Soja, milho e arroz, somados, são os principais produto, representando 92% da estimativa de produção e 86,9% da área a ser colhida. Por conta clima adverso em algumas regiões, a produção de soja deve ter um recuo de 1,8% e de 10,85 na de milho (reduções de 9,65 no milho primeira safra e de 11,2% no safrinha). A maior retração deverá ser no sorgo, com queda de 14%.</p>
<p>O arroz, o milho e a soja, os três principais produtos, somados, representam 92,0% da estimativa da produção e respondem por 86,9% da área a ser colhida. Frente a 2023, houve acréscimos de 8,6% na área a ser colhida do algodão herbáceo (em caroço), de 4,4% na do arroz em casca, de 5,5% na do feijão, de 0,3% na do trigo e de 2,1% na da soja, ocorrendo declínios de 4,7% na área do milho (queda de 7,7% no milho 1ª safra e de 3,8% no milho 2ª safra) e de 5,5% na do sorgo.</p>
<p>Já outras commodities terão desempenho superior nessa safra, com destaque para o trigo, com crescimento estimado na produção de 24,2%. Também devem ter produção maior o feijão (8,1%), algodão herbáceo em caroço (5,6%) e arroz (1,3%).</p>
<p>A estimativa em fevereiro para a soja foi de 149,3 milhões de toneladas. Quanto ao milho, a estimativa foi de 116,9 milhões de toneladas (25,1 milhões de toneladas de milho na 1ª safra e 91,8 milhões de toneladas de milho na 2ª safra). A produção do arroz foi estimada em 10,4 milhões de toneladas; a do trigo em 9,6 milhões de toneladas; a do algodão herbáceo (em caroço) em 8,2 milhões de toneladas; e a do sorgo, em 3,7 milhões de toneladas.</p>
<p>Mato Grosso figura na liderança como o maior produtor nacional de cereais, leguminosas e oleaginosas, com participação de 27,9% do total, seguido pelo Paraná (13,5%), Rio Grande do Sul (13,4%), Goiás (10,1%), Mato Grosso do Sul (8,9%) e Minas Gerais (5,7%). Somados, estes estados representaram 79,5% do total da produção. Com relação às participações das regiões brasileiras, a distribuição é seguinte: Centro-Oeste (47,1%, com total 141,6 milhões de toneladas), Sul (29,3%, com 88,1 milhões de toneladas), Sudeste (9,3% ou 28,0 milhões de toneladas), Nordeste (8,6% ou 25,8 milhões de toneladas) e Norte (5,7%, somando 17,2 milhões de toneladas).</p>
<p>Para o pesquisador e escritor Evaristo de Miranda, dois cenários são desenhados para o agronegócio brasileiro, separados por apenas um ano. O primeiro, na safra de 2023, o agronegócio navegou em mares favoráveis, com uma produção recorde e condições climáticas favoráveis – com exceção apenas do Rio Grande do Sul, onde choveu muito e derrubou a produção de grãos. O resultado foi um crescimento de 15% no valor de produção, o que alavancou o crescimento do PIB do país, que ficou em 2,9%.</p>
<p>“Não fosse o crescimento da agropecuária, o PIB brasileiro teria crescido por volta de 1,5%, o que comparado com o crescimento da população resultaria em uma estagnação econômica”, afirma Evaristo. O agronegócio, diz ele, avançou bem. Primeiro pela produção vegetal, mas também pela produção animal. O país bateu recorde de abate de animais em 2023, com 34 milhões de bovinos abatidos, 54 milhões de suínos e quase 6,3 bilhões de aves – algo próximo de uma ave para cada habitante do planeta.</p>
<p>O cenário do ano passado, com preços bons, investimentos em inovação e clima favorável, não está presente agora em 2024. O clima não está ajudando, os preços das commodities estão deprimidos e muita gente puxou o freio de mão dos investimentos em tecnologia. Diante desse quadro, afirma Evaristo, o país deve pensar em seguro rural. “Se tem dois calcanhares de Aquiles no agronegócio brasileiro eles são a importação de fertilizantes e a ausência de um sistema robusto de seguro rural. Isso tem que mudar.”</p>
<p>Os efeitos do clima na atual safra e dos preços reduzidos das commodities já está na mesa das autoridades do setor e das lideranças nacionais do agronegócio. No final de março, o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, se reuniu com integrantes da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), presidida pelo deputado federal Pedro Lupion, para falar sobre medidas de apoio aos agricultores afetados que estão sendo adotadas pelo governo federal.</p>
<p>Uma das propostas em discussão era a repactuação de débitos referentes a contratos de investimentos de produtores de soja, milho e pecuária de corte e leite dos estados mais atingidos pelas intempéries climáticas. Apenas dois dias depois do encontro, o Mapa anunciou que o Conselho Monetário Nacional (CMN) havia aprovado a repactuação de dívidas dos produtores rurais mais impactados.</p>
<p>Conforme a proposta, poderão adiar ou parcelar os débitos a vencer em 2024 relativos a contratos de investimentos os produtores de soja, milho e pecuária de corte e leite dos estados das regiões Sul, Sudeste, Centro-Oeste e Norte. Fávaro antecipou que outras medidas seriam anunciadas nas semanas seguintes.</p>
<p><strong>A GRANDE FEIRA </strong><strong>DO AGRONEGÓCIO</strong></p>
<p>Enquanto líderes e autoridades do setor se articulam para reduzir os danos trazidos pelo clima adverso, o setor não pode e não pensa em parar. Pelo contrário. Em períodos de adversidade é que se deve trabalhar mais arduamente. Um dos mais importantes termômetros da saúde do setor é a maior feira do agronegócio da América Latina e uma das maiores do mundo, a Agrishow, programada para os dias 29 de abril a 3 de maio.</p>
<p>O evento, realizado em Ribeirão Preto (SP), é uma iniciativa conjunta da Associação Brasileira do Agronegócio (ABAG), Associação Brasileira de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), Associação Nacional para Difusão de Adubos (ANDA), Federação da Agricultura do Estado de São Paulo (Faesp) e Sociedade Rural Brasileira (SRB).</p>
