Caso de febre aftosa na Colômbia renova alerta sobre vacinação do rebanho brasileiro

O Ministro da Agricultura da Colômbia, Aurelio Iragori Valencia, confirmou a ocorrência de um caso de febre aftosa no município de Tame (Departamento Arauca), a cerca de 100 km da fronteira com a Venezuela e a pouco mais de 700 km da fronteira com o Brasil.

Seis vacas foram detectadas com o vírus em uma propriedade rural do município. O governo colombiano seguiu o protocolo sanitário recomendado, isolou área de 5 km do local, informou a Organização Internacional de Saúde Animal (OIE) e sacrificou 136 bovinos.

O último caso de aftosa na Colômbia fora em 2009. O país é considerado área livre da aftosa com vacinação – mesmo status do Brasil – e tem programa de erradicação desde meados do século passado. O rebanho total do país é de 20 milhões de bovinos e búfalos.

“O vírus da aftosa é traiçoeiro e circula livremente no ambiente. A vacinação é indispensável para o controle da doença. A Colômbia tem o mesmo status sanitário do Brasil, estava há oito anos sem aftosa e foi surpreendida por um caso, em região de fronteira. Esse exemplo demonstra a importância da imunização do rebanho”, explica Emilio Salani, vice-presidente executivo do Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Saúde Animal (Sindan).

O Brasil tem 17 mil km de fronteira seca com os países da América do Sul. Além da Colômbia, Argentina, Uruguai, Paraguai e Bolívia têm o mesmo status sanitário (livres com vacinação).