<p>A ideia de criar uma feira dinâmica de máquinas e insumos agrícolas foi discutida formalmente numa reunião realizada na sede da Carborundum, em Vinhedo (SP), no dia 22 de maio de 1993, com a participação de representantes da Anfavea, Marchesan, Baldan, Casale e Jumil, além de entidades do setor. Exatamente um mês depois, desta vez na sede da Abimaq em São Paulo, foram definidas as primeiras providências.</p>
<p>A sugestão para a realização de uma feira que não fosse estática teria sido feita pelo então presidente da Sociedade Rural do Paraná (SRP), Brasílio de Araújo Neto. A SRP organiza a Expolondrina, atualmente em sua 62ª edição e junto com a Expointer eram referências no setor.</p>
<p>O nome Agrishow foi sugerido por Celso Luís Casale e escolhido para denominar definitivamente o evento. Três municípios figuravam como possíveis sedes da feira: Ribeirão Preto, São Carlos e Araras, todos no interior paulista e relativamente próximos. A escolha de Ribeirão Preto foi feita durante uma nova reunião do grupo, em setembro de 1993.</p>
<p>O governo de São Paulo aprovou, em 2012, a concessão por 30 anos da área da Fazenda Experimental, para a realização de eventos, em especial a Agrishow. Até 2042, o endereço da feira está garantido como Ribeirão Preto, conhecida como a capital nacional do agronegócio.</p>
<p>A feira está em sua 29ª edição, consolidada como a grande vitrine de tecnologias do agronegócio brasileiro. A primeira edição foi realizada de 4 a 7 de maio de 1994, com a participação de 86 empresas expositoras e um público de 17 mil visitantes. Um ano depois, o número de visitantes chegou a 60 mil. Desde então, tanto visitantes quanto expositores foram aumentando a cada ano. Em 2008, na 15ª edição, o evento reuniu 774 expositores nacionais e internacionais e atraiu 140 mil visitantes de diferentes países.</p>
<p>Em 2023, a feira bateu recorde histórico, com público de 195 mil visitantes e movimentação de R$ 13,2 bilhões em negócios, um aumento de 18% em relação a 2022. Mais de 800 marcas de produtos do Agro estavam presentes no parque de exposições, que tem 530 mil metros quadrados de área. A expectativa para esse ano é repetir o público do ano passado.</p>
<p>A presença de visitantes de fora a cidade, estimada em cerca de 88% dos participantes, movimenta a economia de Ribeirão Preto e da região. Estudo da Secretaria de Turismo e Viagens do Estado de São Paulo indica que no ano passado a Agrishow injetou R$ 520 milhões na economia local. O gasto médio ficou em R$ 3 mil por visitante. O fluxo de viajantes durante a feira é tão grande que a Azul Linhas Aéreas criou um hub de operação no Aeroporto de Ribeirão Preto, com 66 voos extras para atender o aumento da demanda de clientes.</p>
<p>O objetivo é oferecer mais opções de voos e facilitar o deslocamento dos participantes da feira. Foram definidas rotas partindo de Brasília, Cuiabá, Campo Grande, Goiânia, Porto Alegre para Ribeirão Preto. Será ampliada também a frequência entre Campinas, onde fica o principal hub da Azul, e a cidade sede do evento. Estão previstos até 24 voos diários para o aeroporto local.</p>
<p>A diretora da Informa Markets, empresa organizadora da Agrishow, Liliane Bortoluci, reforça a importância da feira para a economia local: “Em 2023, por exemplo, mais de 7 mil trabalhadores solicitaram registro para atuarem de alguma forma na feira, seja na montagem, realização ou desmontagem do evento. E com certeza muitas outras oportunidades de trabalho em diversas áreas também foram criadas em toda a região”.</p>
<p><strong>OS PROTAGONISTAS </strong><strong>DO EVENTO</strong></p>
<p>Uma feira dinâmica como a Agrishow tem como grande atrativo os conteúdos – produtos, serviços, máquinas e conhecimento &#8211; que as empresas expositoras e participantes apresentam ao público formado essencialmente por produtores agrícolas e pecuaristas, além de profissionais ligados ao agronegócio. Eles é que dão o tom e expõem aos visitantes as novidades do setor, as novas tecnologias, os equipamentos e os conhecimentos que vão fazer a diferença na lavoura, na criação e na vida dos homens do campo.</p>
<p>Um segmento chave no agronegócio, que vem ganhando relevância maior a cada ano, é o financeiro. O maior banco privado financiador do Agro, o Bradesco, é presença certa na Agrishow. Este ano o banco participa com seus principais braços de negócios, como a Bradesco Seguros, Bradesco Financiamentos, Consórcio Agro Bradesco e a plataforma digital E-agro. Juntos, essas unidades do Bradesco cercam as necessidades dos agricultores e pecuaristas, independente do que eles produzam e do porte dos produtores, se são grandes, médios ou pequenos.</p>
<p>O Bradesco participa da Agrishow desde as primeiras edições. O estande do banco tem como tradição ser um dos mais concorridos e movimentados da feira, com a presença maciça dos altos executivos da instituição, além de equipes de suas diversas empresas. O estande e também um ponto de encontro de autoridades e lideranças do agronegócio nacional. Essa é uma rotina também em outras grandes feiras do setor, nas quais o Bradesco participa com destaque.</p>
<p>Presença constante na Agrishow e outros grandes eventos do setor, o diretor de Agronegócios do Bradesco, Roberto França, tem uma leitura própria do atual momento vivido pelo agricultor brasileiro. Há sim, segundo ele, o desafio dos preços dos produtos agrícolas, mas a soja entre R$ 90 e R$ 100 a saca ainda remunera o produtor. “Ainda traz retorno ao agricultor”, resume.</p>
<p>Os preços dos insumos também estão se acomodando, acrescenta o executivo. A próxima safra deverá ser melhor em termos de margens para o produtor. “A gente tem que parar de falar em preço da soja e passar a falar de rentabilidade do negócio”, analisa. O melhor é não olhar apenas para os preços dos produtos agrícolas.</p>
<p>“O setor do agronegócio é robusto, representa um quarto do PIB. Esse ano não deverá crescer como no ano passado, mas a gente continua apostando no Agro, que é um setor muito relevante para o banco”, afirma Roberto França. A presença do Bradesco nas feiras como a Agrishow leva até os produtores oportunidades de negócios, disponibilizando aos clientes modalidades de crédito e atendendo cada um deles em suas demandas.</p>
<p><strong>E-AGRO É PARCEIRO </strong><strong>DIGITAL DO PRODUTOR</strong></p>
<p>Outra modalidade de negócios que os visitantes da Agrishow poderão conferir na feira é a plataforma digital E-agro, um marketplace desenvolvido pelo Bradesco para oferecer produtos e serviços financeiros e não financeiros a produtores rurais. A empresa vai destacar na Agrishow, entre outros recursos da plataforma, uma inovação com foco no mercado de crédito rural, que é a implementação da “CPR no checkout” como uma das formas de pagamento disponíveis aos produtores. “Sem precedentes no mercado, esse modelo deve ampliar ainda mais o acesso a milhares de produtores a recursos para compra de insumos, equipamentos, produtos ou serviços disponíveis no E-agro”, afirma Nadege Saad, head da E-agro.</p>
<p>O lançamento da Cédula de Produtor Rural (CPR) para pagamento das compras realizadas no marketplace atenderá, em um primeiro momento, clientes do Bradesco elegíveis para essa condição. De acordo com Nadege, “quando o agropecuarista navegar no E-agro, poderá observar parceiros que aceitam essa forma de pagamento e realizar a contratação da CPR Digital na hora da compra ou usar o crédito pré-aprovado que ele já possui. Em apenas oito passos o produtor fica sabendo se o crédito que ele precisa será aprovado e caso haja liberação de recursos, em pouco tempo esse valor está na conta”.</p>
<p>O marketplace é totalmente digital e foi criado para mudar a forma como o produtor rural compra e financia sua produção, tornando todo o processo mais ágil, desburocratizado e seguro. “Liderar movimentos de inovação no mercado de crédito rural está no DNA da empresa, que nasceu não apenas para democratizar a tomada de recursos, mas também para reunir toda cadeia do agro em um único lugar”, explica Saad.</p>
<p>O E-agro entrou em atividade em maio do ano passado. Só em 2023, foram mais de mil operações fechadas na plataforma, num total de R$ 500 milhões em crédito injetados no agronegócio. A meta do E-agora agora é chegar a R$ 1 bilhão em operações realizadas, cifra que caminha para se concretizar. “Ajudamos negócios a evoluírem, se desenvolverem, gerarem mais emprego e renda. O agronegócio é um dos pilares da economia brasileira e estamos aqui para contribuir cada vez mais com esse segmento tão importante para o Brasil”, celebra Nadege.</p>
<p>Segundo a executiva, as formas digitais de compras e de tomada de crédito estão tendo bastante aceitação. “Nosso produtor tem procurado a plataforma”, diz. Também foi grande o apoio interno do banco ao projeto, que ganhou prioridade. Roberto França reforça que o Bradesco tem um plano audacioso de crescimento para o E-agro. “O E-agro vai chegar em qualquer produtor brasileiro, mesmo onde o banco não tem agência”, destaca França.</p>
<p><strong>CONSÓRCIO E </strong><strong>FINANCIAMENTO</strong></p>
<p>Duas ferramentas importantes do Bradesco para permitir aos agricultores adquirem máquinas e equipamentos estarão à disposição deles durante a Agrishow, que são os consórcios e o financiamento. São duas áreas chaves do banco. “Quando o cliente chega no estande do banco na feira, ele tem acesso a todo o leque de produtos e serviços da instituição”, destaca o diretor da Bradesco Consórcios e Bradesco Financiamentos, Henrique Fernandes. Entre essas opções estão as oferecidas pelas duas empresas dirigidas por Fernandes e também a Bradesco Seguros, além do crédito agrícola.</p>
<p>O consórcio tem uma forte atuação no evento. “Nosso consórcio é diferenciado. Pela grande quantidade de grupos que a gente possui, torna-se uma solução de crédito que chamamos de projeto estruturado. Nele, montamos uma combinação de cartas de consórcio que, através de um lance, conseguimos fazer essa entrega num preço melhor”, explica o diretor. Ele destaca que o consórcio não tem juros, o cliente paga apenas uma taxa de administração. “Parte dos clientes tem utilizado o consórcio como solução de crédito em razão das taxas de juros mais elevadas praticadas no Brasil”, acrescenta.</p>
<p>Há também os clientes que não têm como dar uma entrada, na forma de lance, como ocorre no consórcio. Esses clientes preferem fazer o financiamento, também por que é uma forma mais rápida de adquirir o bem – no consórcio é preciso esperar a assembleia, o que demanda pelo menos 30 ou 40 dias. Há compradores que preferem fechar o negócio de imediato e para eles o banco tem na feira uma equipe especializada em financiamento, em especial no segmento de pesados, incluindo implementos agrícolas.</p>
<p>Henrique destaca que o Bradesco tem uma posição de destaque no mercado, por contar com um modelo baseado no grande número de grupos. A Bradesco Consórcios tem 30% do mercado nacional do segmento, percentual que sobre para 50% se forem consideradas apenas as grandes operadoras.</p>
<p>“Como os grupos são pequenos, e são muitos e superavitários, a gente consegue fazer esse tipo de solução de crédito, que são os projetos estruturados, com alta assertividade, num custo bem mais acessível ao produtor rural”, explica o executivo. O banco consegue fazer operações de um avião, um drone ou um implemento agrícola.</p>
<p><strong>A IMPORTÂNCIA </strong><strong>DOS SEGUROS</strong></p>
<p>Importante braço do Bradesco, o Grupo Bradesco Seguros também estrá presente na Agrishow. O diretor-presidente da Bradesco Auto/RE, empresa do Grupo Bradesco, Ney Ferraz Dias, explica que o seguro dentro do agronegócio vem crescendo em velocidade exponencial. Não só pelo crescimento do setor, mas também pela sofisticação da agricultura, com equipamentos cada vez mais tecnológicos e de maior valor.</p>
<p>Se acontecer alguma coisa com os equipamentos, o prejuízo do produtor é muito grande, se ele não tiver proteção. O sol e o calor, que são importantes e ajudam o país a colher duas ou até três safras, podem acabar provocando o aquecimento dos equipamentos, com risco de incêndio. Quando isso ocorre, a perda é significativa.</p>
<p>“Essa modalidade de seguro, de proteção de equipamentos, tem crescido muito”, reforça Dias. A seguradora está desenvolvendo mecanismos para ajudar no monitoramento do superaquecimento das máquinas, para conseguir baratear o valor do seguro. Quanto menor sinistro, mais em conta fica o seguro.</p>
<p>O executivo afirma não ter dúvida de que a proteção securitária é fundamental para a robustez da agricultura brasileira. “A gente nota que isso já está acontecendo com o apoio do governo em alguns perfis de seguros, mas de uma forma geral, mesmo aqueles seguros contratados sem a ajuda governamental, temos notado um avanço muito grande.”</p>
<p><strong>PARA TRAIVE, FEIRA É </strong><strong>PARADA OBRIGATÓRIA</strong></p>
<p>A Traive é uma empresa de tecnologia para produtos financeiros no agronegócio e aposta na força da Agrishow como fonte de negócios e conteúdos. “Sempre há uma grande expectativa em torno da Agrishow, pois além de reunir as principais empresas do setor e apresentar o que há de melhor em tecnologia no campo, oferece também um amplo conteúdo e serve como um indicador importante do grau de confiança em nosso mercado, o que será ainda mais crucial neste ano”, afirma o diretor de Desenvolvimento de Negócios da companhia, Maurício Quintella.</p>
<p>A Agrishow, acrescenta ele, é um dos principais eventos do setor, reunindo diversos profissionais e empresas que buscam se atualizar sobre as últimas iniciativas do mercado. “Para a Traive, empresa especializada em infraestrutura financeira para o mercado agrícola, o evento é uma parada obrigatória para quem busca desenvolver relacionamento e negócios”.</p>
<p>A Traive estará presente no evento para estreitar o relacionamento com o setor, uma vez que a empresa oferece soluções que aprimoram a dinâmica de crédito para o agro. Com o objetivo de conectar a cadeia de suprimentos agrícolas com o mercado de capitais, a Traive utiliza uma inteligência artificial proprietária, endossada pela comunidade científica internacional, para auxiliar indústrias, varejistas, cooperativas e agricultores a acessar os recursos de que precisam para prosperar.</p>
<p><strong>GALAPAGOS LEVA AO </strong><strong>MERCADO DE CAPITAIS</strong></p>
<p>Outra empresa que estará apresentando soluções financeiras ao público da Agrishow é a Galapagos Capital. Sediada em São Paulo e com apenas cinco anos de existência, a Galapagos já conta atualmente com dez escritórios, sendo um deles em Miami, nos Estados Unidos. Rebeca Nevares, head de marketing da companhia, explica que a empresa conta com um ecossistema com muitos serviços financeiros para empresas e pessoas físicas também “Temos serviços como por exemplo a emissão de crédito no mercado de capitais. Podemos emitir Certificados de Recebíveis Agrícolas (CRA) ou Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI),” diz ela.</p>
<p>Ricardo Ticoulat, sócio-gerente da Galápagos, explica que há um trabalho direcionado ao chamado “middle market”, que são os clientes com negócios de médio porte. Mas a empresa atende também clientes com outros perfis, incluindo os grandes.</p>
<p>A empresa terá um estande de 200 metros quadrados na feira, onde além de atender os clientes e interessados serão realizados encontros com pessoas que são referências no agronegócio. Uma agenda diária que inclui o ex-presidente da Agrishow Francisco Maturro, o presidente do Conselho Superior do Agronegócio da Fiesp (Cosag), Jacyr Costa Filho, e o prefeito de Ribeirão Preto (SP), o engenheiro agrônomo Duarte Nogueira, entre outros.</p>
<p>As atividades incluem uma agenda totalmente feminina, na quarta-feira, dia 1º de maio, para mostrar que as mulheres também podem acessar o mercado de capitais e que a empresa estará pronta para apoiá-las nesse ecossistema. Outra novidade será um espaço para gravação de podcasts e a dedicação do site da Galapagos ao acompanhamento da edição da feira.</p>
<p><strong>PHC MOSTRA SEU ARSENAL </strong><strong>TECNOLÓGICO SUSTENTÁVEL</strong></p>
<p>A Plant Health Care (PHC) vai expor na Agrishow deste ano seu portfolio de soluções inovadoras, biologicamente naturais, que tem como proposta promover uma agricultura ativa, saudável e sustentável. A companhia está no Brasil desde 2015 e vem crescendo consistentemente, a uma taxa anual de 24%, mesmo diante dos desafios que o segmento de insumos vem enfrentando nos últimos anos.</p>
<p>Impulsionada pela demanda de H2COPLA (Proteína Harpin) para cana-de-açúcar e outros cultivos e pelo sucesso do SAORI® para soja, a PHC Brasil, responsável pela unidade de negócios da América do Sul, terminou o ano representando 20% do faturamento global da companhia. Números que validam a aceitação das tecnologias PHC no campo, bem como o crescimento do mercado de bioinsumos no país.</p>
<p>Dois novos produtos serão somados ao portfólio da empresa no Brasil, o nematicida a base de peptídeos TEIKKO<img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/2122.png" alt="™" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" />, para uso em tratamento de sementes de soja, e o MOSHY<img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/2122.png" alt="™" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" />, fungicida também a base de peptídeos para controle de doenças foliares na cana-de-açúcar e café, ambos registrados em 2023 e com lançamento comercial em 2024. TEIKKO<img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/2122.png" alt="™" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /> oferece controle superior a outros produtos biológicos e inibe o desenvolvimento de nematoides nas raízes, reduzindo sua população no solo, com segurança e respeito ao meio ambiente.</p>
<p>O H2COPLA é um fertilizante com características elicitoras, que permite às plantas se desenvolverem fisiologicamente e estarem preparadas para enfrentar os estresses bióticos e abióticos. A tecnologia inovadora estimula o desenvolvimento e a produção de forma sustentável, ativando o potencial fisiológico das plantas. Com isso ela desenvolve mais e melhores raízes, absorvendo água e nutrientes de forma mais efetiva, crescendo mais forte e com maior vigor e resistência.</p>
<p>Primeiro fungicida com a tecnologia PREtec para o manejo de doenças foliares em soja, aplicado em tratamento de sementes registrado no Brasil, SAORI® aprimora a sanidade da soja, contribuindo desde a semeadura, para o aumento de eficiência dos fungicidas foliares e reduzindo o desenvolvimento de resistência dos fungos aos fungicidas convencionais.</p>
<p>Com o melhor controle de doenças foliares da soja, o SAORI® proporciona aos produtores de soja brasileiros ganhos aproximados de R$ 400,00 a R$ 600,00 por hectare, permitindo um retorno sobre o investimento de seis vezes ou mais, e reduzindo a utilização de agroquímicos no manejo fitossanitário.</p>
<p>O Brasil é o maior produtor mundial de cana-de-açúcar e café.  Na safra 2023/24, a área plantada com cana-de-açúcar no Brasil deve ser de 9,8 milhões de hectares e mais de 2,5 milhões de hectares para café. Na temporada 2021/22, os agricultores brasileiros gastaram mais de US$ 46 milhões no controle de doenças da cana-de-açúcar e mais de US$ 127 milhões no controle de doenças do café. MOHSY<img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/2122.png" alt="™" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /> propicia uma alternativa ao controle convencional de doenças em ambos os cultivos, apresentando perfil ambientalmente mais seguro e saudável, sem resíduos e contribuindo com o manejo de resistência de doenças a fungicidas.</p>
<p><strong>AGRICULTURA DIGITAL, DE </strong><strong>PRECISÃO E REGENERATIVA</strong></p>
<p>O empresário Franco Borsari está à frente das empresas TechFertil e Green Has Brasil, que estarão presentes na Agrishow com força total. A Green Has é uma empresa líder em nutrição vegetal, com foco em soluções completas e inovadoras para otimizar a produtividade e a qualidade dos frutos em diferentes culturas. Está no mercado há mais de 20 anos, com forte presença nas principais regiões agrícolas do Brasil.</p>
<p>Oferece uma ampla gama de produtos, incluindo fertilizantes de alta qualidade, fertilizantes especiais, bioativadores e biofertilizantes, além de tecnologias de última geração para aplicação precisa de nutrientes. A empresa vai apresentar na feira uma nova linha de fertilizantes focada na sustentabilidade, destaca Borsari. Vai também fazer demonstrações práticas sobre como os produtos da Green Has podem ajudar os agricultores a aumentar a produtividade e a qualidade dos frutos.</p>
<p>Já a TechFertil é uma empresa inovadora que desenvolve e comercializa soluções tecnológicas para o agronegócio, focada na agricultura digital e de precisão. Oferece plataformas digitais completas para gestão da produção agrícola, desde o planejamento até a colheita, com ferramentas de monitoramento de cultivos, análise de dados e tomada de decisões.</p>
<p>A TechFertil também fornece soluções para agricultura de precisão, como adjuvantes para drones, e treinamento para aplicação precisa de insumos. Na feira, vai apresentar sua plataforma digital completa para gestão da produção agrícola. Borsari reforça que serão feitas demonstrações de como as soluções TechFertil podem ajudar os agricultores a tomarem decisões mais precisas e eficientes.</p>
<p>Para o diretor, o agronegócio se mantém num cenário de oportunidades. A demanda por alimentos no mercado global continua crescente e a necessidade de aumentar a produtividade e sustentabilidade da produção agrícola. Ele destaca ainda o aumento dos investimentos em tecnologia e inovação no agronegócio.</p>
<p>As tendências para o setor passam pela adoção da agricultura digital e de precisão, a busca de soluções mais sustentáveis para a produção agrícola, o crescimento da agricultura regenerativa e o uso eficiente da água.</p>
<p><strong>DONE TEM SOLUÇÕES PARA </strong><strong>NEGÓCIOS INTERNACIONAIS</strong></p>
<p>O negócio da Done Solutions é assessorar empresas que precisam fazer transações internacionais ou realizar desembaraço aduaneiro. Esse é o foco do trabalho da empresa, que completa dez anos de atividades e vai estar na Agrishow para trabalhar clientes em potencial. “Vamos estar na feira prospectando por pelo menos dois dias, atendendo todos os estandes com maior fluxo na nossa área, que são os insumos agrícolas”, diz Luciano Vieira, sócio da Done Solutions.</p>
<p>Ele afirma que outros segmentos receberão atenção da equipe da empresa, como os fabricantes nacionais de estufas. Esse segmento tem potencial, porque há possibilidade de as indústrias começarem a comprar matéria-prima no mercado internacional. “Procuramos sempre estar presentes em eventos desse perfil, ainda mais porque a Agrishow é um palco para inovações, novas tecnologias e apresentação de produtos”, acrescenta.</p>
<p>Samara Baraldi, também sócia da Done Solutiions, destaca que, além dos insumos, a feira tem destaque para as tecnologias envolvidas com a agricultura e implementos agrícolas, silos e filmes, por exemplo. Apesar de estarem ligadas ao mercado interno, essas empresas interessam à Done Solutions porque em algum momento podem começar a exportar e também adquirir no mercado externo matérias-primas para fabricação de seus produtos no Brasil.</p>
<p>“Estamos sempre presentes na Agrishow, com a nossa equipe comercial e de marketing fazendo visitas aos estandes e aos nossos clientes”, explica Samara. Luciano destaca ainda a importância do networking promovido pela feira. “No dia a dia nem os clientes e nem nós temos tempo e o contato é bem escasso. Na feira, há o memento em que podemos ter desse contato, podemos descontrair, tomar um café juntos”, diz ela.</p>
<p>De acordo com os sócios da Done, na feira são contatados também empresários estrangeiros interessados em atuar no mercado brasileiro e não sabem como fazer. Existem empresas que desenvolvem tecnologias no exterior e querem trazer para o Brasil. A empresa tem contato com esses empresários no evento, eles procuram a Done depois para serem assessorados e, ao final, quando os parceiros de negócio são identificados e alinhados, as operações de importação são iniciadas.</p>
<p><strong>ESSERE GROUP LANÇA </strong><strong>INOVAÇÕES NA FEIRA</strong></p>
<p>O Essere Group, com suas marcas Bionat e Kimberlit, vai apresentar tecnologias inovadoras na edição deste ano da Agrishow. A feira, ressalta o gestor de produtos da Kimberlit, Bruno Neves, é o maior evento do agronegócio brasileiro e traz a oportunidade de mostrar ao público visitante essas inovações.</p>
<p>A empresa apresentará a tecnologia embarcada no Cropper Mutant, único produto do mercado que, por aplicação foliar, é recomendado em associação para manejo fitotécnico de nematoides. Cropper Mutant contém nutrientes e substâncias que ativam o metabolismo secundário da planta, induzindo genes de resistência e atuando como protetor fisiológico contra nematoides e patógenos do solo.</p>
<p>O evento tem como cerne, segundo Neves, a tecnologia e a inovação. Mas destaca a importância do networking. “O agro é feito por pessoas e a feira é um importante local para novos contatos e reencontros.” No estande da empresa, diz ele, os visitantes vão encontrar um bom café e profissionais qualificados para compartilhar conhecimento.</p>
<p>Já a Bionat vai apresentar na Agrishow seu portfólio completo e o mais novo lançamento da empresa, o Peregrino. Bionematicida exclusivo desenvolvido em parceria com a ESALQ/USP, Peregrino combina cepas exclusivas das bactérias Bacillus subtilis e Bacillus velezensis, com amplo espectro no controle objetivo de manejo e controle de nematoides em qualquer cultura onde ocorram.</p>
<p>“Trabalhar com tecnologia e inovação em processos e em obtenção de cepas exclusivas para novos produtos faz parte do DNA da Bionat”, relata Álefe Borges, gestor de produtos da empresa. Problemas complexos, diz ele, exigem soluções combinadas.  “O grupo está inovando cada vez mais para disponibilizar tecnologias com muita informação técnica de como essas se complementam na resolução de problemas na agricultura.”</p>
<p>O Essere group receberá os visitantes com objetivo de apresentar a eles as soluções do Sistema Integrado de Manejo (SIM) desenvolvido pelo grupo. O SIM envolve desde a nutrição e estímulo ao desenvolvimento das plantas até a proteção delas cdom soluções biológicas.</p>
<p>O executivo da Bionat reforça que a Agrishow é uma das maiores feiras agrícolas no mundo e o maior evento da agropecuária brasileira, que reúne soluções para todos os tipos de culturas, safras, máquinas e tamanhos de propriedades, além de ser reconhecida como o palco dos lançamentos das principais tendências e inovações para o agronegócio.</p>
<p><strong>MOSAIC BIOSCIENCE </strong><strong>SERÁ DESTAQUE</strong></p>
<p>Para a Mosaic Fertilizantes, a participação na edição 2024 da Agrishow é uma oportunidade para apresentar ao público especialmente da região Sudeste do país os produtos da Mosaic Biosciences. “Em março o lançamento nacional foi feito em Lucas do Rio Verde (MT) e agora chegou a vez do Sudeste conhecer o que há de mais inovador na agricultura brasileira”, explica Eduardo Monteiro, country manager da Mosaic Fertilizantes.</p>
<p>Focados  em bionutrição, com base em microrganismos e/ou metabólitos, os produtos da Mosaic Biosciences para cultura da soja incluem quatro opções: MBio Hidro, um inoculante líquido para manejo do estresse hídrico das lavouras, MBio Brad, MBio Azo e MBio Phos, inoculantes que aumentam a disponibilidade de nitrogênio e fósforo nas plantas.  Além do portfólio da Mosaic Biosciences, também será exposto o Performa Bio, um fertilizante mineral que garante maior eficiência na adubação.</p>
<p>Com melhor aproveitamento dos nutrientes e desenvolvimento das culturas, contribui para plantas mais equilibradas e tolerantes ao ambiente, resultando em maior produtividade e sustentabilidade no manejo nutricional das lavouras. “O produto passou por 85 experimentos científicos ao longo de três safras (2019/20 a 2021/22) em nove estados, apresentando resultados expressivos em desempenho agronômico, melhorando a nutrição das plantas e gerando ganhos significativos em produtividade e sustentabilidade”, ressalta Monteiro.</p>
<p>O executivo destaca a presença da empresa na feira: “A participação da Mosaic Fertilizantes na Agrishow 2024 é de extrema importância, pois se trata de uma das maiores feiras de tecnologia agrícola do mundo. Essa participação nos proporciona a oportunidade de expor nossos produtos e soluções inovadoras para um público altamente qualificado, composto por produtores rurais, profissionais do agronegócio e tomadores de decisão do setor. Além disso, a feira oferece um ambiente propício para networking, parcerias estratégicas e a geração de novos negócios”.</p>
<p>A visibilidade e o reconhecimento obtidos durante a Agrishow, acrescenta Monteiro, contribuem significativamente para o fortalecimento da marca e a consolidação da empresa no mercado agrícola. O estande da Mosaic Fertilizantes estará localizado dentro do Shopping Rural Coopercitrus, que oferece um espaço para que as empresas possam apresentar suas mais recentes tecnologias, equipamentos e produtos, permitindo que os produtores rurais conheçam e avaliem essas novidades.</p>
<p><strong>ESTANDE DA COOPERCITRUS: </strong><strong>ENCONTROS E NEGÓCIOS</strong></p>
<p>A Coopercitrus tem tradicionalmente uma participação intensa na Agrishow. O espaço da cooperativa na feira é grande e muito concorrido, com grande fluxo de visitantes em todos os dias do evento. O estande da Coopercitrus na feira deste ano tem 4,2 mil metros quadrados de área, onde serão reunidas 50 empresas parceiras líderes globais nas áreas de insumos, defensivos químicos e biológicos, adubos e fertilizantes, saúde e nutrição animal, máquinas, implementos, além de tecnologias e agricultura de precisão.</p>
<p>Além disso, os produtores rurais contarão com o atendimento diferenciado do time de consultores e especialistas da Cooperativa, que estarão à disposição para auxiliar nas negociações e na escolha das melhores tecnologias para cada necessidade. O estande também terá áreas de demonstração e ambientes de reunião para discutir negócios e projetos. O espaço da cooperativa foi batizado como Shopping Rural Coopercitrus</p>
<p>A participação da Coopercitrus na Agrishow 2024 é uma oportunidade para os produtores rurais conhecerem as tendências e as inovações do setor agrícola, além de aproveitarem as vantagens oferecidas pela cooperativa durante o evento. O estande será ponto de encontro de produtores, onde poderão se reunir, trocar experiências, fazer novos contatos e fortalecer cada vez mais os seus negócios.</p>
<p><strong>MATSUDA MOSTRA </strong><strong>NOVA TECNOLOGIA</strong></p>
<p>Participar da Agrishow é, para o Grupo Matsuda, uma excelente oportunidade de aumentar a visibilidade da marca e de seus produtos. “É uma das maiores feiras de negócio da América Latina e todos os anos atrai milhares de visitantes, produtores rurais, empresários, estudantes e profissionais do setor”, reforça Leonardo Matsuda, diretor do Grupo Matsuda.</p>
<p>A empresa vai levar para a feira todo o seu portfólio, que define como vitrine tecnológica, por incluir produtos que atendem todas as necessidades dos pecuaristas, seja em sementes de pastagens, nutrição animal, saúde animal, inoculantes para silagem e também equipamentos. “Para o agricultor temos a Semeadeira Show ILP e as sementes da linha Gold, já que acreditamos muito nesta técnica de integração da lavoura com a pecuária, que cresce a cada ano no Brasil e no mundo”, afirma Leonardo.</p>
<p>A empresa vai apresentar na feira uma nova tecnologia, lançada recentemente, que são as sementes da Série Gold Green Star, um marco importante na agricultura sustentável e na inovação tecnológica. São vários os benefícios oferecidos pelas sementes incrustadas com produtos organominerais e livres de microplásticos, pois utiliza tratamento com nematicida e fungicida biológicos.</p>
<p>As novas sementes série Gold Green Star possuem a bandeira da sustentabilidade e são amigáveis ao meio ambiente, fatores que são considerados durante a negociação de empréstimos financeiros e no momento da comercialização. “São também sementes de alto vigor”, acrescenta Suellen Sufen, assessora do Grupo Matsuda.</p>
<p><strong>NORTOX COMEMORA </strong><strong>SEUS 70 ANOS</strong></p>
<p>A edição deste ano é muito especial para a Nortox. A indústria de defensivos, fertilizantes e sementes com sede em Arapongas, Norte do Paraná, completa 70 de fundação em 2024. A participação no evento se dará em meio às comemorações de aniversário da empresa, que nasceu quando o Brasil tinha uma população de 57 milhões de habitantes e o café era o carro-chefe da economia do Paraná, com 560 mil hectares ocupados pela cultura.</p>
<p>Foi nesse cenário que o jovem empreendedor Osmar Amaral fundou a Nortox, no dia 14 de abril de 1954, no município vizinho, Apucarana. A empresa nasceu com apenas um produto no catálogo, destinado a combater a broca do café. Hoje é o maior fabricante nacional de agroquímicos e também única empresa brasileira do Agro atuando em três plataformas de negócios: defensivos, micro fertilizantes granulados e sementes híbridas de milho e sorgo.</p>
<p>A Nortox tem uma trajetória que se caracteriza por andar sempre ao lado do agricultor, com um time de campo altamente qualificado e uma estrutura na retaguarda que garante produtos e serviços de altíssima qualidade”, afirma o Diretor Administrativo Roberto Amaral.</p>
<p>O DNA da empresa continua sendo o agroquímico e cada setor vem contribuindo para que ela esteja na vanguarda, garantindo soluções competitivas e seguras para o agricultor. “A grande contribuição da área comercial nos últimos anos foi a de formar um portfólio de produtos exclusivos, como o fungicida Scudeiro e o herbicida Arkeiro, lançados recentemente e muito bem recebidos pelo mercado”, afirma João Marcos Ferrari, Diretor Comercial.</p>
<p>Os dois produtos tiveram eficácia comprovada em mais de 20 instituições de pesquisa do Brasil, nas consultorias e nos ensaios cooperativos. “A Nortox não vende ativo. Ela vende solução para o agricultor. Dentro desse princípio, nós testamos todas as possíveis combinações para chegar ao melhor produto”, acrescenta Ferrari.</p>
<p>A Nortox também patrocina projetos socioambientais como o Olho D’Água, uma parceria com as cooperativas Cocari (de Mandaguari/PR) e Coopercitrus (Bebedouro/SP) que já restaurou mais de 1.200 nascentes. O projeto recebeu o selo do Instituto Chico Mendes e foi premiado pela Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB). Também patrocina o Projeto Escola de Velas (Florianópolis/SC), o Projeto Crescer (Arapongas/PR), a Orquestra de Jovens de Nova Mutum (MT) e a Equipe de Futsal de Apucarana (PR), beneficiando mais de 1.500 crianças e jovens com educação, esporte e cultura.</p>
<p><strong>GM DESTACA PICAPES </strong><strong>DA FAMÍLIA S10</strong></p>
<p>A presença de grandes indústrias automobilísticas é uma tradição na história da Agrishow. Os estandes mostram os últimos modelos de veículos de diferentes categorias, mas o que se sobressai são os utilitários, com destaque para as caminhonetes.</p>
<p>A General Motors (GM), por exemplo, vai mostrar as novas picapes da linha S10, um verdadeiro ícone da marca que ganhou novo visual e atrativos. “Performance, tecnologia, capacidade e muito estilo: a família S10 tem tudo o que a vida no campo e na cidade exigem. Explore a linha completa e descubra por que existe uma S10 perfeita para tudo o que você precisa”, estampa o material de divulgação da Chevrolet, marca do Grupo GM.</p>
<p>Com uma frente imponente e porte robusto, a S10 se credencia para ser um dos destaques do setor na feira. As caminhonetes são o principal mercado no segmento de veículos voltados para o público do agro, já que os proprietários rurais precisam de um utilitário capaz de encarar os terrenos sem pavimentação, enfrentando buracos, pedras e barro e que, ao mesmo tempo, seja bom para o uso urbano.</p>
<p>O mercado nacional de veículos continua atraente para a GM. Tanto que a montadora anunciou, em janeiro, um aporte de investimento de R$ 7 bilhões no Brasil de 2024 a 2028, com foco na mobilidade sustentável. O novo ciclo tem como objetivo reforçar a competitividade da empresa e a sustentabilidade de suas operações e produtos.</p>
<p>“Este será o período de maior transformação da GM no Brasil. As mudanças são necessárias em virtude das atuais demandas da sociedade e dos consumidores. Estamos trabalhando junto aos nossos colaboradores, concessionários, fornecedores e outros parceiros do negócio para liderar este movimento”, diz Santiago Chamorro, presidente da GM América do Sul.</p>
<p><strong>CASALE FESTEJA 60 </strong><strong>ANOS COM LANÇAMENTOS</strong></p>
<p>Presente na Agrishow 2024, a Casale tem uma relação muito especial com a feira. Foi o fundador da empresa, o engenheiro mecânico Celso Luis Casale, quem sugeriu o nome do evento, quando a feira ainda estava sendo gestada por um grupo de entidades e empresas do Agro, em 1993. A companhia participa desde a primeira edição da feira e este ano vai realizar um coquetel, no primeiro dia do evento, para comemorar seus 60 anos de fundação.</p>
<p>“A Agrishow, por ser a maior feira da América Latina, traz o que há de mais novo em produtos e serviços para o agronegócio. É um evento completo que possibilita ao visitante experiências em estandes, palestras, demonstrações e também a aquisição de produtos com condições especiais. Realmente é uma feira de grande relevância para o setor e possui uma gama de expositores de alta qualidade e de marcas renomadas”, afirma Letícia Menezes, coordenadora de marketing da Casale.</p>
<p>“Este ano em comemoração aos nossos 60 anos, estaremos trazendo dois grandes lançamentos: as misturadoras Vertimix 35 autocarregável, uma máquina focada para produtores de pequenos lotes de animais, e também a Vertimix Twin 280, uma máquina de 28m³ para grandes produtores”, acrescenta Letícia.</p>
<p>Ao visitar o estande da Casale, os visitantes poderão conferir o vasto portfólio voltado para a pecuária, além de poderem conhecer a primeira misturadora de ração total da América Latina, que estará exposta no estande. “Além dos produtos, contaremos com toda a nossa equipe presente e diretoria. “Será uma oportunidade única para estarmos mais próximos dos nossos clientes, parceiros e amigos”, resume a executiva.</p>
<p>A companhia se dedica a produzir tecnologia e equipamentos voltados à pecuária intensiva e semi-intensiva para gado de corte e de leite, sendo reconhecida nacionalmente pela qualidade de seus produtos, com destaque para o “Vagão Misturador de Ração”. Abastece o mercado nacional com misturadores e distribuidores de ração, colhedoras de forragem e distribuidores de esterco, além de exportar para os países como Uruguai, Panamá, Nicarágua, México, Chile, Venezuela, Paraguai, Bolívia, Cuba e África do Sul. Atualmente, a Casale lidera o mercado nacional de misturadores e a meta é se tornar uma multinacional, liderando globalmente este mercado.</p>
<p><strong>BLB É AUDITORIA E CONSULTORIA NO AGRONEGÓCIO</strong></p>
<p>A BLB Auditores e Consultores, com forte atuação no agronegócio brasileiro, vai participar da edição deste ano da Agrishow. A empresa foi criada em 2003 com uma proposta inicial de ocupar um espaço relevante no mercado de auditoria independente e consultoria no interior do Estado de São Paulo. Mas hoje atua em todo o país e tem destaque em áreas estratégicas, como nos processos de consolidação (compra e venda de empresas).</p>
<p>“Temos uma área específica no escritório para M&amp;A (fusões e aquisições) e estamos bem inseridos na área de agrodistribuição”, revela Rodrigo Barbeti, Sócio-diretor de Tributos, Societário e Patrimonial e M&amp;A da BLB. Na consolidação, o escritório atende as empresas que serão vendidas. Já foram fechadas negociações com empresas do setor como Lavoro, Agrogalaxy e Bunge. Além de uma empresa que foi encampada pela Cooperalfa, com sede em Chapecó (SC). Ao todo, foram nove aquisições assessoradas pela empresa.</p>
<p>Barbeti reforça que o escritório tem forte atuação na área de distribuição de insumos, atendendo vários grupos em todo o país. Além disso, a BLB audita o balanço da Associação Nacional dos<br />
Distribuidores de Insumos Agrícolas e Veterinários (Andav). A sede da BLB fica em Ribeirão Preto (SP). A empresa tem escritórios na capital paulista e em Goiânia (GO). Atua em Auditoria Independente, Consultoria Tributária; Consultoria Societária e Patrimonial; Consultoria em Finanças e M&amp;A; e Auditoria Digital.</p>
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